Publicado em: 22/04/2026 às 11:20hs
O mercado do café iniciou esta quarta-feira (22) com forte valorização nas bolsas internacionais, ampliando o movimento de recuperação observado nas últimas sessões. O cenário reforça a volatilidade dos preços e mantém o Brasil como principal referência na formação das cotações globais.
Na Bolsa de Nova York, os contratos futuros do café arábica abriram em alta expressiva. O contrato maio/26 foi cotado a 299,50 cents por libra-peso, com avanço de 1.050 pontos. O julho/26 registrou 288,70 cents/lb, alta de 605 pontos. Já o setembro/26 operou a 277,30 cents/lb, com valorização de 525 pontos, enquanto o dezembro/26 atingiu 269,80 cents/lb, subindo 540 pontos.
Na ICE Europa, o café robusta também apresentou ganhos consistentes. O contrato maio/26 foi negociado a US$ 3.570 por tonelada, com alta de 113 pontos. O julho/26 alcançou US$ 3.444 por tonelada, avanço de 105 pontos. O setembro/26 foi cotado a US$ 3.361 por tonelada, com valorização de 98 pontos, e o novembro/26 chegou a US$ 3.285 por tonelada, alta de 91 pontos.
O movimento positivo nas bolsas está ligado a um ambiente ainda instável no mercado global. Após quedas recentes, os preços passam por ajustes técnicos, enquanto persistem incertezas em relação à oferta mundial de café.
Mesmo com a safra brasileira entrando no radar, o fluxo de produto ainda não é suficiente para pressionar de forma contínua as cotações internacionais, sustentando o viés de recuperação no curto prazo.
No Brasil, o cenário é mais complexo. A colheita começa a ganhar ritmo, mas o comportamento do produtor segue como fator decisivo para o mercado.
Muitos cafeicultores adotam postura cautelosa na comercialização, avaliando não apenas os preços nas bolsas internacionais, mas também as margens e os custos de produção. Essa estratégia tem limitado um avanço mais consistente nos negócios, mesmo diante das recentes altas.
No mercado físico brasileiro, o ritmo de negociações permanece moderado. Apesar do interesse comprador, a postura mais conservadora dos produtores reduz a liquidez e mantém as operações seletivas.
Esse comportamento reforça a dependência do mercado em relação às decisões dentro da porteira, especialmente em um momento de forte oscilação nos preços.
O clima continua sendo um fator determinante para o mercado. As condições meteorológicas influenciam diretamente o desenvolvimento da safra e as expectativas de produção, podendo provocar novos movimentos nos preços.
Analistas destacam que o café vive um período de elevada volatilidade, com possibilidade de oscilações bruscas em curto espaço de tempo, exigindo maior atenção na tomada de decisão.
A valorização registrada na abertura desta quarta-feira indica a formação de possíveis oportunidades de comercialização. No entanto, o avanço da safra brasileira e a instabilidade do mercado internacional seguem como fatores de risco para as próximas semanas.
Diante desse cenário, produtores e agentes do setor devem manter estratégia cautelosa, acompanhando de perto o comportamento das bolsas e as condições de oferta e demanda global.
Fonte: Portal do Agronegócio
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