Cooxupé promove Fórum Café e Clima para discutir impactos do clima na cafeicultura e perspectivas para as safras 2026/2027
Evento reúne especialistas para analisar chuvas, estiagem, temperaturas, risco de geadas e os efeitos do clima sobre a produtividade das lavouras de café nas principais regiões produtoras
Publicado em: 27/07/2026 às 09:00hs
As condições climáticas voltam ao centro das atenções da cafeicultura brasileira. Com a sucessão de eventos meteorológicos que marcaram os últimos ciclos produtivos e a crescente preocupação com a produtividade das lavouras, a Cooxupé realizará, no dia 29 de julho, a 8ª edição do Fórum Café e Clima, em Guaxupé (MG).
O encontro técnico reunirá especialistas para apresentar uma análise detalhada do comportamento climático nas principais regiões cafeeiras atendidas pela cooperativa, além de discutir os desafios e as perspectivas para as safras 2026/2027. O evento também abordará estratégias para reduzir riscos no campo por meio do monitoramento meteorológico e do uso de tecnologias de geoprocessamento.
Clima foi determinante para a safra de café em 2026
Durante o fórum, o engenheiro agrônomo e coordenador de Geoprocessamento da Cooxupé, Guilherme Vinícius Teixeira, apresentará um panorama das condições meteorológicas registradas ao longo do último ciclo produtivo.
Segundo o especialista, a safra de café de 2026 foi influenciada por uma combinação de fatores climáticos, entre eles:
- irregularidade na distribuição das chuvas;
- períodos prolongados de estiagem;
- oscilações de temperatura;
- alterações no armazenamento de água no solo.
De acordo com Teixeira, os impactos observados nas lavouras são resultado do efeito acumulado dos eventos climáticos registrados desde o ciclo anterior.
"A safra 2026 é resultado do efeito acumulado das condições climáticas observadas desde o ciclo anterior. Esses fatores influenciaram diretamente o desenvolvimento das plantas e reforçam a importância do monitoramento climático para o planejamento das próximas safras."
Regiões cafeeiras responderam de forma diferente às condições meteorológicas
As análises realizadas pela equipe técnica da cooperativa mostram que o comportamento climático não foi uniforme nas regiões produtoras.
Enquanto algumas áreas registraram recuperação hídrica após o retorno das chuvas, outras continuaram enfrentando:
- déficit hídrico;
- baixa precipitação;
- elevada amplitude térmica;
- maior estresse das plantas.
Segundo a Cooxupé, essas diferenças reforçam a necessidade de um acompanhamento regionalizado das condições climáticas, permitindo recomendações de manejo mais precisas para cada realidade produtiva.
Safras 2026/2027 exigem atenção redobrada
As perspectivas para os próximos ciclos agrícolas indicam que o clima continuará sendo um dos principais fatores de risco para a cafeicultura.
Entre os pontos que deverão ser monitorados pelos produtores estão:
- irregularidade das chuvas;
- novas estiagens durante fases críticas da cultura;
- temperaturas acima da média histórica;
- possibilidade de geadas localizadas;
- recuperação fisiológica das plantas após a colheita.
Outro fator acompanhado pelos especialistas é a possibilidade de influência do fenômeno El Niño, que poderá modificar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras de café e exigir maior planejamento das atividades agrícolas.
Distribuição das chuvas é tão importante quanto o volume
Segundo Guilherme Teixeira, avaliar apenas o volume total de precipitação não é suficiente para compreender os impactos sobre a produção.
A distribuição das chuvas ao longo do ciclo produtivo e a capacidade do solo de armazenar água são fatores decisivos para etapas fundamentais da cultura, como:
- indução da florada;
- pegamento das flores;
- enchimento dos frutos;
- desenvolvimento vegetativo;
- produtividade final das lavouras.
"O volume de chuva, por si só, não determina o desempenho da lavoura. A distribuição das precipitações e o armazenamento de água no solo exercem influência direta sobre o desenvolvimento do café."
Tecnologia fortalece o planejamento das propriedades cafeeiras
O avanço das ferramentas de monitoramento meteorológico e geoprocessamento tem permitido transformar informações climáticas em decisões estratégicas dentro das propriedades.
Segundo a Cooxupé, o acompanhamento contínuo de indicadores como:
- precipitação;
- temperatura;
- déficit hídrico;
- balanço de água no solo,
permite aos produtores ajustar práticas importantes de manejo, incluindo a adubação, irrigação, controle fitossanitário e planejamento da colheita.
Além de reduzir riscos, essas ferramentas contribuem para aumentar a eficiência produtiva e melhorar a gestão das lavouras diante da crescente variabilidade climática.
Fórum Café e Clima reunirá especialistas e produtores
A 8ª edição do Fórum Café e Clima será realizada no auditório da Cooxupé, em Guaxupé (MG), das 14h às 17h, reunindo especialistas, técnicos e cafeicultores para discutir os desafios impostos pelo clima à produção de café.
O evento também será transmitido ao vivo pelo Portal Hub do Café e pelo canal oficial da cooperativa no YouTube, permitindo que produtores de diferentes regiões acompanhem as análises e orientações técnicas.
Clima seguirá determinando o futuro da cafeicultura
Com eventos climáticos cada vez mais frequentes e intensos, o monitoramento meteorológico tende a se consolidar como uma das principais ferramentas para garantir competitividade, produtividade e sustentabilidade na cafeicultura brasileira.
A expectativa é que o Fórum Café e Clima ofereça informações estratégicas para auxiliar os produtores na tomada de decisões, contribuindo para reduzir perdas e preparar as lavouras para os desafios das safras 2026/2027.
Fonte: Portal do Agronegócio
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