Milho dispara quase 3% em Chicago com demanda aquecida e déficit global de oferta
Inspeções de exportação dos Estados Unidos avançaram para 1,94 milhão de toneladas, enquanto projeção do USDA aponta diferença de quase 30 milhões de toneladas entre produção e consumo mundial
Publicado em: 22/09/2026 às 11:57hs
Os contratos futuros do milho encerraram a sessão em forte alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). As cotações foram impulsionadas pela demanda consistente pelo cereal norte-americano, pelo cenário mais apertado de oferta global e por um movimento de recuperação técnica.
O contrato com vencimento em dezembro avançou 15,50 centavos, equivalente a 2,93%, e terminou cotado a US$ 5,43 por bushel. Já a posição para março fechou a US$ 5,56¾ por bushel, valorização de 15,25 centavos ou 2,81%.
Déficit global de milho reforça valorização em Chicago
O quadro mundial de oferta e demanda também sustentou os preços do milho na CBOT. Conforme projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o consumo global deverá superar a produção em quase 30 milhões de toneladas na safra 2026/27.
Se confirmada, essa será a maior diferença entre produção e consumo mundial de milho em mais de três décadas. A perspectiva de estoques mais ajustados amplia a atenção dos agentes e aumenta a sensibilidade do mercado a indicadores de demanda, clima e desempenho das safras.
Exportações de milho dos EUA ganham força
Os dados semanais de exportação reforçaram o movimento positivo das cotações. As inspeções norte-americanas de milho atingiram 1,938 milhão de toneladas na semana encerrada em 17 de setembro, segundo o USDA.
O resultado representa crescimento de aproximadamente 25% diante das 1,552 milhão de toneladas inspecionadas na semana anterior. Na comparação com igual período do ano passado, quando o volume alcançou 1,386 milhão de toneladas, o avanço foi de quase 40%.
Embarques acumulados superam resultado da safra anterior
Desde o início do ano-safra dos Estados Unidos, em 1º de setembro, as inspeções de exportação somam 4,139 milhões de toneladas. No mesmo intervalo do ciclo anterior, o volume acumulado era de 3,570 milhões de toneladas.
A combinação entre maior movimentação do milho norte-americano no mercado externo e expectativa de oferta mundial mais restrita deu sustentação aos contratos futuros. O avanço expressivo da sessão também refletiu ajustes técnicos depois das oscilações recentes registradas em Chicago.
Fonte: Portal do Agronegócio
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