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Canola cresce 530% no Rio Grande do Sul e ganha espaço como alternativa ao trigo

Área cultivada chega a 353 mil hectares em 2026; potencial de rentabilidade e benefícios para a rotação com a soja estimulam o interesse dos produtores


Publicado em: 01/10/2026 às 18:00hs

Canola cresce 530% no Rio Grande do Sul e ganha espaço como alternativa ao trigo

A canola amplia sua participação nas lavouras de inverno do Rio Grande do Sul. Segundo a Emater/RS, a área destinada à oleaginosa passou de 56 mil hectares em 2022 para 353 mil hectares em 2026, crescimento de aproximadamente 530% em quatro anos.

O avanço acompanha o interesse dos produtores por alternativas ao trigo. Além do potencial de retorno econômico, a cultura oferece benefícios à rotação e permite organizar o calendário de cultivo para a implantação da soja na sequência.

Rentabilidade impulsiona o cultivo de canola

Adaptada às condições de clima e solo do estado, a canola apresenta rendimento médio de 30 sacas por hectare, equivalente a 1,8 mil quilos.

Conforme as informações apresentadas no material, o ganho por hectare pode ultrapassar R$ 2 mil, sem considerar os custos fixos. Esse resultado pode chegar a três vezes o obtido com o trigo, reforçando a atratividade da oleaginosa entre as opções de inverno.

A expectativa indicada é de crescimento superior a 50% da área na próxima safra.

Expansão aumenta a demanda por capacitação técnica

O crescimento do cultivo também estimula iniciativas de orientação aos produtores. Promovido pela Agrofel em parceria com a Nufarm, o Vip Tour de Canola 2026 percorreu cerca de 500 quilômetros no Rio Grande do Sul, reuniu mais de 400 produtores e contabilizou 50 horas de cursos técnicos.

Para Rômulo Bremm, COO da Agrofel, a participação no circuito demonstra o interesse pela diversificação produtiva e pelas oportunidades do mercado de canola. A empresa atua no fomento à cultura no estado desde 2023.

Colheita até outubro favorece a sucessão com a soja

Os benefícios da canola vão além do resultado econômico. Com a colheita geralmente concluída até outubro, a cultura facilita o preparo das áreas para a semeadura da soja.

Durante o inverno, a oleaginosa mantém a cobertura do solo e contribui para interromper ciclos de pragas no sistema de rotação. Os resíduos deixados após a colheita também fornecem matéria orgânica e ajudam na formação de palhada para o plantio direto.

A combinação entre diversificação, potencial de rentabilidade e integração ao calendário da soja sustenta o avanço da canola nas lavouras gaúchas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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