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Fruticultura e Horticultura

Exportações brasileiras de frutas recuam 26,3% em julho, mas preço médio sobe e setor mantém crescimento no ano

Dados da Secex mostram queda no volume embarcado até a terceira semana de julho, enquanto valorização das frutas exportadas e desempenho do primeiro semestre reforçam a competitividade da fruticultura brasileira


Publicado em: 20/07/2026 às 19:20hs

Exportações brasileiras de frutas recuam 26,3% em julho, mas preço médio sobe e setor mantém crescimento no ano

As exportações brasileiras de frutas e nozes não oleaginosas registraram desaceleração na terceira semana de julho de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam redução no ritmo dos embarques em relação ao mesmo período do ano passado, reflexo de um menor volume exportado. Apesar disso, o setor segue sustentado pela valorização dos preços internacionais e mantém desempenho positivo no acumulado de 2026.

Até a terceira semana de julho, o Brasil exportou 31,7 mil toneladas de frutas e nozes frescas ou secas, volume significativamente inferior às 76,08 mil toneladas embarcadas no mesmo intervalo de julho de 2025.

Média diária de embarques cai mais de 26%

Considerando os dias úteis do período, a média diária de exportações recuou 26,3%, passando de 3.307,8 toneladas por dia útil em julho de 2025 para 2.438,6 toneladas em julho deste ano.

Em termos financeiros, os embarques somaram US$ 44,35 milhões até a terceira semana de julho, abaixo dos US$ 92,33 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Na média diária, a receita caiu 15%, passando de US$ 4,01 milhões para US$ 3,41 milhões por dia útil.

Os números consideram 13 dias úteis contabilizados em julho de 2026, frente aos 23 dias úteis registrados em julho de 2025.

Valorização dos preços reduz impacto da queda no volume

Embora o volume exportado tenha diminuído, o preço médio das frutas brasileiras embarcadas apresentou avanço expressivo no mercado internacional.

Segundo a Secex, o valor médio de exportação aumentou 15,3%, passando de US$ 1.213,60 por tonelada em julho de 2025 para US$ 1.399,00 por tonelada em julho de 2026.

A valorização dos preços contribuiu para reduzir o impacto da retração no volume exportado e demonstra que a demanda por frutas brasileiras continua aquecida em diversos mercados compradores.

Primeiro semestre confirma expansão das exportações

Apesar do desempenho mais moderado observado em julho, o acumulado de 2026 segue bastante positivo para a fruticultura nacional.

Entre janeiro e junho, o Brasil exportou 619 milhões de quilos de frutas, crescimento de 13,32% em comparação com o primeiro semestre de 2025.

A receita obtida com os embarques alcançou US$ 707 milhões, representando uma expansão de 20,6% na comparação anual.

De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), os resultados confirmam o fortalecimento da presença das frutas brasileiras no comércio internacional, impulsionado pela qualidade dos produtos e pela ampliação dos mercados consumidores.

Mangas lideram receita entre as frutas exportadas

As mangas permaneceram como o principal produto da pauta exportadora da fruticultura brasileira no primeiro semestre, gerando US$ 142,9 milhões em receita.

Na sequência aparecem:

  • Limões e limas: US$ 105,1 milhões;
  • Melões: US$ 97,6 milhões;
  • Melancias: US$ 58,2 milhões;
  • Maçãs: US$ 44,4 milhões.

O desempenho dessas culturas reforça a diversidade da fruticultura nacional e a crescente competitividade do Brasil no mercado global de frutas frescas.

Perspectivas para o setor

Especialistas avaliam que a evolução das exportações ao longo do segundo semestre dependerá do comportamento da demanda internacional, da oferta nacional e das condições logísticas. Mesmo com a desaceleração observada em julho, o crescimento acumulado do ano indica um cenário favorável para a fruticultura brasileira, que continua ampliando sua participação no mercado externo e agregando valor às exportações por meio da valorização dos preços internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

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