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Biológicos e Bioinsumos

Tecnologia da Agrocete aumenta enchimento de grãos e eleva produtividade em até 42,6% nas lavouras

Novo fertilizante foliar com biofertilizante potencializa o aproveitamento dos nutrientes, melhora o enchimento de grãos e apresenta ganhos expressivos em soja, trigo, arroz, feijão, cana-de-açúcar, batata e outras culturas


Publicado em: 04/08/2026 às 15:00hs

Tecnologia da Agrocete aumenta enchimento de grãos e eleva produtividade em até 42,6% nas lavouras

A busca por maior eficiência no uso de fertilizantes ganhou ainda mais relevância diante da alta dos custos dos insumos e da forte dependência brasileira do mercado internacional. Nesse cenário, tecnologias capazes de maximizar o aproveitamento da adubação realizada na lavoura vêm se tornando estratégicas para elevar a produtividade e a rentabilidade do produtor rural.

Após cinco anos de pesquisas, a Agrocete, multinacional brasileira especializada em nutrição vegetal, biológicos, fisiológicos e adjuvantes, lançou o GRAP MAX MASS, um fertilizante foliar associado a um biofertilizante desenvolvido para atuar na fase reprodutiva das culturas, favorecendo o enchimento de grãos, frutos e órgãos de reserva.

Os resultados obtidos em ensaios agronômicos conduzidos em diversas regiões produtoras do Brasil demonstraram ganhos de produtividade que chegaram a:

  • Soja: até 16,4%
  • Trigo: até 42,6%
  • Batata: até 42,2%
  • Arroz: até 17%
  • Feijão: 11%
  • Cana-de-açúcar: 10,7%
Eficiência nutricional ganha importância diante da alta dos fertilizantes

O lançamento ocorre em um momento considerado estratégico para o agronegócio brasileiro. O país importa aproximadamente 88% dos fertilizantes utilizados na agricultura, tornando o setor vulnerável às oscilações cambiais, geopolíticas e de oferta global.

Diante desse cenário, aumentar a eficiência da adubação já realizada passou a ser tão importante quanto investir em novas aplicações.

Segundo Andrea de Figueiredo Giroldo, diretora de Marketing e Desenvolvimento Técnico da Agrocete, o objetivo da nova tecnologia é ampliar o aproveitamento dos nutrientes disponíveis pela planta justamente na fase em que ocorre a formação da produtividade.

"O desafio não é aplicar mais fertilizantes, mas fazer com que uma parcela maior dos nutrientes disponíveis seja efetivamente aproveitada durante o enchimento de grãos. É nessa etapa que todo o investimento realizado na lavoura se transforma em produção", destaca.

Tecnologia combina nutrição mineral e biofertilizante

O GRAP MAX MASS reúne quatro macronutrientes essenciais associados a um biofertilizante obtido por hidrólise enzimática, processo que preserva os L-aminoácidos biologicamente ativos, favorecendo sua absorção pelas plantas.

A proposta da formulação é estimular processos fisiológicos ligados à:

  • fotossíntese;
  • metabolismo vegetal;
  • transporte de fotoassimilados;
  • enchimento de grãos;
  • formação de frutos;
  • desenvolvimento de órgãos de reserva;
  • melhor aproveitamento dos nutrientes já presentes na planta.

Além disso, a tecnologia contribui para reduzir os impactos provocados por estresses abióticos durante a fase final do ciclo produtivo.

Solução atende diversas culturas agrícolas

O fertilizante possui recomendação para uma ampla variedade de cultivos, incluindo:

  • soja;
  • milho;
  • trigo;
  • arroz;
  • feijão;
  • algodão;
  • café;
  • citros;
  • cana-de-açúcar;
  • batata;
  • hortaliças.

As doses variam entre 300 mililitros e 1 litro por hectare, conforme a cultura, estágio fenológico e manejo nutricional adotado.

Outro diferencial apontado pela empresa é a compatibilidade com a maior parte dos defensivos agrícolas utilizados no campo, permitindo sua inclusão nas pulverizações já programadas, sem necessidade de operações adicionais.

Cinco anos de pesquisa e mais de 57 mil dados técnicos

O desenvolvimento do GRAP MAX MASS envolveu um amplo trabalho das equipes de Pesquisa & Desenvolvimento e Desenvolvimento Técnico e de Mercado (DTM) da Agrocete.

Durante cinco anos foram avaliadas:

  • 127 formulações;
  • 18 versões avançaram para validações aprofundadas;
  • 33 amostras finais;
  • mais de 57 mil dados técnicos analisados.

Os testes ocorreram em diferentes regiões produtoras do Brasil e também em países como Uruguai, Panamá e Nicarágua, abrangendo culturas de grãos, fibras, frutas, café, hortaliças, tubérculos e tomate.

Ensaios mostram ganhos expressivos de produtividade

Os resultados de campo confirmaram o potencial da tecnologia em diferentes ambientes de produção.

Soja

Em Arapoti (PR), a aplicação proporcionou aumento de 2,5 sacas por hectare em comparação ao manejo tradicional.

Em outros ensaios no mesmo município, os ganhos chegaram a 10 sacas por hectare, representando incremento de 16,4% sobre padrões comerciais.

Já em Gurupi (TO), o produto apresentou o maior peso de mil grãos entre 11 formulações avaliadas e alcançou produtividade de 66,1 sacas por hectare.

Trigo

Em Witmarsum (PR), o manejo elevou a produtividade em aproximadamente 1,29 tonelada por hectare, equivalente a um ganho de 42,6%, acompanhado de aumento no peso dos grãos.

Arroz

Em Uruguaiana (RS), a produtividade aumentou cerca de 2,04 toneladas por hectare, representando crescimento de 15,2%.

Em Lagoa da Confusão (TO), o incremento chegou a 17% frente à área sem aplicação.

Cana-de-açúcar

Em Araçatuba (SP), o manejo elevou a produção em 12,3 toneladas por hectare, aumento de 10,7%, além de ampliar em 400 quilos por hectare o rendimento de sacarose.

Feijão e batata

No feijão, em Paracatu (MG), houve incremento de 3,93 sacas por hectare, equivalente a 11%.

Já na batata, em Cristalina (GO), o peso dos tubérculos por planta aumentou 42,2% em relação à testemunha.

Construção da produtividade orienta estratégia da empresa

Segundo a Agrocete, o novo produto integra o conceito de Construção da Produtividade, estratégia baseada na combinação de tecnologias e práticas de manejo ao longo de todo o ciclo da cultura, buscando elevar o desempenho das lavouras por meio do uso mais eficiente dos recursos disponíveis.

Para a empresa, o avanço da agricultura moderna dependerá cada vez mais da adoção de soluções capazes de melhorar a eficiência nutricional, reduzir perdas e transformar o potencial produtivo em maior retorno econômico ao produtor.

"A produtividade é construída ao longo de todo o ciclo da cultura. Nosso objetivo é desenvolver tecnologias que permitam ao agricultor aproveitar melhor cada investimento realizado na lavoura e converter esse potencial em mais produção e rentabilidade", conclui Andrea de Figueiredo Giroldo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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