Exportações de frutas rendem US$ 354,2 milhões no trimestre, com alta de 8% na receita
Manga, uva e abacate ampliam vendas externas no terceiro trimestre de 2026; volume total cai 7,5%, mas valor médio por tonelada avança 16,8%
Publicado em: 21/10/2026 às 10:10hs
As exportações brasileiras de frutas faturaram US$ 354,2 milhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). Manga, uva e abacate estiveram entre os destaques positivos.
O avanço da receita ocorreu mesmo com a redução dos embarques. Entre julho e setembro, o Brasil exportou 268,8 mil toneladas, queda de 7,5% frente às 290,6 mil toneladas comercializadas no terceiro trimestre do ano anterior.
O resultado revela um desempenho desigual entre as culturas: enquanto algumas frutas cresceram em faturamento e quantidade, outras registraram retração nos dois indicadores.
Valor médio da fruta exportada aumenta 16,8%
A receita das exportações passou de US$ 328,1 milhões para US$ 354,2 milhões na comparação anual. Com o menor volume embarcado, o valor médio obtido por tonelada subiu de aproximadamente US$ 1.129 para US$ 1.318, alta de 16,8%.
Esse indicador reflete o conjunto das vendas e pode variar conforme os preços, os produtos comercializados e os destinos atendidos. Portanto, seu crescimento não significa que todas as frutas exportadas tiveram valorização individual.
Manga alcança US$ 131,4 milhões e lidera os destaques
A manga registrou crescimento de 35% no faturamento, passando de US$ 97,3 milhões para US$ 131,4 milhões no terceiro trimestre.
O volume exportado também avançou, de 83,3 mil para 95 mil toneladas, aumento de 14,1%. Com esse desempenho, a fruta respondeu por aproximadamente 37% da receita total das exportações brasileiras de frutas no período.
A expansão simultânea de receita e quantidade reforçou a contribuição da manga para o resultado trimestral.
Uva cresce em receita e volume embarcado
As exportações de uva somaram US$ 19,7 milhões, ante US$ 16,8 milhões no mesmo trimestre de 2025. Segundo os percentuais divulgados pela Abrafrutas, o faturamento aumentou 17,4%.
A quantidade comercializada passou de cerca de 6,8 mil para 7,3 mil toneladas, com crescimento informado de 6,3%.
Assim como ocorreu com a manga, a receita da uva avançou mais que o volume, indicando aumento do valor médio obtido nas operações.
Abacate apresenta maior expansão percentual
Entre as frutas destacadas no levantamento, o abacate teve o maior crescimento proporcional.
O faturamento avançou 81,8%, de aproximadamente US$ 7 milhões para US$ 12,6 milhões. Em volume, as vendas externas cresceram 140,9%, passando de cerca de 3,8 mil para 9,2 mil toneladas.
Nesse caso, a quantidade exportada aumentou mais que a receita, sinalizando redução do valor médio por tonelada, apesar da forte expansão comercial.
Melão, melancia, limão e banana recuam
O crescimento do faturamento total não se repetiu em toda a pauta exportadora. O melão apresentou queda de 22,5% na receita e de 25,3% no volume, enquanto a melancia recuou 20,8% em faturamento e 26,1% em quantidade.
Nos limões, a receita diminuiu 8,7%, acompanhada de redução de 18,3% nos embarques.
A banana registrou as maiores retrações entre as culturas citadas, com queda de 55,5% no faturamento e de 59% no volume exportado.
Diversificação e acesso a mercados seguem relevantes
O balanço mostra que o desempenho da fruticultura no comércio internacional depende tanto da quantidade vendida quanto da composição das exportações e dos valores obtidos por produto.
Qualidade, competitividade, diversificação de destinos e atendimento às exigências dos compradores permanecem fatores importantes para ampliar as oportunidades do setor.
No terceiro trimestre de 2026, o crescimento de manga, uva e abacate ajudou a sustentar a receita brasileira, mesmo diante da redução dos embarques totais e das perdas registradas em outras culturas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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