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Setor Sucroalcooleiro

Moagem de cana-de-açúcar recua 3,06% em setembro e produção de açúcar cai 13,36% na safra 2026/27

Dados do Ministério da Agricultura mostram redução na moagem de cana e na fabricação de açúcar no Brasil, enquanto a produção acumulada de etanol cresce 8,55% até a segunda quinzena de setembro.


Publicado em: 20/10/2026 às 20:00hs

Moagem de cana-de-açúcar recua 3,06% em setembro e produção de açúcar cai 13,36% na safra 2026/27

A moagem de cana-de-açúcar no Brasil atingiu 42,42 milhões de toneladas na segunda quinzena de setembro, durante a safra 2026/27. O volume representa uma queda de 3,06% em relação às 43,76 milhões de toneladas processadas no mesmo período da temporada anterior.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em levantamento atualizado em 15 de outubro, com posição de 1º de outubro. Os números indicam retração na moagem e na produção de açúcar na comparação anual, enquanto o etanol mantém desempenho positivo no acumulado da safra.

Produção de açúcar recua 5,42% na segunda quinzena de setembro

A fabricação de açúcar também apresentou queda na segunda metade de setembro. As usinas brasileiras produziram 3,059 milhões de toneladas, volume 5,42% inferior às 3,235 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo da safra 2025/26.

O resultado acompanha a redução observada na moagem de cana-de-açúcar e reforça o desempenho inferior da produção açucareira no período analisado.

Produção de etanol cai na quinzena

A produção de etanol somou 2,182 bilhões de litros na segunda quinzena de setembro, recuo de 7,56% em relação aos 2,360 bilhões de litros registrados no mesmo período da temporada anterior.

Apesar da queda na comparação entre as quinzenas, o desempenho acumulado do biocombustível permanece positivo na safra 2026/27, conforme os dados do Ministério da Agricultura.

Moagem acumulada chega a 496,08 milhões de toneladas

No acumulado da safra 2026/27 até a segunda quinzena de setembro, a moagem de cana-de-açúcar alcançou 496,08 milhões de toneladas no Brasil.

O resultado representa uma redução de 1,61% em relação às 504,18 milhões de toneladas processadas no mesmo período da safra 2025/26.

A diferença evidencia um ritmo de moagem inferior ao registrado na temporada anterior, considerando o volume acumulado até o encerramento de setembro.

Produção acumulada de açúcar cai 13,36%

A retração é mais expressiva na fabricação de açúcar. Desde o início da safra 2026/27 até a segunda quinzena de setembro, a produção acumulada chegou a 29,423 milhões de toneladas, queda de 13,36% na comparação anual.

No mesmo período da temporada 2025/26, as usinas haviam produzido 33,961 milhões de toneladas. A diferença entre os dois ciclos evidencia a redução do volume de açúcar fabricado até o momento considerado no levantamento.

Etanol cresce 8,55% no acumulado da safra

Em sentido contrário ao açúcar, a produção acumulada de etanol apresentou crescimento de 8,55%, totalizando 26,346 bilhões de litros até a segunda quinzena de setembro.

Na safra anterior, o volume registrado no mesmo intervalo havia sido de 24,271 bilhões de litros.

Do total produzido na temporada 2026/27, 16,782 bilhões de litros correspondem ao etanol hidratado, utilizado diretamente em veículos flex e movidos a esse combustível. Outros 9,563 bilhões de litros são de etanol anidro, componente misturado à gasolina.

Os números mostram comportamentos distintos entre os principais produtos da cana-de-açúcar no Brasil: enquanto a moagem e a produção acumulada de açúcar apresentam recuo, o etanol registra expansão no balanço parcial da safra.

Safra 2026/27 combina menor produção de açúcar e avanço do etanol

O levantamento do Mapa até o fim de setembro aponta uma redução de 1,61% na moagem acumulada e de 13,36% na produção de açúcar, em comparação com a temporada anterior. Já o etanol apresenta crescimento de 8,55% no mesmo intervalo.

Os resultados ajudam a acompanhar a evolução da safra brasileira de cana-de-açúcar e o desempenho das usinas sucroenergéticas, com indicadores distintos para açúcar, etanol hidratado e etanol anidro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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