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Governo proíbe importação de biodiesel para mistura obrigatória e fortalece produção nacional de biocombustíveis

Decisão do CNPE garante que biodiesel da mistura obrigatória ao diesel seja produzido no Brasil, reforçando investimentos, segurança energética e valorização da agroindústria nacional.


Publicado em: 15/07/2026 às 11:20hs

Governo proíbe importação de biodiesel para mistura obrigatória e fortalece produção nacional de biocombustíveis

O governo federal decidiu proibir a importação de biodiesel destinado à mistura obrigatória ao diesel comercializado no Brasil, consolidando uma estratégia de fortalecimento da produção nacional de biocombustíveis. A medida foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e reconhece que a indústria brasileira possui capacidade suficiente para abastecer integralmente o mercado interno.

A nova resolução determina que todo o biodiesel utilizado para cumprir o percentual obrigatório de mistura ao diesel deverá ser produzido por usinas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A importação permanece permitida apenas para outras finalidades previstas na regulamentação vigente.

Brasil tem capacidade para ampliar a produção de biodiesel

Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostram que a indústria brasileira de biodiesel opera atualmente com aproximadamente 40% de capacidade produtiva disponível, evidenciando que o setor possui ampla margem para aumentar a oferta sempre que houver crescimento da demanda.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a decisão do CNPE foi baseada justamente nessa capacidade instalada, além da confirmação do próprio mercado de que a produção nacional é suficiente para atender às necessidades do país.

A medida elimina a necessidade de recorrer ao biodiesel importado para o cumprimento da política nacional de mistura obrigatória, fortalecendo a cadeia produtiva brasileira e ampliando a segurança no abastecimento.

Medida fortalece investimentos e gera previsibilidade para o setor

Na avaliação da AliançaBiodiesel, a decisão representa um avanço importante para a consolidação da política nacional de biocombustíveis, preservando investimentos realizados ao longo das últimas décadas e oferecendo maior segurança jurídica para produtores e investidores.

A entidade destaca que o reconhecimento oficial da capacidade produtiva brasileira fortalece toda a cadeia do biodiesel, que envolve produtores rurais, agroindústrias, cooperativas, usinas e fornecedores de tecnologia.

APROBIO: Brasil não precisava importar biodiesel

Para o presidente da APROBIO e integrante da AliançaBiodiesel, Jerônimo Goergen, a resolução corrige uma discussão que, segundo ele, nunca teve sustentação técnica.

De acordo com Goergen, o Brasil reúne todos os elementos necessários para abastecer integralmente o mercado nacional, incluindo capacidade industrial, tecnologia, matéria-prima e experiência na produção de biodiesel.

O dirigente afirma que substituir um combustível renovável produzido no país por produto importado enfraqueceria uma cadeia estratégica construída ao longo de quase duas décadas, responsável pela geração de milhares de empregos e pelo fortalecimento da segurança energética nacional.

ABIOVE destaca confiança do governo na indústria brasileira

O presidente da ABIOVE e também integrante da AliançaBiodiesel, André Nassar, avalia que a decisão envia um sinal positivo ao mercado ao reafirmar a prioridade da produção nacional dentro da política energética brasileira.

Segundo ele, o posicionamento do governo amplia a previsibilidade para novos investimentos, estimula a expansão da capacidade produtiva e incentiva o desenvolvimento de tecnologias voltadas à produção de energia renovável.

Para Nassar, a valorização da indústria instalada no Brasil fortalece a agroindústria nacional e posiciona o país como um dos protagonistas da transição energética global.

CNPE atualiza marco regulatório dos biocombustíveis

Além da proibição da importação para a mistura obrigatória, o CNPE também aprovou a revogação da Resolução nº 3/2015, promovendo adequações ao marco regulatório em função das mudanças introduzidas pela Lei do Combustível do Futuro.

Segundo o governo, a atualização elimina sobreposições normativas e harmoniza a regulamentação sem alterar as regras atualmente aplicáveis ao uso voluntário e à comercialização de biodiesel.

Biodiesel ganha protagonismo na estratégia energética brasileira

A decisão reforça a política de ampliação da participação dos combustíveis renováveis na matriz energética nacional, utilizando como base a capacidade produtiva instalada no Brasil.

Em um cenário internacional marcado pela aceleração das políticas de descarbonização, a valorização da produção nacional de biodiesel fortalece a competitividade da agroindústria brasileira, amplia a segurança energética, estimula investimentos e consolida o país como uma das principais referências mundiais na produção sustentável de biocombustíveis.

Com elevada disponibilidade industrial, oferta de matéria-prima e tecnologia consolidada, o setor passa a contar com maior previsibilidade para novos projetos, contribuindo para o crescimento econômico, geração de empregos e avanço da transição energética brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

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