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Fruticultura e Horticultura

Produção de pimentão: qualidade dos frutos se torna chave para aumentar rentabilidade no campo

Além da produtividade, produtores buscam cultivares com maior uniformidade, resistência pós-colheita e menor índice de descarte para garantir melhor aproveitamento comercial das lavouras.


Publicado em: 27/07/2026 às 15:30hs

Produção de pimentão: qualidade dos frutos se torna chave para aumentar rentabilidade no campo

A produção de pimentão no Brasil cresce apoiada pela diversidade de regiões produtoras e pela importância da hortaliça no mercado interno, mas o aumento do volume colhido deixou de ser o único indicador de sucesso econômico no campo. Para garantir maior rentabilidade, produtores precisam combinar produtividade, qualidade dos frutos, regularidade de oferta e maior aproveitamento comercial após a colheita.

Segundo dados da Embrapa Hortaliças divulgados em 2025, o pimentão está presente em praticamente todos os estados brasileiros, envolvendo mais de 32 mil estabelecimentos rurais e uma produção estimada em 224 mil toneladas. São Paulo lidera o ranking nacional, respondendo por cerca de 27% do volume produzido, seguido pela Bahia, com 14,7%, e Minas Gerais, com 14,6%.

Apesar da relevância econômica da cultura, especialistas destacam que produzir mais nem sempre significa obter maior retorno financeiro. A diferença entre o volume colhido e a quantidade efetivamente comercializada pode impactar diretamente a margem do produtor.

Qualidade do pimentão influencia resultado econômico da lavoura

No mercado de hortaliças, características como tamanho, uniformidade, aparência, firmeza e resistência ao transporte são determinantes para a aceitação comercial dos frutos.

De acordo com Thiago Teodoro, especialista em Tomates e Pimentões, fatores como oscilações no pegamento, redução do calibre ao longo do ciclo, queimaduras causadas pela exposição solar, problemas sanitários e danos durante a colheita podem elevar os descartes e reduzir o valor final da produção.

“A formação de lotes padronizados é um dos principais desafios do produtor. Quando há perda de qualidade durante o ciclo, parte significativa da produção deixa de atender aos padrões exigidos pelo mercado”, explica.

Além disso, a regularidade da colheita influencia diretamente o planejamento da propriedade. Intervalos prolongados entre colheitas ou queda no padrão dos frutos nas fases finais da produção podem dificultar a organização da mão de obra, logística e entrega aos compradores.

Pós-colheita é fator estratégico para reduzir perdas

Após sair da lavoura, o pimentão enfrenta uma etapa decisiva para sua valorização comercial. Frutos com menor resistência podem sofrer danos durante classificação, embalagem, armazenamento e transporte, reduzindo o tempo disponível para comercialização.

A firmeza da polpa, espessura da parede do fruto e capacidade de conservação são características cada vez mais valorizadas pelos produtores, justamente por contribuírem para diminuir perdas e ampliar a vida útil do produto.

“Quanto maior a proporção de frutos que mantém qualidade até o consumidor final, maior tende a ser o aproveitamento econômico da lavoura”, destaca Teodoro.

Escolha da cultivar impacta produtividade e rentabilidade

Diante dos desafios do cultivo, a escolha genética passou a ser um dos principais fatores para melhorar o desempenho das lavouras. Cultivares que unem produtividade, resistência e padrão comercial ajudam o produtor a transformar o potencial produtivo em receita.

Um exemplo é o pimentão Cascadura híbrido Raquel, da linha Topseed Premium, desenvolvido para cultivo em campo aberto e com características voltadas à manutenção da qualidade ao longo do ciclo.

O material apresenta planta vigorosa, bom enfolhamento, pegamento sequencial e uniformidade dos frutos. A cobertura foliar contribui para reduzir a exposição direta ao sol, ajudando a minimizar problemas como queimaduras que comprometem a aparência comercial.

Regularidade da produção aumenta aproveitamento comercial

Outro diferencial apontado é o pegamento contínuo dos frutos, característica que auxilia na redução das oscilações entre as colheitas e favorece a formação de lotes mais homogêneos.

Para o produtor, essa estabilidade permite melhor planejamento operacional, maior previsibilidade de oferta e maior eficiência na comercialização.

A qualidade pós-colheita também representa um diferencial competitivo. A parede espessa dos frutos proporciona maior resistência ao manuseio e transporte, ajudando a preservar a qualidade durante a distribuição.

Segundo Teodoro, o pimentão Raquel F1 reúne atributos agronômicos e comerciais importantes para produtores que buscam maior consistência produtiva.

“A precocidade, a padronização dos frutos durante o ciclo e a qualidade pós-colheita contribuem para uma produtividade mais estável e maior aproveitamento da produção”, afirma.

Tecnologia genética ajuda produtor a reduzir desperdícios

A busca por maior eficiência na horticultura mostra que a rentabilidade do pimentão depende cada vez mais da capacidade de entregar qualidade, e não apenas volume.

Com cultivares mais adaptadas às exigências do mercado, manejo adequado e foco na redução de perdas, produtores conseguem ampliar a quantidade de frutos comercializáveis e melhorar o retorno financeiro da atividade.

No cenário atual, a produtividade continua sendo essencial, mas a qualidade do fruto desde o campo até o consumidor final se consolida como um dos principais fatores para garantir competitividade e sustentabilidade econômica na produção de pimentão.

Fonte: Portal do Agronegócio

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