Feijão carioca recua mais de 20% em agosto, mas vendedores limitam queda; feijão preto ganha sustentação
Avanço da colheita da terceira safra pressiona o feijão carioca, enquanto oferta menor, principalmente no Sul, mantém os preços do feijão preto mais firmes, segundo o Cepea.
Publicado em: 17/08/2026 às 11:55hs
Feijão no mercado brasileiro
Os preços do feijão carioca seguem pressionados pelo avanço da colheita da terceira safra, mas a reação dos vendedores tem impedido uma queda ainda mais acentuada das cotações. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os valores acumulam recuo superior a 20% na parcial de agosto.
Apesar da forte desvalorização ao longo do mês, os preços do carioca permanecem acima dos registrados no mesmo período do ano passado. O cenário combina aumento da disponibilidade do produto com uma oferta comercializada de forma mais cautelosa pelos produtores e vendedores.
Vendedores reduzem oferta e seguram novas quedas
De acordo com pesquisadores do Cepea, o avanço da colheita em áreas irrigadas do Cerrado ampliou a pressão sobre o mercado do feijão carioca. Diante desse movimento, compradores seguem acompanhando o comportamento dos vendedores antes de aumentar o ritmo das negociações.
Nos últimos dias, os vendedores restringiram os volumes disponibilizados no mercado e passaram a exigir valores mais elevados pelas ofertas. A estratégia contribui para limitar o movimento de baixa provocado pela maior disponibilidade decorrente da colheita.
O comportamento do mercado mostra, portanto, uma disputa entre maior oferta física de feijão carioca e uma postura mais firme dos agentes responsáveis pela comercialização.
Feijão preto encontra maior sustentação
No mercado de feijão preto, o cenário é diferente. A menor disponibilidade do produto nesta temporada, especialmente nas regiões produtoras do Sul do Brasil, tem contribuído para manter as cotações mais sustentadas.
Mesmo com uma demanda considerada limitada, a oferta mais restrita reduz o espaço para quedas expressivas nos preços. Com isso, o mercado do feijão preto apresenta maior resistência à pressão baixista observada no carioca.
Oferta e demanda seguem no centro das atenções
O comportamento dos preços do feijão nas próximas semanas deverá continuar condicionado principalmente ao ritmo da colheita, ao volume efetivamente disponibilizado pelos produtores e à reação dos compradores.
No caso do carioca, o aumento da oferta tende a manter a pressão sobre as cotações, mas a estratégia dos vendedores pode reduzir a intensidade das quedas. Já para o feijão preto, a menor disponibilidade regional permanece como um dos principais fatores de sustentação dos preços.
Mercado do feijão: o avanço da colheita deve continuar influenciando o comportamento do feijão carioca, enquanto a oferta mais limitada do preto, sobretudo no Sul, mantém perspectivas de maior firmeza nas cotações.
Fonte: Portal do Agronegócio
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