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Fruticultura e Horticultura

Olivoturismo ganha espaço em Minas Gerais: simpósio debate roteiros e experiências em olivais

Encontro será realizado em 29 de outubro, em Belo Horizonte, e reunirá produtores, profissionais do turismo, hotelaria e gastronomia para discutir a comercialização de visitas às propriedades.


Publicado em: 27/10/2026 às 11:55hs

Olivoturismo ganha espaço em Minas Gerais: simpósio debate roteiros e experiências em olivais

O 2º Simpósio Nacional de Olivoturismo reunirá, em Belo Horizonte, representantes da produção de azeites e do setor turístico para discutir como transformar visitas a olivais em experiências organizadas e acessíveis ao mercado. O evento será realizado no dia 29 de outubro, na sede da Fecomércio-MG.

A programação abordará desde a preparação das propriedades para receber visitantes até a criação e a venda de roteiros que integrem azeite, gastronomia, hospedagem e atrativos regionais. Também serão apresentadas experiências desenvolvidas em Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina.

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Flávio Obino Filho, a qualidade dos azeites produzidos no país pode servir de base para ampliar as oportunidades econômicas nas regiões produtoras.

Olivoturismo pode movimentar serviços além das propriedades

O primeiro painel, “Olivoturismo como política pública e produto turístico”, discutirá a inclusão da atividade nas estratégias de desenvolvimento do turismo.

A proposta considera que a visitação aos olivais pode gerar oportunidades para outros negócios locais, como restaurantes, hotéis, comércio e transporte. Para isso, a organização dos roteiros e a articulação entre produtores e prestadores de serviços serão pontos centrais do debate.

A abertura de uma propriedade ao público também exige atenção à estrutura de recepção, à qualificação do atendimento e ao planejamento das experiências oferecidas.

Como transformar um olival em roteiro turístico

No painel “Do olival ao roteiro: como transformar uma propriedade em produto turístico”, os participantes discutirão os passos para organizar a visitação e aproximar a rotina de produção das expectativas do turista.

Entre as possibilidades estão experiências relacionadas ao cultivo das oliveiras, à produção do azeite e à degustação. Para chegar ao público, essas atividades precisam ser estruturadas de acordo com as características de cada propriedade e da região.

Obino Filho cita iniciativas internacionais, inclusive no Uruguai, como referências de integração entre a produção de olivas e o turismo rural. Na avaliação do presidente do Ibraoliva, o Brasil ainda está em uma etapa inicial desse desenvolvimento.

Experiências de três estados estarão na programação

O painel “Cases de sucesso: olivoturismo pelo Brasil” apresentará iniciativas de Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina.

A troca de experiências permitirá conhecer formatos de visitação e estratégias adotadas por propriedades para integrar produção agrícola e turismo.

Para os produtores, a atividade representa uma possibilidade de diversificação de receitas e de aproximação com o consumidor. O visitante, por sua vez, pode conhecer etapas da cadeia do azeite e a identidade das regiões onde as oliveiras são cultivadas.

Comercialização aproxima produtores de agências e operadoras

Outro tema será a chegada das experiências ao mercado. No painel “Como vender olivoturismo: da propriedade para o mercado”, produtores, agências, operadoras e outros profissionais discutirão a inclusão dos olivais em roteiros comercializáveis.

A aproximação entre os elos da cadeia pode facilitar a divulgação das propriedades e a organização de visitas combinadas com hospedagem, alimentação e passeios.

Segundo Obino Filho, a proposta é oferecer ao visitante uma experiência que acompanhe a trajetória do azeite, da produção no campo ao consumo.

Gastronomia e identidade regional ampliam experiências

O encerramento da programação será dedicado ao painel “Gastronomia, território e experiência”. A discussão abordará a relação entre o azeite, a culinária e a identidade das regiões produtoras.

Degustações, paisagens, cultura e gastronomia podem compor roteiros que conectem o olival a outros atrativos locais. Para o Ibraoliva, essa integração é uma oportunidade de aproximar o público urbano do meio rural e ampliar os benefícios econômicos da atividade para além das propriedades.

Fonte: Portal do Agronegócio

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