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Arroz

Preço do arroz em casca reage no Rio Grande do Sul, mas margens ainda preocupam produtores

Menor oferta, recomposição dos estoques industriais e dificuldades logísticas sustentam as cotações, enquanto chuvas podem atrasar o preparo das áreas para a safra 2026/27


Publicado em: 26/08/2026 às 14:10hs

Preço do arroz em casca reage no Rio Grande do Sul, mas margens ainda preocupam produtores

O mercado de arroz em casca apresenta sinais de recuperação no Rio Grande do Sul. A menor disponibilidade do cereal e a necessidade de recomposição dos estoques por parte das indústrias têm impulsionado os preços no mercado spot, melhorando gradualmente a relação entre as cotações e os custos de produção.

Apesar da reação, cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que as margens obtidas pelos produtores em julho permaneceram abaixo das registradas no mesmo período de 2025. O cenário mantém a comercialização cautelosa e limita a formação de um movimento mais consistente de alta.

Oferta restrita sustenta valorização do arroz

A disponibilidade reduzida de arroz em casca no mercado gaúcho é um dos principais fatores de sustentação das cotações. Ao mesmo tempo, unidades beneficiadoras que precisam recompor estoques demonstram maior interesse em novas aquisições.

A recuperação dos preços, entretanto, ainda não foi suficiente para ampliar significativamente a disposição dos produtores para vender. Parte dos orizicultores permanece afastada das negociações, aguardando valores mais atrativos para disponibilizar novos lotes.

Indústrias enfrentam dificuldade para repassar custos

Do lado comprador, o avanço do preço da matéria-prima esbarra na dificuldade das indústrias em repassar os custos ao arroz beneficiado. A resistência encontrada no atacado e no varejo reduz o espaço para reajustes mais intensos nas ofertas pelo cereal em casca.

Esse descompasso mantém compradores e vendedores em posições distintas. Enquanto os produtores buscam preços maiores, as indústrias adotam cautela para preservar suas margens, resultando em negócios pontuais no mercado físico.

Diferença entre ofertas limita comercialização

A distância entre os valores pedidos pelos vendedores e os preços oferecidos pelos compradores continua restringindo a liquidez. Mesmo com fundamentos que favorecem a recuperação das cotações, o mercado segue travado pela baixa convergência entre as partes.

Nesse ambiente, as negociações ocorrem principalmente quando há necessidade imediata de venda ou de abastecimento industrial. Assim, o mercado permanece firme, mas ainda sem volume suficiente para consolidar uma tendência mais acelerada de valorização.

Chuvas dificultam transporte e preocupam para a safra 2026/27

Além dos fatores comerciais, as condições climáticas passaram a influenciar o mercado de arroz no Rio Grande do Sul. Segundo pesquisadores do Cepea, as chuvas dificultaram o transporte do cereal em algumas regiões, limitando temporariamente a movimentação da oferta.

As precipitações também aumentaram as preocupações com o preparo do solo para a safra de arroz 2026/27. Caso a umidade persista, operações importantes para a implantação das lavouras poderão sofrer atrasos, acrescentando incerteza ao planejamento dos produtores.

Mercado do arroz inicia recuperação, mas cenário exige cautela

A menor disponibilidade de matéria-prima e a demanda industrial para recomposição dos estoques criam condições para a continuidade da recuperação do arroz em casca. No entanto, as margens ainda inferiores às de 2025, a dificuldade de repasse ao produto beneficiado e a baixa liquidez mantêm o setor em alerta.

Nas próximas semanas, o comportamento das indústrias, a disposição dos produtores para negociar e a evolução do clima no Rio Grande do Sul serão determinantes tanto para os preços quanto para o avanço dos preparativos da safra 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

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