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Atrasos em Santos Impactam Embarques de Café: Logística Brasileira sob Pressão

Desafios Logísticos Afetam Exportações de Café em Diversos Portos do País


Publicado em: 16/05/2024 às 17:00hs

Atrasos em Santos Impactam Embarques de Café: Logística Brasileira sob Pressão

No mês de abril, mais de 90 navios enfrentaram atrasos para embarcar café no Porto de Santos, principal terminal exportador do Brasil. De acordo com o boletim Detention Zero (DTZ), elaborado pela ElloX Digital em colaboração com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), esses atrasos variaram de 16% a 70%.

Cenário Nacional de Atrasos

Além de Santos, outros portos brasileiros também registraram preocupantes índices de atrasos. No complexo portuário do Rio de Janeiro (RJ), por exemplo, responsável por 27% dos embarques de café em 2024, o índice de atrasos foi de 70%. Em Paranaguá (PR), o índice foi de 42%; em Salvador (BA), de 29%; e em Vitória (ES), de 16%.

No total, 210 navios destinados à exportação de café enfrentaram atrasos em abril, representando 54% do total de 391 porta-contêineres.

Impactos e Desafios Logísticos

Os atrasos têm gerado custos adicionais e apontam para uma falta de espaço nos portos, especialmente em Santos. Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé, destaca que essas ineficiências representam um grande entrave, resultando em custos elevados e não planejados para os envolvidos no setor.

A situação é agravada pelo curto período de abertura dos "gates" no Porto de Santos, o que prejudica a operação de embarque. No último mês, apenas 11% dos procedimentos de embarque tiveram prazo superior a quatro dias de gate aberto, o menor índice desde o início do levantamento em janeiro de 2023.

Perspectivas Futuras

A continuidade desses desafios logísticos pode impactar significativamente o setor de exportação de café, gerando custos adicionais e comprometendo a eficiência operacional. A busca por soluções que otimizem a logística portuária torna-se essencial para garantir a competitividade do café brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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