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Fruticultura e Horticultura

Bananicultura em Santa Catarina avança com novas práticas de manejo e pós-colheita

Seminário em Jacinto Machado reuniu produtores e especialistas para discutir mercado, qualidade das frutas, controle da Sigatoka, saúde do solo e agregação de valor


Publicado em: 16/09/2026 às 13:30hs

Bananicultura em Santa Catarina avança com novas práticas de manejo e pós-colheita
Foto: Sistema Faesc/Senar

Produtores rurais, técnicos e especialistas participaram do Seminário de Bananicultura realizado em Jacinto Machado, no Sul de Santa Catarina. O encontro debateu estratégias para aumentar a produtividade, melhorar a qualidade das frutas e fortalecer a competitividade da cadeia produtiva da banana.

A programação combinou análises de mercado, orientações sobre pós-colheita e agregação de valor com atividades práticas em campo. O objetivo foi aproximar conhecimento técnico, pesquisa e novas tecnologias da realidade enfrentada pelos bananicultores da região.

O seminário foi promovido pelo Sistema Faesc/Senar, Sindicato dos Produtores Rurais de Jacinto Machado, Epagri, Cooperja e Pomar Cooperja. A iniciativa também contou com o apoio de Syngenta, Fecoagro, Basf, Yara, Amvac e Campo Ar Drones.

Mercado e pós-colheita influenciam rentabilidade da banana

As atividades começaram no auditório da Cooperja, com uma mesa-redonda sobre mercado, qualidade pós-colheita e agregação de valor. O debate abordou fatores que interferem diretamente na rentabilidade da bananicultura, desde o comportamento da comercialização até os cuidados adotados depois da retirada dos cachos do campo.

O cenário de mercado foi apresentado por Rogério Goulart Junior, do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa). O técnico da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar/SC, Gerri Ronssani Monteiro, tratou dos procedimentos relacionados à qualidade pós-colheita.

Maria Luiza Tomazi Pereira, da Epagri, apresentou alternativas para agregar valor à produção. Essa etapa pode ampliar as possibilidades de comercialização e diferenciar as frutas, especialmente quando associada à qualidade, ao processamento e à organização da cadeia produtiva.

Manejo da Sigatoka e saúde do solo ganham atenção

No período da tarde, a programação foi realizada no Campo Demonstrativo da Cooperja (CDC). Os participantes percorreram estações técnicas dedicadas a diferentes desafios da produção de banana.

As orientações contemplaram manejo da adubação, controle fitossanitário, saúde do solo, utilização de biofertilizantes e estratégias para o manejo da Sigatoka. A doença exige monitoramento constante por comprometer a área foliar das plantas e representar risco à produtividade e à qualidade dos frutos.

Na estação do Sistema Faesc/Senar, as atividades foram conduzidas pelo supervisor técnico da ATeG, Jaison Buss, e pelo técnico de campo Gerri Ronssani Monteiro.

O formato prático permitiu que os produtores observassem técnicas e discutissem como adaptá-las às condições das propriedades. Bananicultores de Jacinto Machado e de outros municípios da região participaram das atividades.

Assistência técnica aproxima inovação das propriedades

A programação também estimulou a troca de experiências entre produtores, pesquisadores, técnicos e instituições ligadas à bananicultura. A proposta foi facilitar o acesso a informações capazes de apoiar decisões sobre manejo, produtividade, qualidade e sustentabilidade.

A supervisora regional do Senar/SC, Sueli Silveira Rosa, destacou que as ações realizadas em parceria ampliam o acesso ao conhecimento técnico. Segundo ela, a integração entre produtores e organizações do setor contribui para compartilhar experiências e levar soluções aplicáveis ao cotidiano das propriedades.

Para o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Jacinto Machado, Ledio João Lucietti, o encontro proporcionou uma compreensão mais abrangente dos fatores que determinam a competitividade da produção catarinense de banana.

“A programação proporcionou aos participantes uma visão mais ampla da atividade e dos fatores que influenciam a competitividade da bananicultura catarinense. Foi uma parceria muito positiva para o setor”, afirmou.

Cooperação busca fortalecer a bananicultura catarinense

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, ressaltou que a cooperação institucional ajuda a aproximar pesquisa, inovação e orientação técnica dos produtores rurais.

“Parcerias como essa aproximam a pesquisa, a inovação e a Assistência Técnica e Gerencial do produtor rural, facilitam a adoção de novas tecnologias e contribuem para propriedades mais eficientes, competitivas e preparadas para os desafios da atividade”, declarou.

Ao reunir conteúdo técnico e demonstrações em campo, o seminário reforçou a importância do planejamento em todas as etapas da bananicultura. Do manejo do solo à comercialização, a integração entre conhecimento, tecnologia e assistência técnica pode contribuir para melhorar os resultados das propriedades e fortalecer a produção de banana no Sul de Santa Catarina.

Fonte: Portal do Agronegócio

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