Milho de verão: área deve crescer 10,7% e controle de plantas daninhas exige atenção
Conab projeta 4,54 milhões de hectares na safra 2026/27; monitoramento dos talhões e manejo em pós-emergência ajudam a preservar o potencial produtivo.
Publicado em: 06/11/2026 às 12:30hs
A área brasileira de milho de primeira safra deve alcançar 4,54 milhões de hectares em 2026/27, aumento de 10,7% em relação ao ciclo anterior, segundo o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância do planejamento das operações, especialmente do controle de plantas daninhas no início do desenvolvimento da cultura.
A competição por água, luz e nutrientes pode comprometer o crescimento do milho. Conforme a Embrapa, o manejo durante o período crítico de competição é importante para evitar perdas irreversíveis de rendimento. A intensidade dos danos depende das espécies presentes, do nível de infestação e das condições de cultivo.
Identificação das invasoras orienta o momento do controle
O acompanhamento da lavoura desde as fases iniciais permite reconhecer as plantas daninhas e avaliar seu estádio de desenvolvimento. Essas informações ajudam a definir a estratégia de controle antes que a interferência prejudique a cultura.
Segundo Edir Pfeifer, especialista em desenvolvimento de mercado da Ourofino Agrociência, a identificação das espécies e do tamanho das plantas deve orientar tanto a escolha do herbicida quanto o momento da aplicação.
O monitoramento também precisa considerar o histórico de cada talhão, incluindo dificuldades observadas em safras anteriores e a resposta aos tratamentos utilizados.
Falhas de manejo precisam de diagnóstico
A presença de espécies de difícil controle e de populações resistentes a herbicidas exige planejamento que combine práticas agronômicas e diferentes mecanismos de ação, com orientação técnica.
Pfeifer destaca que uma falha de controle deve ser investigada a partir de fatores como identificação da espécie, tamanho das plantas, condições de aplicação e histórico da área.
A avaliação dos resultados após a intervenção também faz parte do manejo e ajuda a orientar as decisões seguintes ao longo da safra.
Herbicida pós-emergente integra opções para a cultura
Entre as ferramentas apresentadas pela Ourofino Agrociência está o Brucia, herbicida seletivo pós-emergente à base de tolpiralate, destinado à cultura do milho.
Segundo a companhia, os alvos incluem capim-amargoso, capim-pé-de-galinha, capim-braquiária, caruru e picão-preto.
O especialista ressalta que a recomendação deve considerar as espécies presentes e as condições de cada lavoura, respeitando as indicações de bula e a orientação do engenheiro agrônomo.
Planejamento deve acompanhar expansão do milho de verão
Com a perspectiva de aumento da área, o manejo inicial ganha importância para proteger o investimento realizado na implantação das lavouras.
A definição do programa de controle passa pelo diagnóstico do talhão, pela escolha das ferramentas adequadas e pelo acompanhamento da resposta no campo. A Ourofino informa que o produto está disponível em sua rede de revendas e distribuidores autorizados no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias