Publicado em: 15/06/2026 às 13:10hs
O mercado brasileiro de feijão segue enfrentando pressão nos preços diante da redução do ritmo de compras por parte de varejistas e atacadistas. Segundo levantamento do Cepea, a menor demanda tem limitado a liquidez nas negociações e contribuído para novas quedas nas cotações dos feijões carioca e preto.
Com o consumo mais lento, a indústria tem priorizado o escoamento dos estoques já existentes, reduzindo a necessidade de novas aquisições. Esse comportamento tem mantido o mercado cauteloso e pressionado os valores pagos ao produtor.
Nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea, o interesse de compra permaneceu abaixo do esperado ao longo da última semana. O cenário levou compradores a atuarem de forma mais seletiva, contribuindo para o enfraquecimento das cotações.
A combinação entre consumo moderado e estoques disponíveis tem reduzido a urgência das negociações, dificultando a recuperação dos preços no curto prazo.
No campo, a segunda safra segue avançando em importantes estados produtores. No Paraná, os trabalhos de colheita continuam evoluindo, embora ainda sofram influência das condições climáticas registradas nas últimas semanas.
De acordo com o Cepea, tem aumentado o número de registros de lotes com problemas de qualidade, fator que pode impactar a comercialização e a formação de preços em algumas regiões.
A colheita também avança em Minas Gerais e Goiás, ampliando a oferta disponível no mercado nacional.
As revisões mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) trouxeram perspectivas positivas para o abastecimento de feijão na temporada 2025/26.
O principal destaque foi o aumento expressivo das estimativas de produção do feijão-caupi, que impulsionou a expectativa de maior oferta para o mercado brasileiro.
No caso do feijão cores, as revisões foram mais moderadas, indicando estabilidade nas perspectivas produtivas. Já para o feijão preto, a Conab voltou a reduzir suas projeções de produção, reforçando um cenário de oferta mais ajustada para essa variedade.
Apesar das perspectivas favoráveis para parte da produção nacional, o comportamento da demanda continuará sendo o principal fator de influência sobre os preços nas próximas semanas.
Analistas destacam que a recuperação das cotações dependerá de um aumento mais consistente das compras por parte do varejo e do atacado, além da qualidade efetiva dos grãos colhidos nas principais regiões produtoras do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
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