Publicado em: 09/06/2026 às 18:40hs
Goiás caminha para registrar mais uma safra robusta de milho e reforçar sua posição de destaque no agronegócio brasileiro. De acordo com o 8º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado deverá colher 11,88 milhões de toneladas do cereal na temporada 2025/26, resultado que representa a segunda maior produção da história goiana.
A estimativa confirma Goiás entre os principais produtores nacionais de milho, ocupando atualmente a terceira posição em volume produzido e a quarta colocação em área cultivada no país.
A projeção da Conab considera uma área plantada de 1,89 milhão de hectares e produtividade média de 6.255 quilos por hectare.
Embora o volume previsto fique abaixo do recorde registrado na safra 2024/25, quando a produção alcançou 14,26 milhões de toneladas, o desempenho permanece superior ao observado na temporada 2023/24, que totalizou 11,33 milhões de toneladas.
O resultado demonstra a capacidade do setor produtivo de manter elevados níveis de produtividade por meio do planejamento agrícola, do manejo eficiente das lavouras e da adoção de tecnologias voltadas ao aumento da produção.
Segundo o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Ademar Leal, os números refletem a solidez do agronegócio goiano.
“A expectativa de colher quase 12 milhões de toneladas demonstra a força da produção agrícola goiana. Mesmo após uma safra histórica, os produtores mantiveram os investimentos e o planejamento necessários para sustentar um elevado nível de produção”, afirmou.
Além da importância para a agricultura, o milho ocupa posição estratégica em diversas cadeias produtivas do estado.
O cereal é matéria-prima fundamental para os setores de proteína animal, indústria alimentícia e produção de biocombustíveis, ampliando sua relevância econômica dentro e fora das propriedades rurais.
“O milho tem papel estratégico para a economia do estado e para diferentes segmentos ligados ao agronegócio”, destacou Ademar Leal.
Um dos principais motores de crescimento da cadeia do milho em Goiás é a expansão da indústria de etanol de milho.
Nos últimos anos, o estado se consolidou como um dos principais polos nacionais de produção do biocombustível, aumentando significativamente o processamento interno da safra e agregando valor ao grão produzido pelos agricultores.
Além do etanol, as usinas geram coprodutos importantes para a nutrição animal, especialmente os DDGS (Distillers Dried Grains with Solubles), amplamente utilizados na alimentação de aves, suínos e bovinos confinados.
Os números evidenciam essa evolução. A produção de etanol de milho em Goiás saltou de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19 para uma estimativa de 782,5 milhões de litros em 2025/26.
O crescimento superior a 300% em sete anos demonstra a crescente integração entre agricultura, energia renovável e pecuária, fortalecendo a competitividade do agronegócio estadual.
A industrialização da cadeia também vem ampliando a participação de Goiás no comércio internacional.
Dados da Plataforma Aroeira, sistema de monitoramento da Secretaria de Agricultura, apontam forte crescimento das exportações de derivados de milho nos primeiros quatro meses de 2026.
Entre janeiro e abril, as vendas externas somaram US$ 15,1 milhões, frente aos US$ 8,3 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.
O avanço de 81,2% no valor exportado demonstra o fortalecimento da agroindústria goiana e o aumento da demanda internacional por produtos com maior valor agregado.
O volume embarcado também cresceu de forma expressiva, passando de 8,7 mil toneladas para 14,9 mil toneladas, um incremento de 71,5%.
Já o preço médio por tonelada exportada avançou de US$ 958,50 para US$ 1.012,60.
Entre os principais itens exportados estão amido de milho, farinha de milho, óleo de milho, milho doce preparado e diversos derivados utilizados pelas indústrias alimentícia, química e de nutrição animal.
A ampliação da participação desses produtos na pauta exportadora fortalece a geração de renda e contribui para o desenvolvimento industrial do estado.
Segundo Ademar Leal, o avanço das exportações industrializadas representa um importante diferencial competitivo para Goiás.
“A diversificação da pauta exportadora amplia a agregação de valor ao milho produzido no estado. Os produtos industrializados possuem maior valor de mercado, geram empregos e fortalecem a presença de Goiás nos mercados internacionais”, ressaltou.
Com uma produção próxima de 12 milhões de toneladas, crescimento acelerado da indústria de etanol de milho e forte expansão das exportações de derivados, Goiás consolida sua posição entre os principais produtores brasileiros do cereal.
O avanço da agroindústria e a diversificação dos mercados consumidores reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de geração de valor dentro da cadeia produtiva do milho, tanto no mercado interno quanto no cenário internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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