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Aveia, Trigo e Cevada

Castrolanda amplia canola e cevada e avalia novos negócios para diversificar renda dos cooperados

Área de canola chega a 2,3 mil hectares, enquanto cultivo de cevada cresce mais de 125%; cooperativa também estuda expansão da produção de resina e oportunidades industriais


Publicado em: 04/11/2026 às 12:30hs

Castrolanda amplia canola e cevada e avalia novos negócios para diversificar renda dos cooperados

A Castrolanda está ampliando a diversificação de suas atividades para abrir mercados e reduzir a dependência dos cooperados de uma única fonte de receita. Entre as frentes estão a expansão da canola e da cevada na safra de inverno, além do desenvolvimento da cadeia de resina, avaliada como uma oportunidade de longo prazo.

Aos 75 anos, a cooperativa atua diretamente com mais de 15 culturas e atividades, em cadeias como leite, agricultura, carnes e batatas. Atualmente, também mantém mais de dez estudos de novos negócios em andamento, em diferentes estágios de avaliação.

Segundo Vitor Almeida Fonseca, gerente de Estratégia e Comunicação da Castrolanda, a diversificação ajuda a distribuir os riscos da atividade agropecuária. O desempenho positivo de um segmento pode compensar dificuldades em outro, diminuindo a exposição às oscilações econômicas, climáticas e de mercado.

Área de canola chega a 2,3 mil hectares

A busca por alternativas para o inverno levou a Castrolanda a reavaliar o potencial da canola. Entre os cooperados, a área cultivada passou de aproximadamente 600 hectares na safra anterior para 2,3 mil hectares na atual, mais que triplicando no período.

A expectativa da cooperativa é alcançar entre 7 mil e 10 mil hectares na próxima safra. O avanço, porém, depende da adesão dos produtores e das condições de mercado.

Embora já conhecida na região, a canola havia perdido espaço devido, principalmente, às dificuldades de controle do mofo-branco. A doença permanece como um risco, mas a evolução do manejo e dos insumos abriu novas possibilidades de cultivo.

A retomada foi precedida por pesquisas, diálogo com parceiros comerciais e acompanhamento de experiências de produtores atendidos pela assistência técnica. Segundo a cooperativa, os resultados demonstraram que é possível manejar a doença e obter bom desempenho em determinadas condições.

Outro fator que pode facilitar a adoção é a familiaridade dos produtores de soja com parte das operações. Fonseca explica que existem semelhanças no plantio e no uso de máquinas, embora sejam necessárias adaptações.

Demanda por óleo vegetal estimula aproximação com a indústria

O interesse industrial também contribui para a avaliação da canola. De acordo com Fonseca, a Cargill procurou a Castrolanda para discutir possibilidades de fomento à cultura, considerando sua atuação no mercado de óleos vegetais.

Além da venda do grão, as características do óleo de canola para uso alimentício ampliam as possibilidades de aproveitamento industrial.

A cooperativa acompanha essas oportunidades tanto para estabelecer parcerias quanto para avaliar eventuais iniciativas industriais próprias. Qualquer investimento, entretanto, depende de estudos de viabilidade.

Resina integra estratégia de longo prazo

Na cadeia de resina, a prioridade é ampliar a participação dos cooperados e construir uma base produtiva com escala. Somente depois dessa etapa a Castrolanda pretende avaliar as condições para possíveis investimentos industriais.

Segundo a cooperativa, cerca de 14 produtores já participam da atividade, enquanto outros seis manifestaram interesse em iniciar a produção durante o último evento de fomento.

O desenvolvimento dessa frente envolve acompanhamento dos resultados, avaliação da capacidade de fornecimento e análise da demanda. A intenção é verificar se haverá volume e condições comerciais suficientes para sustentar a expansão do negócio.

Cevada cresce mais de 125% entre cooperados

A cevada demonstra como a conexão entre produção agrícola e demanda industrial pode estimular a diversificação. A área cultivada pelos cooperados passou de aproximadamente 2.434 para 5.498 hectares, crescimento superior a 125%.

A expansão acompanha o desenvolvimento da Maltaria Campos Gerais, empreendimento no qual a Castrolanda detém participação de 13,5%.

Para os produtores, a cultura oferece uma alternativa de inverno diante dos desafios de rentabilidade do trigo, embora a produção destinada à indústria cervejeira precise atender a exigências de qualidade.

Na avaliação de Fonseca, a experiência da cevada exemplifica o caminho adotado pela cooperativa: identificar demanda, estudar as condições de produção e desenvolver escala para sustentar a atividade.

Novos negócios passam por análise técnica e financeira

Antes de incentivar uma nova cultura ou atividade, a Castrolanda avalia sua adequação à realidade dos cooperados. As propostas podem partir de produtores, colaboradores, conselheiros ou diretores.

A análise inicial considera benefícios para o cooperado, adaptação ao solo e ao clima, potencial de mercado e possibilidade de expansão com rentabilidade.

As iniciativas selecionadas seguem para estudos sobre logística, exigências produtivas e modelos de negócio. Conforme os resultados, podem avançar para testes com produtores e parceiros, análise financeira e avaliação de investimentos.

O processo também permite encerrar projetos quando os estudos não demonstram viabilidade. Segundo Fonseca, essa seleção direciona recursos para as oportunidades com maior potencial de retorno para os cooperados e para a Castrolanda.

Fonte: Portal do Agronegócio

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