Publicado em: 01/06/2026 às 07:30hs
O setor da maçã no Brasil encerrou a safra 2026 sob atenção redobrada para os desafios fitossanitários, climáticos e produtivos que podem impactar o próximo ciclo da cultura. O cenário foi debatido durante a quinta edição do encontro Eloos Maçã, promovido pela Sipcam Nichino Brasil nos dias 20 e 21 de maio, em Gramado (RS).
O evento reuniu pesquisadores, consultores, técnicos e representantes da agroindústria da pomicultura para discutir os principais gargalos da produção brasileira, além das perspectivas para a próxima safra diante da possibilidade de um fenômeno El Niño mais intenso.
Segundo José de Freitas, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado da Sipcam Nichino, o grupo técnico Eloos Maçã foi criado para integrar diferentes segmentos da cadeia produtiva e ampliar o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo fitossanitário e fisiológico da cultura.
Durante o encontro, especialistas avaliaram os impactos da safra recém-encerrada e destacaram os riscos associados às condições climáticas para o próximo ciclo produtivo.
A possibilidade de um El Niño forte preocupa produtores e técnicos, principalmente pelo aumento da umidade e do risco de pressão de doenças nos pomares do Sul do Brasil, principal região produtora de maçã do país.
Entre os principais desafios debatidos estiveram:
As doenças e pragas seguem entre os maiores fatores de perda de produtividade e qualidade da fruta, exigindo manejo técnico cada vez mais eficiente e integrado.
O encontro contou com a participação de especialistas reconhecidos do setor, incluindo consultores, pesquisadores e representantes de instituições ligadas à pesquisa agropecuária.
Participaram dos debates:
Os especialistas apresentaram análises sobre produtividade, sanidade vegetal, comportamento climático e novas estratégias de manejo para os pomares brasileiros.
Outro tema que ganhou destaque durante o Eloos Maçã foi o avanço do uso de bioestimulantes na pomicultura brasileira.
Segundo Marcelo Palazim, gerente de marketing de especialidades da Sipcam Nichino, a empresa vem ampliando investimentos em tecnologias voltadas ao desenvolvimento fisiológico dos pomares no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
A companhia destacou pesquisas e resultados obtidos com soluções voltadas à bioestimulação das plantas, incluindo produtos destinados ao fortalecimento vegetativo, aumento da capacidade fotossintética e melhoria da fixação de frutos.
De acordo com Palazim, o uso de bioestimulantes tem contribuído para:
A pomicultura brasileira vive um momento de transformação, impulsionada pela necessidade de elevar produtividade, reduzir perdas e enfrentar eventos climáticos cada vez mais extremos.
Nesse cenário, o avanço tecnológico no manejo fitossanitário e fisiológico dos pomares se torna estratégico para garantir competitividade ao setor.
Além do controle de doenças e pragas, produtores buscam soluções capazes de melhorar resistência das plantas, estabilidade produtiva e qualidade da fruta, fatores considerados fundamentais para atender tanto o mercado interno quanto as exportações.
Com a aproximação da nova safra e as incertezas climáticas no radar, o setor da maçã deve manter atenção redobrada ao comportamento do clima, à pressão fitossanitária e à adoção de novas tecnologias no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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