Bioestimulantes de algas são usados para estimular rebrota e vigor das pastagens
Formulações com extrato de Ascophyllum nodosum e zinco buscam melhorar o desenvolvimento das forrageiras; resultados dependem das condições da área e do manejo adotado
Publicado em: 28/09/2026 às 15:00hs
A recuperação das pastagens após o pastejo é um dos fatores que determinam a oferta de alimento para o gado. Nesse contexto, bioestimulantes produzidos com extratos de algas marinhas vêm sendo apresentados como ferramentas para favorecer o crescimento das forrageiras e sua resposta a períodos de estresse hídrico e térmico.
Segundo Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond para Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai, produtos à base da alga Ascophyllum nodosum podem estimular o desenvolvimento das raízes e o vigor das plantas. A proposta é ajudar a pastagem a aproveitar melhor a água e os nutrientes disponíveis no solo, além de favorecer a rebrota depois da passagem dos animais.
Desenvolvimento das raízes é parte da estratégia
A Ascophyllum nodosum é uma alga encontrada em águas frias do Atlântico Norte, inclusive na costa do Canadá. Por crescer em áreas sujeitas à alternância das marés, produz compostos bioativos associados à sua adaptação às condições ambientais.
A Acadian utiliza extratos dessa alga em bioestimulantes destinados às culturas agrícolas e às pastagens. De acordo com Carloto, o objetivo da aplicação é estimular processos fisiológicos ligados ao crescimento e ao desenvolvimento radicular das forrageiras. Ele ressalta que o uso do produto deve acompanhar o manejo nutricional da área, e não substituí-lo.
Formulação combina extrato de alga e zinco
A empresa desenvolveu o Toggle Plus, que reúne extrato de Ascophyllum nodosum e zinco. O micronutriente participa da atividade de enzimas e de processos relacionados ao crescimento vegetal. Segundo Samir Filho, gerente técnico regional da Acadian para a América Latina Sul, a combinação foi formulada para favorecer o vigor e a atividade das pastagens.
Entre os efeitos esperados pela empresa estão maior uniformidade, rebrota após o pastejo, aproveitamento de água e nutrientes e produção de biomassa. A intensidade da resposta, porém, depende de fatores como espécie forrageira, fertilidade e umidade do solo, condições climáticas e manejo do pastejo.
Para o pecuarista, o ponto central é avaliar se a aplicação se traduz em mais forragem disponível para o rebanho nas condições da propriedade. O material apresentado pela empresa não informa resultados quantitativos de ensaios em pastagens; por isso, não permite estimar um ganho de produtividade ou de lotação animal associado ao produto.
Fonte: Portal do Agronegócio
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