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Milho e Sorgo

Exportações de milho do Brasil aceleram em outubro, mas volume segue 12% abaixo de 2025

Embarques somam 2,87 milhões de toneladas nos primeiros 11 dias úteis do mês; melhora no ritmo diário reduz a diferença anual, mas mantém pressão sobre a meta de exportação do ciclo.


Publicado em: 20/10/2026 às 19:40hs

Exportações de milho do Brasil aceleram em outubro, mas volume segue 12% abaixo de 2025
Foto: Cláudio Neves

As exportações brasileiras de milho ganharam velocidade na terceira semana de outubro, mas ainda não alcançaram o ritmo registrado no mesmo período de 2025. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil embarcou 2,87 milhões de toneladas do cereal nos primeiros 11 dias úteis do mês, com média diária de aproximadamente 260,5 mil toneladas.

O desempenho representa uma queda de 11,8% em relação à média diária de 295,5 mil toneladas observada em outubro do ano passado. Apesar do resultado inferior na comparação anual, os números indicam uma recuperação gradual dos embarques ao longo do mês.

Embarques de milho aceleram na terceira semana de outubro

A média diária das exportações brasileiras de milho apresentou melhora em relação à parcial anterior. Após sete dias úteis, o ritmo estava próximo de 247,3 mil toneladas por dia, resultado 16,3% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Nos quatro dias úteis acrescentados à atualização mais recente, os embarques alcançaram aproximadamente 284 mil toneladas diárias. O volume superou tanto a média observada no início de outubro quanto o ritmo registrado em setembro.

A aceleração representa um sinal de recuperação do fluxo de exportação do cereal, após o mês anterior terminar com desempenho significativamente inferior ao de 2025.

Ainda assim, a manutenção desse movimento será determinante para avaliar se o Brasil conseguirá reduzir a diferença acumulada e avançar em direção às projeções de exportação para o ciclo.

Meta de 38 milhões de toneladas exige embarques elevados

O ritmo necessário para cumprir as projeções de exportação continua sendo um desafio para o mercado brasileiro de milho.

Em entrevista recente ao Notícias Agrícolas, Eduardo Vanin, analista da Agrinvest, avaliou que o país precisaria embarcar aproximadamente 6 milhões de toneladas em novembro, outros 6 milhões em dezembro e cerca de 5 milhões em janeiro para atingir 38 milhões de toneladas exportadas no ciclo.

Nesse cenário, a melhora observada em outubro contribui para reduzir parte da diferença em relação ao desempenho do ano passado. No entanto, a aceleração ainda não é suficiente para afastar a necessidade de volumes expressivos de embarques nos próximos meses.

O comportamento das exportações entre novembro e janeiro será decisivo para verificar a viabilidade dessa projeção, considerando o ritmo efetivo dos embarques e a capacidade de escoamento da produção brasileira.

Preço médio do milho exportado sobe 15%

Apesar da redução no volume embarcado em comparação com 2025, o preço médio do milho exportado pelo Brasil apresentou valorização.

Nos primeiros 11 dias úteis de outubro, o cereal foi comercializado no mercado externo por aproximadamente US$ 238,24 por tonelada, alta de 15% em relação ao mesmo período do ano passado.

A valorização contribuiu para sustentar a receita das exportações. Segundo os dados apresentados, a receita média diária ficou 1,4% acima da registrada em outubro de 2025, mesmo com o volume médio de embarques permanecendo inferior.

O resultado mostra que a evolução da receita externa não depende exclusivamente da quantidade exportada, mas também dos preços médios praticados nas vendas internacionais.

Próximas semanas serão decisivas para as exportações brasileiras

O mercado acompanha se a aceleração registrada na terceira semana de outubro será mantida até o encerramento do mês. A continuidade desse movimento poderá contribuir para melhorar o desempenho acumulado das exportações de milho e reduzir a distância em relação a 2025.

Ao mesmo tempo, a necessidade de embarques elevados no fim do ano e no início de 2027 mantém a atenção sobre a capacidade de escoamento do cereal brasileiro.

Para o setor, os próximos dados da Secex serão importantes para confirmar se a recuperação observada representa uma tendência consistente ou apenas uma intensificação pontual dos embarques.

Fonte: Portal do Agronegócio

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