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Café inicia abril em queda nas bolsas e mantém produtores em compasso de espera

Preços do arábica e robusta recuam nas bolsas internacionais com ajustes após alta em março e expectativa de safra maior no Brasil


Publicado em: 02/04/2026 às 11:40hs

Café inicia abril em queda nas bolsas e mantém produtores em compasso de espera
Mercado de café abre o dia pressionado

O mercado do café iniciou esta quinta-feira (2) em queda nas principais bolsas internacionais, refletindo um movimento de ajuste após a recuperação observada ao longo de março. O cenário mantém os produtores em compasso de espera, diante de incertezas sobre a próxima safra.

Cotações do arábica recuam em Nova York

Na bolsa de Nova York, o café arábica abriu o dia em baixa, acompanhando o movimento de correção do mercado.

  • Contrato maio/26: 295,45 centavos de dólar por libra-peso (-235 pontos)
  • Julho/26: 289,30 centavos/lb (-195 pontos)
  • Setembro/26: 276,55 centavos/lb (-155 pontos)

A retração ocorre após um período de valorização sustentado por oferta restrita no curto prazo.

Robusta também registra queda em Londres

O café robusta seguiu a mesma tendência de baixa na bolsa de Londres, pressionado pela evolução da oferta.

  • Contrato maio/26: US$ 3.483 por tonelada (-38 pontos)
  • Julho/26: US$ 3.384 (-44 pontos)
  • Setembro/26: US$ 3.316 (-42 pontos)

O movimento reflete a proximidade da colheita e maior disponibilidade da variedade no mercado.

Março teve comportamento distinto entre arábica e robusta

De acordo com o Cepea, o mês de março foi marcado por dinâmicas diferentes entre as duas variedades.

O arábica apresentou reação, sustentado por oferta mais ajustada e demanda firme. Já o robusta enfrentou maior pressão, com avanço da oferta e expectativa de entrada da nova safra.

Expectativa de safra maior limita altas

Apesar do suporte recente ao arábica, o mercado segue limitado pela perspectiva de uma safra brasileira mais volumosa no ciclo 2026/27.

Estimativas indicam produção superior a 70 milhões de sacas, o que mantém um viés de pressão sobre os preços no médio prazo.

Mercado vive momento de transição

O setor cafeeiro entra em uma fase de transição, marcada por forças opostas:

  • Curto prazo: estoques ajustados e menor disponibilidade sustentam os preços
  • Médio prazo: avanço da colheita e aumento da oferta global limitam altas

Esse equilíbrio impede movimentos mais consistentes de valorização no momento.

Ritmo de negócios varia no mercado interno

No Brasil, o comportamento segue distinto entre as variedades.

O café arábica apresenta ritmo mais lento de negociações, com produtores adotando postura cautelosa e atentos às oscilações das bolsas. Já o conilon (robusta) mantém maior fluidez, com demanda ativa e negócios mais frequentes.

Produtor adota estratégia diante da volatilidade

Com a proximidade da colheita, o produtor rural entra em um período mais estratégico. A volatilidade do mercado exige atenção ao momento de venda e às oportunidades pontuais que surgem ao longo das oscilações.

O início de abril ainda não indica uma direção clara para os preços, reforçando um cenário em que a leitura constante do mercado e a cautela nas decisões são fundamentais para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

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