Flávio Bolsonaro promete reajuste de aposentadorias acima da inflação e nega mudança nos benefícios
Candidato afirma que eventual ajuste fiscal será concentrado em outras despesas; coordenação econômica também nega planos de privatizar Petrobras, Banco do Brasil e Caixa
Publicado em: 09/10/2026 às 10:35hs
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (8) que, se eleito, reajustará as aposentadorias acima da inflação. Ele também negou planos de alterar a forma atual de correção dos benefícios da Previdência e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A declaração ocorreu em Brasília, após uma entrevista coletiva para anunciar o apoio do Podemos à sua candidatura no segundo turno. Flávio enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, em 25 de outubro.
Questionado por jornalistas sobre a concessão de reajustes superiores à inflação, o senador respondeu “sim”. A manifestação veio depois de reportagem da Folha de S.Paulo informar que sua equipe estuda mudanças na atualização dos benefícios e na correção dos gastos obrigatórios com saúde e educação.
Candidato diz que ajuste fiscal preservará benefícios sociais
Flávio afirmou que o ajuste fiscal de um eventual governo será direcionado a outras despesas, preservando os benefícios sociais.
Ao contestar a possibilidade de mudança nos reajustes, o candidato mencionou as dificuldades financeiras de seus avós, ambos aposentados, e disse que a família precisa ajudá-los em algumas ocasiões.
Embora tenha prometido aumentos acima da inflação, o senador não detalhou, nas declarações apresentadas, os percentuais, os critérios ou as fontes de financiamento da medida.
Equipe econômica promete fortalecer programas sociais
Após a publicação da reportagem, Adolfo Sachsida, um dos coordenadores da área econômica da campanha, afirmou que um eventual governo de Flávio buscará fortalecer os programas sociais e reduzir impostos.
O economista também negou que o candidato tenha planos de privatizar Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
As manifestações da campanha respondem às discussões sobre como conciliar as promessas sociais com a proposta de maior controle das contas públicas.
Expectativa de ajuste fiscal influencia mercado financeiro
O resultado do primeiro turno, realizado no domingo (4), foi acompanhado por forte valorização da bolsa brasileira e queda do dólar. Flávio terminou a votação cerca de 2,2 milhões de votos à frente de Lula.
Nesse movimento, o Ibovespa superou os 200 mil pontos, enquanto a moeda norte-americana chegou a operar abaixo de R$ 5.
Parte dos agentes do mercado associa uma eventual vitória de Flávio à possibilidade de maior controle fiscal, com efeitos sobre as expectativas para os juros e a trajetória da dívida pública. O candidato, porém, ainda não apresentou propostas concretas de ajuste nas declarações relatadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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