Publicado em: 06/04/2026 às 15:30hs
O Brasil já colhe a primeira safra de batatas com baixíssima pegada de carbono, resultado de uma parceria entre a Yara e a PepsiCo. A iniciativa utiliza fertilizantes de menor intensidade de carbono e representa um avanço inédito no país para a cultura da batata.
Com isso, batatas destinadas à produção de chips já começam a chegar ao mercado, com potencial de reduzir em até 40% a pegada de carbono na produção agrícola. O projeto também integra uma estratégia mais ampla, que envolve outros países da América Latina, com foco na agricultura regenerativa.
O diferencial da iniciativa está no uso de fertilizantes do portfólio Yara Climate Choice, desenvolvidos com tecnologias que reduzem significativamente as emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Ao contrário dos fertilizantes convencionais, produzidos com base em gás natural, esses insumos utilizam fontes de menor emissão, reduzindo entre 60% e 90% os gases gerados no processo de fabricação.
Além disso, as formulações são otimizadas para melhorar a absorção de nutrientes pelas plantas, aumentando a eficiência produtiva. Dependendo das condições de cultivo, a redução da pegada de carbono nas lavouras pode variar entre 20% e 40%.
O projeto piloto foi implementado no Paraná, com a participação de seis agricultores em uma área aproximada de 130 hectares destinados à produção de batata para chips.
A iniciativa inclui:
A expectativa é que o programa seja ampliado no Brasil nos próximos anos, incluindo outras culturas e regiões.
A ação está conectada à plataforma global PepsiCo Positive (pep+), que orienta as estratégias da PepsiCo com foco em sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.
A companhia ampliou suas metas agrícolas e pretende impulsionar práticas de agricultura regenerativa em cerca de 4 milhões de hectares até 2030, abrangendo áreas onde são cultivadas suas principais matérias-primas.
Além da batata, a Yara também vem expandindo parcerias em cadeias como café, cacau e citros, com o objetivo de acelerar a descarbonização no campo.
A adoção de práticas sustentáveis na produção de batatas não traz apenas benefícios ambientais, mas também impacta diretamente a qualidade dos produtos finais, como snacks de marcas amplamente conhecidas no mercado.
Segundo as empresas envolvidas, a integração entre produtores, indústria e fornecedores de insumos é fundamental para viabilizar a transição para uma agricultura de baixo carbono, mantendo competitividade e rentabilidade no campo.
A mensuração das emissões de gases de efeito estufa geradas no projeto será realizada por meio da ferramenta Cool Farm Tool, que fornece métricas padronizadas para avaliação de impacto ambiental.
A plataforma considera indicadores como emissões, biodiversidade, uso de água e desperdício de alimentos, com base em metodologias reconhecidas internacionalmente, incluindo diretrizes do IPCC.
A iniciativa reforça o avanço da agricultura regenerativa no Brasil, mostrando que é possível conciliar produtividade, redução de emissões e geração de valor ao produtor.
Com a expansão desse modelo, a tendência é de que novas cadeias produtivas adotem soluções semelhantes, contribuindo para uma produção agrícola mais sustentável e alinhada às demandas globais por menor impacto ambiental.
Fonte: Portal do Agronegócio
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