Trigo no Paraná: colheita chega a 82%, mas perdas ameaçam cobertura dos custos
Deral aponta qualidade abaixo das exigências do mercado em algumas áreas; umidade, baixa luminosidade e doenças comprometem produtividade e rentabilidade
Publicado em: 21/10/2026 às 11:25hs
A colheita de trigo no Paraná alcançou 82% da área cultivada, mas os problemas de qualidade e a redução do potencial produtivo pressionam o resultado financeiro da safra. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), há situações em que a produção não deverá ser suficiente para cobrir os custos.
O boletim de Condições de Tempo e Cultivo, referente ao período de 13 a 19 de outubro, mostra que apenas 45% das lavouras estão em boas condições. Outras 42% apresentam condição média, enquanto 13% são classificadas como ruins.
O avanço da colheita ocorre sob os efeitos da elevada umidade, da baixa luminosidade e das dificuldades para realizar os manejos necessários ao longo do ciclo.
Qualidade inferior limita remuneração do produtor
Em algumas regiões, o trigo colhido apresenta características abaixo das exigências do mercado. Conforme o Deral, essa perda de qualidade reduz a rentabilidade e se soma aos efeitos da menor produtividade.
O levantamento passa a registrar, assim, consequências diretas sobre a remuneração dos agricultores. Nas semanas anteriores, o excesso de chuva e a ocorrência de doenças já vinham comprometendo o desempenho das lavouras.
Agora, com a retirada dos grãos do campo, os resultados evidenciam casos em que o volume produzido não deverá compensar os gastos da temporada.
Umidade e doenças dificultam reta final da safra
Segundo o departamento, as condições de elevada umidade e baixa luminosidade, associadas às limitações para executar os manejos, favoreceram a ocorrência de doenças como míldio, giberela e brusone.
O cenário também atrasou a colheita em diferentes regiões paranaenses, dificultando a conclusão dos trabalhos e mantendo parte das lavouras exposta às condições climáticas.
Áreas restantes estão em maturação e frutificação
Entre as lavouras que ainda permanecem no campo, 70% estão em maturação e 30% em frutificação, conforme o boletim.
A evolução do clima até o encerramento da colheita continua relevante para a parcela restante da produção. O desafio é concluir as operações em uma safra já marcada por perdas agronômicas e dificuldades para atender aos padrões de qualidade exigidos pelos compradores.
Fonte: Portal do Agronegócio
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