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Colheita de café arábica chega a 81% no Cerrado Mineiro e tempo seco acelera trabalhos no campo

Expocacer aponta que 63% da produção já foi beneficiada; clima firme favorece colheita e secagem, enquanto produtores devem reforçar cuidados com café de chão, pragas, irrigação e manejo pós-colheita


Publicado em: 18/08/2026 às 10:30hs

Colheita de café arábica chega a 81% no Cerrado Mineiro e tempo seco acelera trabalhos no campo
Foto: Expocacer

A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro atingiu 81% da área acompanhada até 14 de agosto, avançando em ritmo favorecido pela predominância de tempo seco e firme na região. Os dados fazem parte do boletim técnico semanal da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer).

Com poucas ocorrências de chuva, os cafeicultores conseguiram manter as operações de campo praticamente sem interrupções, acelerando tanto a retirada dos frutos ainda presentes nas plantas quanto as atividades relacionadas à secagem do café.

Do volume colhido, aproximadamente 63% da produção já passou pelo beneficiamento. O rendimento médio registrado está próximo de 500 litros de café em coco para cada saca de 60 quilos de café beneficiado.

Tempo seco favorece avanço da colheita de café

As condições climáticas foram determinantes para o avanço dos trabalhos nas propriedades do Cerrado Mineiro. A ausência de precipitações significativas proporcionou uma janela favorável para a continuidade da colheita e maior eficiência das operações.

Com algumas áreas entrando na fase final dos trabalhos, a orientação técnica é aproveitar o período de estabilidade climática para retirar os frutos que ainda permanecem nas plantas e intensificar o recolhimento do café de chão.

A realização dessas atividades dentro da janela de tempo seco é considerada importante para preservar a qualidade dos grãos. Um eventual retorno das chuvas, acompanhado pelo aumento da umidade, pode dificultar o recolhimento, interferir na secagem e aumentar os riscos de perda de qualidade.

Café de catação supera 20% com avanço da colheita de chão

Um dos pontos de atenção nesta etapa da safra é o crescimento da participação do chamado café de catação.

Segundo o acompanhamento da Expocacer, houve novo aumento desse percentual, associado principalmente ao avanço da colheita dos frutos que caíram no solo. A participação média desse tipo de café está agora ligeiramente acima de 20% do total.

O cenário reforça a importância do recolhimento rápido e adequado dos frutos no chão, especialmente enquanto as condições climáticas permanecem favoráveis.

A demora nessa operação pode elevar a exposição dos grãos à umidade, microrganismos e outros fatores capazes de comprometer características importantes para a qualidade final do café.

Manejo pós-colheita ganha importância nas lavouras

À medida que a colheita se aproxima do fim em parte das propriedades, os cafeicultores também precisam direcionar atenção para os manejos pós-colheita.

De acordo com os técnicos da cooperativa, realizar cada intervenção no período correto contribui para a recuperação das plantas após o ciclo produtivo e ajuda a preparar os cafezais para a próxima safra.

O planejamento das atividades passa a ser especialmente importante nesta fase, já que as condições das plantas após a colheita podem influenciar seu desenvolvimento vegetativo e produtivo no próximo ciclo.

Tempo seco aumenta alerta para bicho-mineiro e ácaro-vermelho

Além da colheita, o cenário climático exige acompanhamento mais intenso da situação fitossanitária das lavouras.

A combinação entre tempo seco e temperaturas mais elevadas pode favorecer o desenvolvimento de algumas pragas, aumentando a necessidade de monitoramento frequente dos cafezais.

Entre os principais pontos de atenção estão o bicho-mineiro e o ácaro-vermelho.

A recomendação é acompanhar regularmente as áreas para identificar eventuais focos ainda nas fases iniciais e, a partir do diagnóstico, definir o manejo mais adequado para cada situação.

O monitoramento antecipado permite ao produtor tomar decisões com maior precisão e reduzir o risco de crescimento das populações de pragas nas lavouras.

Irrigação exige atenção diante da menor disponibilidade de água

Nas propriedades irrigadas, o manejo da água também ganha relevância com a persistência do período seco.

A baixa disponibilidade hídrica combinada às temperaturas mais elevadas exige acompanhamento da umidade do solo e da demanda de água pelas plantas.

Segundo as orientações técnicas, os produtores devem ajustar as lâminas de irrigação e os turnos de rega conforme as características de cada área.

O objetivo é melhorar a eficiência no uso da água, preservar as condições das lavouras e preparar adequadamente as plantas para o próximo ciclo produtivo.

Cerrado Mineiro deve continuar com tempo seco

As condições meteorológicas registradas na última semana foram caracterizadas pela persistência do tempo firme e pela praticamente inexistente ocorrência de chuvas na região monitorada.

Entre os municípios acompanhados, apenas Uberaba registrou precipitação, com acumulado de 0,3 milímetro.

A previsão apresentada no boletim indica manutenção do padrão de tempo seco até 20 de agosto, sem expectativa de precipitações nos municípios monitorados.

As temperaturas máximas devem permanecer entre 28°C e 30°C, enquanto as mínimas apresentam tendência de redução gradual, variando aproximadamente entre 8°C e 15°C.

Clima favorece secagem do café, mas aumenta risco de déficit hídrico

A manutenção do tempo firme cria condições favoráveis não apenas para a conclusão da colheita, mas também para a secagem dos cafés nos terreiros.

A menor ocorrência de chuvas permite maior continuidade das atividades e reduz interrupções em uma fase considerada decisiva para a preservação da qualidade dos grãos.

Para os produtores que ainda possuem frutos nas plantas ou café no chão, o período representa uma oportunidade para acelerar os trabalhos antes de uma eventual mudança nas condições meteorológicas.

Por outro lado, a permanência prolongada do clima seco traz um desafio adicional: a redução da umidade disponível no solo.

Esse cenário deve ser acompanhado principalmente nas áreas mais suscetíveis ao déficit hídrico, especialmente diante da aproximação de uma fase importante para a recuperação das plantas e preparação dos cafezais para o próximo ciclo.

Safra entra na reta final com foco na qualidade

Com 81% da colheita de café arábica concluída no Cerrado Mineiro, os trabalhos entram em uma fase decisiva para produtores da região.

O clima seco segue como aliado para acelerar a retirada dos frutos e favorecer a secagem. Ao mesmo tempo, o avanço da safra exige maior atenção ao café de chão, ao controle de pragas, ao uso eficiente da irrigação e às práticas pós-colheita.

A combinação entre rapidez na conclusão das operações e manejo adequado será determinante para preservar a qualidade dos cafés colhidos e garantir melhores condições às lavouras para o próximo ciclo produtivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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