Trigo em Mafra se aproxima do florescimento, mas safra de Santa Catarina deve recuar em 2026/27
Lavouras acompanhadas pela Copérdia apresentam potencial produtivo de até 3,9 toneladas por hectare; redução da área cultivada deve limitar a produção catarinense
Publicado em: 27/08/2026 às 10:20hs
As lavouras de trigo cultivadas em Mafra, no Planalto Norte de Santa Catarina, estão próximas de uma etapa decisiva do ciclo produtivo. Segundo a Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia (Copérdia), as plantações estão deixando a fase de emborrachamento e devem iniciar o florescimento até o final desta semana.
A cultura ocupa aproximadamente 500 hectares no município. Embora as perspectivas locais indiquem bom potencial de rendimento, a safra catarinense de trigo 2026/27 deve apresentar redução na área plantada, na produtividade média e no volume produzido.
Produtividade pode alcançar 3,9 toneladas por hectare em Mafra
De acordo com o departamento técnico da Copérdia, a produtividade média esperada nas áreas acompanhadas em Mafra varia entre 3.300 e 3.900 quilos por hectare.
O avanço para o florescimento exige atenção dos produtores, principalmente em relação às condições climáticas e ao manejo fitossanitário. O desempenho das lavouras durante essa etapa será determinante para a formação das espigas e para a definição do potencial produtivo.
Área de trigo deve cair 18,2% em Santa Catarina
Apesar das expectativas favoráveis em Mafra, o cultivo de trigo deve perder espaço em Santa Catarina na temporada 2026/27. Conforme a estimativa mais recente da Safras & Mercado, os produtores catarinenses deverão semear 90 mil hectares.
A projeção representa uma redução de 18,2% em comparação com os 110 mil hectares cultivados na safra 2025/26. O recuo da área deve provocar impacto direto sobre a oferta estadual do cereal.
Produção catarinense pode recuar para 290 mil toneladas
A produção de trigo em Santa Catarina está estimada em 290 mil toneladas na safra 2026/27. Caso a previsão se confirme, o volume será 23,7% inferior às 380 mil toneladas colhidas no ciclo anterior.
Além da diminuição da área plantada, a expectativa de menor produtividade também pesa sobre a projeção. O rendimento médio estadual deverá cair de 3.455 para 3.222 quilos por hectare, retração de 6,7% entre as duas temporadas.
Clima será decisivo para o desenvolvimento das lavouras
Com o início do florescimento nas áreas mais adiantadas, as condições meteorológicas passam a ganhar ainda mais importância. Períodos prolongados de chuva, excesso de umidade, geadas ou variações bruscas de temperatura podem comprometer a sanidade das plantas e limitar o rendimento.
Em Mafra, o potencial estimado pela Copérdia supera a média prevista para Santa Catarina. A confirmação desse desempenho, entretanto, dependerá do comportamento do clima e da eficiência do manejo adotado pelos produtores durante as próximas fases da cultura.
Fonte: Portal do Agronegócio
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