Bayer anuncia nova geração da tecnologia Bollgard para algodão e aposta em biotecnologia para elevar produtividade no Brasil
Quarta geração da plataforma será lançada até 2028 e promete ampliar proteção contra lagartas, melhorar manejo de plantas daninhas e trazer nova ferramenta contra o inseto tripes na cotonicultura brasileira.
Publicado em: 30/07/2026 às 09:00hs
A evolução da biotecnologia no algodão brasileiro ganhou destaque durante a Casa do Algodão Bayer em Campo, realizada em Sorriso (MT). O encontro reuniu produtores rurais, pesquisadores, associações, representantes da indústria e demais integrantes da cadeia produtiva para apresentar os avanços da próxima geração da plataforma Bollgard, prevista para chegar ao mercado brasileiro até 2028.
A nova tecnologia representa um novo ciclo de inovação para a cotonicultura nacional, com foco em ampliar a proteção das lavouras, aumentar a eficiência no manejo e contribuir para a competitividade do algodão brasileiro no mercado global.
Nova tecnologia Bollgard terá proteção ampliada no algodão
Com mais de 20 anos de atuação no Brasil, a plataforma Bollgard se tornou uma das principais ferramentas tecnológicas utilizadas pelos produtores de algodão para proteção contra pragas e apoio ao manejo de plantas daninhas.
A quarta geração da biotecnologia deverá incorporar novos mecanismos de proteção contra as principais lagartas que atacam a cultura, além de maior flexibilidade operacional no manejo de plantas invasoras.
Outro destaque será a tecnologia ThryvOn, desenvolvida para oferecer proteção integrada contra o inseto tripes, uma das pragas que impactam o desenvolvimento inicial das plantas de algodão.
Segundo a Bayer, a inovação faz parte de uma estratégia de longo prazo para atender aos novos desafios enfrentados pelos produtores, combinando produtividade, sustentabilidade e eficiência operacional.
“A plataforma Bollgard acompanha a evolução da cotonicultura brasileira. A quarta geração representa um avanço da pesquisa para entregar mais ferramentas ao produtor e fortalecer a competitividade do algodão nacional”, afirmou Fernando Prudente, diretor de Negócios de Algodão da Bayer.
Mato Grosso concentra avanço tecnológico da cotonicultura
A escolha de Sorriso para sediar a apresentação está relacionada à importância estratégica de Mato Grosso para a produção brasileira de algodão.
O estado responde por aproximadamente 68% da produção nacional de algodão em pluma e deve colher cerca de 2,7 milhões de toneladas na safra 2025/26, dentro de uma produção brasileira estimada próxima de 4 milhões de toneladas.
Com a liderança nacional, os produtores mato-grossenses enfrentam desafios constantes, entre eles o controle de plantas daninhas resistentes, como espécies de caruru, além do manejo de pragas que afetam o potencial produtivo das lavouras.
Produtores destacam impacto das tecnologias no campo
Durante a programação, os participantes visitaram a estação de pesquisa da Bayer em Sorriso, onde conheceram os avanços da nova geração da tecnologia Bollgard.
Também foi realizada uma demonstração prática na Fazenda da Pedra, propriedade localizada no município e administrada por Gustavo Piccoli, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
Segundo Piccoli, a evolução tecnológica foi fundamental para transformar a produção brasileira de algodão e ampliar a competitividade do setor.
“O desenvolvimento de novas tecnologias contribuiu para agregar valor à produção, melhorar o cultivo e tornar o Brasil um dos maiores exportadores de algodão do mundo”, destacou.
Para representantes do setor, as próximas inovações devem contribuir para elevar a qualidade da fibra, reduzir custos de produção e aumentar a eficiência no uso de defensivos agrícolas.
Bollgard 3 XtendFlex amplia opções de manejo
Além das novidades futuras, a Bayer apresentou durante o evento soluções já disponíveis para a cotonicultura, como a tecnologia Bollgard 3 XtendFlex (B3XF), presente em variedades de sementes Deltapine.
A tecnologia oferece:
- proteção contra importantes lagartas do algodão;
- tolerância aos herbicidas glifosato, glufosinato de amônio e dicamba;
- maior flexibilidade no manejo de plantas daninhas;
- apoio ao cultivo em diferentes ambientes produtivos;
- possibilidade de utilização em áreas de primeira e segunda safra.
Outro destaque apresentado foi o herbicida XtendiMax 2, desenvolvido para aplicações de dessecação pré-plantio e pós-emergência inicial em algodão e soja.
A solução busca reduzir riscos relacionados à volatilidade e deriva, contribuindo para o controle de plantas invasoras como buva e caruru.
Manejo integrado ganha importância na produção de algodão
A Bayer também apresentou seu portfólio de proteção de cultivos voltado ao algodão, reunindo soluções para diferentes fases do ciclo produtivo.
Entre as ferramentas apresentadas estão:
- tratamento de sementes Bayer Guardião;
- Dropp Ultra para desfolha do algodão;
- regulador de crescimento Finish;
- fungicida Fox Xpro para doenças foliares;
- inseticida Curbix para controle do bicudo-do-algodoeiro.
A companhia também destacou produtos em desenvolvimento, como o inseticida Plenexos, voltado ao controle de mosca-branca e pulgão; o fungicida Iblon, previsto para 2028; e o herbicida pré-emergente Mateno Pre, atualmente em fase de registro.
Sustentabilidade entra no futuro da cotonicultura
Além da produtividade, a sustentabilidade foi um dos temas centrais discutidos durante o encontro.
A produção brasileira de algodão possui grande participação em áreas de sequeiro, dependendo principalmente das chuvas para o desenvolvimento da cultura. Esse modelo contribui para a eficiência no uso da água e para uma produção com menor dependência de irrigação em grande parte das áreas.
Ferramentas digitais, como plataformas de monitoramento de carbono, também vêm sendo utilizadas para medir emissões nas propriedades e orientar decisões de manejo mais eficientes.
Inovação será destaque no Congresso Brasileiro do Algodão
Os avanços apresentados pela Bayer em Sorriso serão levados ao 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), que ocorrerá entre 22 e 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG).
O evento reunirá produtores, pesquisadores, empresas e instituições do setor para discutir novas tecnologias, desafios produtivos e caminhos para manter o algodão brasileiro entre os mais competitivos do mundo.
Com novas biotecnologias chegando ao mercado, a expectativa é que a cotonicultura nacional avance em produtividade, eficiência e sustentabilidade, fortalecendo a posição do Brasil no comércio global da fibra.
Fonte: Portal do Agronegócio
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