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Saúde Animal

Doença de Newcastle mantém alerta máximo na avicultura do Norte e Nordeste brasileiro

Vigilância sanitária, biosseguridade e vacinação avançada são estratégias essenciais para proteger a produção de aves e preservar o status sanitário do Brasil no mercado global


Publicado em: 29/07/2026 às 15:00hs

Doença de Newcastle mantém alerta máximo na avicultura do Norte e Nordeste brasileiro

A avicultura brasileira mantém atenção redobrada sobre as regiões Norte e Nordeste devido ao risco permanente da Doença de Newcastle, uma enfermidade altamente contagiosa que pode comprometer plantéis comerciais, afetar a produtividade e gerar impactos significativos no comércio internacional de proteína animal.

Causada pelo paramixovírus aviário tipo 1 (APMV-1), a doença pode atingir aves domésticas e silvestres, tornando a vigilância epidemiológica uma ferramenta fundamental para proteger a cadeia produtiva e garantir a continuidade do abastecimento interno e das exportações brasileiras.

Norte e Nordeste seguem como áreas estratégicas de monitoramento

O histórico da enfermidade no Brasil reforça a importância dessas regiões no controle sanitário. O primeiro registro oficial de um surto de Doença de Newcastle no país ocorreu em 1950, em Belém (PA).

Desde então, o sistema brasileiro de defesa agropecuária evoluiu com protocolos mais rigorosos de monitoramento, controle e prevenção. No entanto, características ambientais do Norte e Nordeste, como a presença de aves migratórias, corredores naturais de deslocamento da avifauna e maior ocorrência de sistemas de criação extensiva e de subsistência, mantêm essas áreas sob vigilância constante.

Segundo especialistas, a interação entre aves silvestres e plantéis domésticos representa um dos principais fatores de atenção epidemiológica, especialmente em propriedades com menor nível de isolamento sanitário.

Biosseguridade é principal barreira contra avanço da doença

A prevenção da Doença de Newcastle depende de um conjunto de medidas integradas dentro das granjas. Entre as principais ações estão:

  • controle rigoroso do acesso de pessoas e veículos;
  • restrição de visitas às instalações;
  • manejo adequado da água e da alimentação;
  • cumprimento do vazio sanitário;
  • monitoramento constante dos plantéis;
  • vacinação preventiva.

A adoção dessas práticas reduz a possibilidade de entrada e disseminação do vírus, protegendo tanto pequenos produtores quanto grandes sistemas industriais de produção avícola.

Impactos econômicos podem atingir exportações e mercado interno

A preocupação do setor produtivo está relacionada ao potencial de disseminação da enfermidade e aos impactos comerciais associados a um eventual foco em aves comerciais.

A Doença de Newcastle pode provocar sintomas respiratórios, alterações digestivas, queda de desempenho produtivo e elevados índices de mortalidade. Além disso, os sinais clínicos podem ser semelhantes aos observados em outras doenças respiratórias importantes da avicultura, como Influenza Aviária, Bronquite Infecciosa e Laringotraqueíte Infecciosa.

Por esse motivo, o diagnóstico laboratorial por técnicas como RT-PCR e isolamento viral, aliado à comunicação imediata aos órgãos oficiais de defesa sanitária, é fundamental para uma resposta rápida.

Embora os produtos avícolas inspecionados sejam seguros para o consumo humano, um eventual foco pode provocar restrições comerciais, suspensão temporária de exportações e impactos financeiros para frigoríficos, produtores e toda a cadeia produtiva.

Vacinação reforça proteção dos plantéis

Além das medidas de biosseguridade, a imunização continua sendo uma das principais ferramentas para reduzir riscos sanitários.

Tecnologias voltadas para a indução de imunidade local têm ganhado espaço no manejo avícola por atuarem como uma barreira inicial contra a entrada do vírus no organismo das aves.

A vacina Nobilis® ND C2 Sphereon, por exemplo, utiliza aplicação por spray ou via ocular no primeiro dia de vida da ave para estimular a produção de anticorpos IgA nas mucosas respiratórias.

Essa resposta imunológica local atua como uma primeira barreira contra a infecção, dificultando a fixação e a penetração do vírus nas células da traqueia antes que ocorra a disseminação pelo organismo.

Segundo especialistas, a ativação precoce da imunidade das mucosas representa uma estratégia importante para fortalecer a proteção dos plantéis desde os primeiros dias de vida.

Doença de Newcastle integra plano nacional de sanidade avícola

A relevância da enfermidade para a avicultura brasileira fez com que a Doença de Newcastle fosse incluída entre as doenças de notificação obrigatória no Brasil, conforme normas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

A enfermidade também faz parte do Plano Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), que estabelece ações de vigilância e monitoramento para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

Esses programas são responsáveis por avaliar continuamente a condição sanitária dos plantéis brasileiros e reforçar a credibilidade do país como um dos maiores produtores e exportadores mundiais de carne de frango.

Manutenção do status sanitário é prioridade para a avicultura brasileira

Com uma cadeia produtiva altamente integrada ao mercado internacional, o Brasil depende de rigorosos protocolos sanitários para preservar sua competitividade.

Nas regiões Norte e Nordeste, onde fatores ambientais ampliam os desafios, a combinação entre vigilância epidemiológica, biosseguridade e tecnologias modernas de imunização será decisiva para proteger os plantéis e manter a confiança dos mercados consumidores.

A prevenção continua sendo a principal estratégia para evitar perdas produtivas, preservar exportações e garantir a sustentabilidade da avicultura nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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