Algodão brasileiro movimenta R$ 31 bilhões e conecta campo, indústria e cotidiano
Campanha da IHARA destaca a trajetória da fibra após a colheita e reforça o papel da tecnologia, do manejo e da inovação na competitividade da cotonicultura nacional
Publicado em: 02/09/2026 às 07:00hs
O algodão brasileiro deixou de ser apenas uma matéria-prima agrícola para ocupar uma posição estratégica na economia, na indústria e no cotidiano da população. Presente na fabricação de fios, tecidos, roupas e diversos outros produtos, a cultura movimenta mais de R$ 31 bilhões por ano e integra uma das cadeias produtivas mais tecnificadas do agronegócio nacional.
O Brasil também consolidou sua presença no mercado internacional, com destaque nas exportações, na produtividade das lavouras e na adoção de novas tecnologias. Esse avanço reflete investimentos em pesquisa, cultivares adaptadas, manejo nutricional e estratégias de controle de pragas, doenças e plantas daninhas.
Para evidenciar essa trajetória, a IHARA lançou a campanha “IHARA e Algodão, de ponta a ponta”. A iniciativa apresenta o caminho percorrido pela matéria-prima desde o plantio até sua transformação em produtos utilizados diariamente por milhões de pessoas.
Campanha destaca importância do algodão após a colheita
A proposta da campanha é ampliar a percepção sobre a relevância econômica e social da cotonicultura. Depois de colhido, o algodão passa por diferentes etapas industriais até se transformar em fibra, fio, tecido e produtos acabados.
Esse percurso conecta produtores rurais, pesquisadores, empresas de tecnologia, beneficiadoras, indústrias têxteis, varejistas e consumidores. Dessa forma, os resultados obtidos no campo influenciam diretamente a qualidade da matéria-prima e o desempenho dos demais segmentos da cadeia.
Segundo o gerente de Marketing Regional da IHARA, Valdumiro Garcia, o cultivo de algodão envolve decisões que começam antes da colheita e permanecem determinantes durante toda a safra.
“Queremos mostrar que cultivar algodão vai muito além da produtividade. É participar de uma cadeia que movimenta a economia, impulsiona a indústria e está presente na vida das pessoas todos os dias”, afirma.
O engenheiro agrônomo acrescenta que o resultado das lavouras depende das escolhas feitas pelo produtor, das práticas de manejo e das tecnologias utilizadas ao longo do ciclo produtivo.
Safra de algodão pode alcançar 4,06 milhões de toneladas
A produção brasileira de algodão na safra 2025/26 está estimada em 4,06 milhões de toneladas, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A projeção mantém o país entre os principais participantes da cotonicultura mundial.
O desempenho esperado para a temporada está relacionado à elevada tecnificação das propriedades e ao aperfeiçoamento das práticas agrícolas. O uso de variedades adequadas às diferentes regiões produtoras, associado ao planejamento nutricional e ao manejo fitossanitário, ajuda a preservar o potencial produtivo das lavouras e a qualidade da fibra.
Além do volume produzido, características como resistência, uniformidade, comprimento e pureza da fibra são fundamentais para atender às exigências da indústria têxtil e dos compradores internacionais.
Pragas e plantas daninhas desafiam a produtividade
Apesar das perspectivas positivas, a cotonicultura enfrenta desafios que podem comprometer a rentabilidade. A resistência de plantas daninhas, a pressão de insetos-praga e a necessidade de realizar operações agrícolas em períodos específicos exigem planejamento cada vez mais preciso.
O cenário aumenta a importância do manejo integrado, da rotação de mecanismos de ação e do monitoramento frequente das lavouras. Essas estratégias ajudam a reduzir riscos, preservar a eficiência das tecnologias disponíveis e evitar perdas de produtividade e qualidade.
De acordo com Garcia, os desafios mudam a cada safra e demandam soluções integradas. A empresa afirma investir em pesquisa e desenvolvimento para aprimorar a eficiência operacional e simplificar o manejo nas áreas produtoras.
Tecnologia sustenta competitividade da cotonicultura
Com 61 anos de atuação no Brasil, a IHARA busca reforçar, por meio da campanha, sua participação na evolução tecnológica da agricultura. Na cultura do algodão, a companhia desenvolve soluções destinadas ao manejo fitossanitário e à proteção do potencial produtivo.
“A evolução da cotonicultura depende de inovação contínua e de tecnologias capazes de acompanhar os desafios da cultura”, conclui Garcia.
A integração entre pesquisa, manejo eficiente e inovação será determinante para que o Brasil amplie sua competitividade no mercado mundial. Ao mesmo tempo, a valorização de toda a cadeia permite mostrar que a importância do algodão não termina no campo: ela continua na indústria e chega diariamente à vida dos consumidores.
Fonte: Portal do Agronegócio
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