Silicato é usado em mais de 60 culturas e beneficia 2 mil produtores em Minas Gerais
Projeto distribuiu corretivo de solo a agricultores de 103 municípios; análises orientaram a aplicação em 6.716 hectares, com prioridade para a agricultura familiar
Publicado em: 01/10/2026 às 08:00hs
Um projeto de correção do solo com silicato de cálcio e magnésio beneficiou 2.054 produtores em 103 municípios de Minas Gerais. O insumo foi destinado a 6.716 hectares e utilizado em mais de 60 culturas, de acordo com os dados da iniciativa. Agricultores familiares representam 81% dos atendidos.
O produto distribuído gratuitamente é o Agrosilício, um corretivo de acidez que também fornece cálcio, magnésio e silício. Sua aplicação foi definida com base em análises de solo e recomendações técnicas, conforme as condições de cada área e a cultura cultivada.
Grãos, pastagens e café concentram as aplicações
Os grãos responderam por 33% dos sistemas produtivos atendidos pelo projeto, seguidos de pastagens (20%), café (19%), olericultura (14%) e fruticultura (10%). O insumo também foi utilizado em áreas de cana-de-açúcar, silvicultura, floricultura e palma forrageira.
A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) participa da mobilização dos agricultores, da coleta e interpretação das análises de solo e da recomendação das quantidades. Após a distribuição nos municípios, cabe aos produtores aplicar o corretivo nas propriedades.
Segundo Sérgio Brás Regina, coordenador técnico estadual de Culturas e Café da Emater-MG, a análise de solo é indispensável para definir a dose. “O Agrosilício precisa ser dosado de acordo com a necessidade da planta e do solo”, afirma.
A prioridade do projeto é atender agricultores familiares, especialmente produtores de alimentos. Entre os beneficiados estão fornecedores do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e participantes de feiras livres.
Área de abacaxi permite observar diferenças no desenvolvimento
Na Fazenda Córrego da Prata, na região de Almenara, o agricultor Joaquim Lourenço de Sousa aplicou 500 quilos do corretivo em parte de uma área de 2 mil metros quadrados cultivada com abacaxi. A outra parte ficou sem aplicação.
De acordo com os registros acompanhados pela Emater-MG, as plantas da área tratada apresentaram desenvolvimento visualmente mais uniforme. Sérgio ressalta, porém, que a comparação não foi conduzida como experimento científico e não permite quantificar ganhos de produtividade nem atribuir, com valor estatístico, as diferenças observadas exclusivamente ao produto.
O coordenador também relata observações positivas em pastagens nas quais produtores utilizaram o insumo durante a recuperação das áreas. Para ele, um dos resultados do projeto é estimular o uso da análise de solo entre agricultores que antes não contavam com esse diagnóstico para planejar a correção e a adubação.
A experiência, segundo a Emater-MG, reforça que a escolha do corretivo e da quantidade aplicada deve partir das necessidades identificadas em cada propriedade.
Fonte: Portal do Agronegócio
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