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Café cai mais de 1% em Nova York após alta; estoques baixos e clima mantêm mercado volátil

Arábica devolve parte dos ganhos nesta quinta-feira (15), depois de superar 300 cents por libra-peso na véspera; oferta global, safra brasileira e câmbio seguem no radar


Publicado em: 15/10/2026 às 11:22hs

Café cai mais de 1% em Nova York após alta; estoques baixos e clima mantêm mercado volátil

Os preços do café arábica iniciaram esta quinta-feira (15) em queda na Bolsa de Nova York, devolvendo parte da valorização registrada na sessão anterior. O movimento indica realização de lucros após as altas recentes, em um mercado que continua atento aos baixos estoques certificados e às condições climáticas nas regiões produtoras.

Por volta das 7h20, no horário de Brasília, o contrato dezembro/2026 recuava 1,49%, cotado a 293,60 centavos de dólar por libra-peso. O vencimento março/2027 perdia 1,53%, a 285,70 cents, enquanto maio/2027 caía 1,43%, negociado a 282,45 cents.

A correção ocorre depois de o contrato dezembro superar, durante o pregão de quarta-feira (14), a referência técnica e psicológica de 300 cents por libra-peso, antes de reduzir os ganhos até o fechamento.

Estoques certificados baixos sustentaram a alta de quarta-feira

Na sessão anterior, o café arábica encerrou os negócios em valorização na ICE Futures US. O contrato dezembro/2026 fechou a 298,05 cents por libra-peso, avanço de 5,35 cents, ou 1,8%. Março/2027 terminou a 290,15 cents, com ganho de 4,65 cents, equivalente a 1,6%.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, os baixos níveis dos estoques certificados em Nova York reforçam a percepção de disponibilidade restrita de café no curto prazo.

As preocupações com a oferta global também deram suporte às cotações. Na Colômbia, os indicativos oficiais para a safra de arábica ficaram aquém das expectativas anteriores, acrescentando incerteza ao abastecimento.

Clima no Brasil mantém atenção sobre a próxima safra

As condições das lavouras brasileiras continuam entre os principais fatores acompanhados pelo mercado. O foco está na distribuição das chuvas e em seus efeitos sobre a florada, o pegamento das flores e o potencial produtivo da próxima safra.

Na avaliação apresentada por Barabach, as floradas e o pegamento vêm transcorrendo favoravelmente até o momento. Ainda assim, os possíveis efeitos do El Niño mantêm os agentes atentos ao desenvolvimento das lavouras nos próximos meses.

O analista também destaca os problemas de qualidade observados na safra brasileira de 2026. Apesar do volume expressivo, o excesso de chuva durante a colheita e a secagem prejudicou parte dos grãos.

As perspectivas de maior oferta brasileira e mundial, por outro lado, atuam como contraponto às preocupações climáticas e ajudam a explicar a oscilação dos preços.

Dólar e realização de lucros limitam avanço do arábica

O câmbio também influenciou o desempenho do café na quarta-feira. A valorização do dólar diante do real e de outras moedas contribuiu para reduzir os ganhos ao longo da sessão, depois de dezembro ultrapassar os 300 cents por libra-peso.

Nesta quinta-feira, o recuo inicial ocorre em meio ao ajuste de posições após a valorização recente. O comportamento do real frente ao dólar permanece no radar, ao lado de eventuais movimentos de liquidação de contratos.

Com isso, o mercado do café segue dividido entre o suporte dos estoques certificados baixos e das incertezas sobre a oferta e a pressão exercida pelas perspectivas de produção e pela realização de lucros.

As cotações desta quinta-feira correspondem ao registro das 7h20 e podem variar ao longo do pregão.

Fonte: Portal do Agronegócio

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