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Suíno

Mercado de carne suína enfrenta pressão nos preços, mas setor aposta em retomada da rentabilidade, afirmam líderes da suinocultura

Durante o SIAVS 2026, representantes da cadeia produtiva destacam potencial de crescimento do consumo interno, expansão das exportações e necessidade de maior gestão de custos para fortalecer a competitividade da suinocultura brasileira.


Publicado em: 05/08/2026 às 11:35hs

Mercado de carne suína enfrenta pressão nos preços, mas setor aposta em retomada da rentabilidade, afirmam líderes da suinocultura

O mercado brasileiro de carne suína atravessa um período de preços pressionados, mas as perspectivas para os próximos meses seguem otimistas. A avaliação foi apresentada por lideranças do setor durante o Salão Internacional da Proteína Animal (SIAVS 2026), realizado em São Paulo (SP), que reuniu representantes da produção, genética e indústria para discutir os desafios e as oportunidades da cadeia suinícola nacional.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, o segmento vive um momento de margens reduzidas, consequência da pressão sobre os preços pagos ao produtor. Apesar do cenário atual, ele acredita que a atividade deve recuperar sua rentabilidade em breve, repetindo ciclos positivos já registrados pela suinocultura brasileira.

"O setor já demonstrou capacidade de superação em outros momentos e a expectativa é de que o mercado volte a apresentar um ambiente favorável para os produtores", destacou.

Brasil tem potencial para dobrar a produção de grãos e impulsionar a suinocultura

Durante o painel, o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS), Alexandre Rosa, ressaltou que o Brasil possui uma das maiores oportunidades de crescimento da produção mundial de proteína animal.

Segundo ele, apenas com a recuperação de áreas degradadas seria possível dobrar a produção nacional de grãos, ampliando significativamente a oferta de insumos para alimentação animal e reduzindo gargalos para a expansão da cadeia produtiva.

Além da disponibilidade de grãos, Rosa destacou o espaço para crescimento do mercado consumidor interno. Atualmente, o consumo de carne suína no Brasil ainda apresenta grande potencial de evolução.

A meta defendida pelo dirigente é elevar o consumo para cerca de 30 quilos por habitante ao ano, fortalecendo o mercado doméstico e reduzindo a dependência exclusiva das exportações.

Gestão de custos será decisiva para aumentar a competitividade

Apesar das perspectivas favoráveis, Alexandre Rosa alertou que o avanço da atividade dependerá de maior eficiência na gestão das propriedades.

Segundo ele, controlar custos de produção será um dos principais fatores para garantir competitividade, rentabilidade e sustentabilidade da cadeia suinícola nos próximos anos.

A adoção de tecnologias, melhorias genéticas e planejamento financeiro aparece como estratégia essencial para enfrentar oscilações de mercado e ampliar a produtividade.

Exportações brasileiras de carne suína seguem ganhando espaço no mercado internacional

Outro ponto destacado durante o SIAVS foi o avanço da participação brasileira no comércio mundial de carne suína.

O presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira Júnior, afirmou que o Brasil vem consolidando sua posição entre os principais fornecedores globais da proteína, ampliando sua presença em mercados internacionais e conquistando novos destinos para as exportações.

Na avaliação das lideranças presentes no evento, o crescimento da demanda externa, aliado ao potencial de expansão do consumo interno e ao aumento da eficiência produtiva, deverá sustentar um novo ciclo de desenvolvimento para a suinocultura brasileira.

Perspectivas para o setor

Mesmo diante da atual fase de preços menos atrativos ao produtor, o consenso entre os representantes da cadeia é de que os fundamentos da suinocultura permanecem sólidos.

O Brasil reúne vantagens competitivas como ampla disponibilidade de grãos, elevado nível tecnológico, genética avançada, capacidade de expansão produtiva e crescente reconhecimento internacional da qualidade da carne suína nacional.

Com esses fatores, o setor acredita que a recuperação da rentabilidade poderá ocorrer à medida que o equilíbrio entre oferta, demanda e custos de produção volte a favorecer os produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

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