Paranaguá se prepara para ampliar exportações de feijão e commodities com reforço da infraestrutura portuária
TCP e IBRAFE reúnem mais de 30 empresas e terminais para discutir investimentos, integração da retroárea e oportunidades diante do avanço da demanda internacional por produtos agrícolas brasileiros.
Publicado em: 17/08/2026 às 13:00hs
Exportações de feijão: Paranaguá busca ampliar capacidade para atender crescimento da demanda global
O setor portuário de Paranaguá discute novas estratégias para acompanhar o crescimento projetado das exportações brasileiras de feijão, gergelim e outras commodities agrícolas. A movimentação ganhou força após um encontro promovido pela TCP, empresa responsável pela administração do Terminal de Contêineres de Paranaguá, em parceria com o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE).
Realizado na terça-feira (11), o encontro reuniu mais de 30 representantes de empresas e terminais da retroárea portuária, além de integrantes do IBRAFE e da Prefeitura de Paranaguá. O objetivo foi avaliar oportunidades de expansão e os desafios de infraestrutura para atender ao aumento esperado da demanda por capacidade de exportação.
Paranaguá concentra grande parcela das exportações de feijão
O Porto de Paranaguá vem ampliando sua importância na logística de exportação de produtos agrícolas brasileiros, especialmente no segmento de feijão e pulses.
Em 2025, o Terminal de Contêineres de Paranaguá movimentou aproximadamente 387 mil toneladas de feijão destinadas ao mercado externo, volume equivalente a cerca de 74% das exportações brasileiras do produto.
O desempenho reforça a posição estratégica do complexo portuário paranaense para o comércio internacional de alimentos e aumenta a necessidade de investimentos em armazenagem, terminais e serviços logísticos na retroárea.
China e Europa estão entre os mercados com potencial
Durante a reunião, representantes do setor avaliaram as perspectivas para o crescimento das exportações e a necessidade de preparar a estrutura logística para uma eventual expansão das vendas internacionais.
Entre os mercados com potencial de crescimento estão China e Europa, que apresentam oportunidades para o avanço da presença brasileira no comércio global de feijão, gergelim e outros produtos agrícolas.
A avaliação dos participantes é de que o aumento das exportações exigirá uma estrutura retroportuária capaz de acompanhar o ritmo de crescimento da demanda, reduzindo gargalos e garantindo maior eficiência às operações.
Integração entre empresas é apontada como estratégica
Para Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, a integração entre os diferentes agentes da cadeia será determinante para que Paranaguá consiga aproveitar as oportunidades de crescimento.
Segundo ele, o encontro teve como objetivo aproximar empresas, terminais e demais participantes do setor para identificar desafios e construir soluções capazes de preparar a infraestrutura para os próximos anos.
A estratégia envolve não apenas a ampliação da capacidade física, mas também o alinhamento entre operadores e empresas para tornar o fluxo de exportação mais eficiente.
Brasil ainda tem espaço para crescer nas exportações
O diretor do IBRAFE e COO da Arbaza, Eduardo Balestreri, destacou o potencial de expansão das exportações brasileiras de feijão e gergelim.
Segundo ele, o Brasil ainda possui uma participação reduzida no comércio internacional desses produtos. As exportações brasileiras representam atualmente cerca de 5% do volume importado mundialmente, o que indica espaço significativo para crescimento.
Balestreri também ressaltou os diferenciais de Paranaguá, como a estrutura portuária e retroportuária, a disponibilidade de mão de obra especializada e a qualidade das operações.
Na avaliação do executivo, o avanço das exportações dependerá da capacidade de toda a cadeia logística de se antecipar ao aumento da demanda.
Prefeitura defende ações conjuntas para aumentar produtividade
A Prefeitura de Paranaguá também participou das discussões. O secretário municipal de Expansão Industrial e Portuária (Semexport), Luiz Augusto Pellegrini de Carvalho, defendeu maior integração entre os terminais e os demais integrantes da comunidade portuária.
A proposta é buscar soluções conjuntas para elevar a produtividade, ampliar a área industrial, atrair novos investimentos e melhorar a articulação com os órgãos reguladores.
A atuação coordenada entre poder público, terminais, operadores e empresas é considerada essencial para fortalecer a competitividade de Paranaguá no comércio exterior.
Infraestrutura será decisiva para o crescimento das exportações
O encontro entre TCP, IBRAFE e representantes da retroárea reforça uma tendência importante para o agronegócio brasileiro: o crescimento da produção e das exportações precisa ser acompanhado pela expansão da infraestrutura logística.
Com novas oportunidades no mercado internacional de feijão, gergelim e outros produtos agrícolas, Paranaguá busca se antecipar aos possíveis gargalos e criar condições para ampliar sua participação no comércio global.
A expectativa é que a integração entre os diferentes agentes da cadeia portuária contribua para direcionar investimentos, melhorar a eficiência operacional e fortalecer o Paraná como um dos principais corredores de exportação do agronegócio brasileiro.
Paranaguá em destaque no comércio exterior
- Mais de 30 empresas e terminais participaram do encontro.
- Cerca de 387 mil toneladas de feijão foram movimentadas pela TCP em 2025.
- O volume correspondeu a aproximadamente 74% das exportações brasileiras de feijão.
- China e Europa estão entre os mercados com potencial de expansão.
- A retroárea portuária deverá ganhar importância com o crescimento da demanda.
- Integração entre terminais, empresas e poder público é apontada como estratégica.
- Feijão e gergelim apresentam potencial de crescimento no comércio internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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