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Suíno

Importação de reprodutores acelera avanço genético da suinocultura brasileira e amplia produtividade nas granjas

Animais de alto mérito genético vindos do Canadá e da Noruega reforçam programa de melhoramento e garantem acesso dos produtores brasileiros às tecnologias utilizadas nos principais centros globais de pesquisa suína


Publicado em: 28/07/2026 às 14:00hs

Importação de reprodutores acelera avanço genético da suinocultura brasileira e amplia produtividade nas granjas

A suinocultura brasileira vem ampliando seu nível de eficiência genética com a importação contínua de reprodutores de alto desempenho provenientes dos principais polos mundiais de melhoramento animal. A estratégia busca manter as granjas nacionais alinhadas às tecnologias utilizadas internacionalmente e acelerar ganhos em produtividade, conversão alimentar e qualidade dos animais.

A Topigs Norsvin, empresa especializada em genética suína, mantém uma das maiores operações contínuas de introdução de genética importada no Brasil. Em julho, a companhia recebeu a terceira remessa de reprodutores do ano e já programa novas importações para 2026, reforçando a estratégia de atualização permanente do plantel genético nacional.

Genética global chega diretamente dos centros de inovação

Os animais importados são selecionados diretamente nas estações Delta, centros mundiais de pesquisa, desenvolvimento e avaliação genética da empresa localizados no Canadá e na Noruega.

Nessas unidades, os reprodutores passam por processos avançados de análise, incluindo:

  • Avaliação por tomografia computadorizada, para identificação de características relacionadas à qualidade de carcaça;
  • Monitoramento individual do consumo de ração, realizado por sistemas automatizados;
  • Análise de conversão alimentar, indicador fundamental para reduzir custos de produção;
  • Avaliação genômica detalhada, que identifica o potencial produtivo dos animais.

Segundo a empresa, o objetivo é garantir que a genética utilizada pelos produtores brasileiros tenha o mesmo padrão disponível nas granjas núcleo internacionais.

“Precisamos assegurar que o material genético utilizado nas granjas brasileiras seja equivalente ao das nossas unidades de referência na Noruega e no Canadá. Com o fluxo constante de importações, aliado ao alto nível tecnológico das granjas núcleo locais, conseguimos oferecer ao produtor acesso ao que existe de mais moderno em genética suína”, destaca o diretor técnico da Topigs Norsvin, Marcos Lopes.

Importação reduz defasagem genética e acelera ganhos no campo

A estratégia de trazer reprodutores diretamente das fontes primárias de melhoramento permite reduzir o intervalo entre os avanços conquistados nos programas genéticos globais e sua aplicação comercial no Brasil.

De acordo com a empresa, os animais selecionados representam um grupo restrito de indivíduos com elevado mérito genético, escolhidos para transmitir características de interesse econômico às próximas gerações.

“Trabalhamos sempre com um grupo seleto de reprodutores de alto mérito genético. Dessa forma, utilizamos materiais diretamente da origem do desenvolvimento genético e eliminamos possíveis defasagens, permitindo que o progresso chegue mais rapidamente aos produtores brasileiros”, explica Lopes.

Reprodutores são distribuídos para centrais de inseminação

Após desembarcarem no país, os animais são encaminhados para centrais de inseminação próprias e parceiras distribuídas estrategicamente pelo território nacional.

A movimentação faz parte de uma cadeia estruturada para ampliar a disseminação genética e levar os avanços obtidos nos programas de seleção para diferentes sistemas produtivos.

A expectativa é que os ganhos proporcionados pelos novos reprodutores contribuam para melhorias em indicadores como:

  • Maior eficiência alimentar;
  • Melhor desempenho zootécnico;
  • Redução do custo por quilo produzido;
  • Maior uniformidade dos lotes;
  • Aumento da rentabilidade das granjas.
Melhoramento genético se torna diferencial competitivo da suinocultura

Com mercados cada vez mais exigentes e custos de produção pressionados, o investimento em genética avançada passou a ser um dos principais pilares de competitividade da cadeia suinícola.

A integração entre ciência, tecnologia e seleção genética permite que produtores brasileiros tenham acesso às mesmas ferramentas utilizadas pelos principais países produtores de carne suína.

“O objetivo é desenvolver linhagens que entreguem resultados superiores no campo. Existem diferentes estratégias para disseminação genética, mas acreditamos que o fluxo consistente de importações é uma das formas mais eficientes para impulsionar a evolução e a rentabilidade do setor”, conclui Marcos Lopes.

Fonte: Portal do Agronegócio

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