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Pastagens

Escolha da semente de pastagem define produtividade, qualidade do rebanho e longevidade da área

Decisão técnica na escolha da forrageira reduz riscos de degradação, melhora o aproveitamento dos investimentos e aumenta a eficiência da pecuária brasileira.


Publicado em: 30/07/2026 às 08:00hs

Escolha da semente de pastagem define produtividade, qualidade do rebanho e longevidade da área

A formação de uma pastagem produtiva começa antes mesmo da semeadura. Entre as decisões mais importantes para garantir o desempenho da área está a escolha correta da semente de forrageira, um investimento que representa uma pequena parcela do custo de implantação, mas que influencia diretamente a produtividade, a capacidade de suporte e a vida útil do pasto.

Apesar de representar aproximadamente 5% a 8% do investimento total na formação da pastagem, a semente é considerada um dos principais fatores para determinar o sucesso da implantação.

Segundo o técnico em agricultura e vendedor externo da Nossa Lavoura, Robson Luiz Slivinski Dantas, a escolha de uma cultivar adequada permite maior uniformidade de estabelecimento, melhor aproveitamento da correção do solo e da adubação, além de contribuir para uma pastagem mais produtiva ao longo dos anos.

"A semente é o ponto de partida de todo o sistema. Quando o produtor escolhe um material adaptado à realidade da propriedade, consegue reduzir problemas futuros e transformar o investimento inicial em maior retorno produtivo", explica.

Não existe uma única forrageira ideal para todas as propriedades

Um dos principais erros na formação de pastagens é considerar que uma mesma cultivar pode apresentar o mesmo desempenho em diferentes regiões e sistemas produtivos.

A escolha da semente deve levar em conta diversos fatores, como:

  • características do solo;
  • fertilidade da área;
  • disponibilidade de água;
  • regime de chuvas;
  • sistema de manejo;
  • categoria animal;
  • objetivo da produção.

Solos com diferentes níveis de drenagem, textura e profundidade exigem materiais específicos. Da mesma forma, regiões com variações climáticas precisam de cultivares com maior adaptação às condições locais.

"A recomendação da forrageira precisa considerar o conjunto da propriedade. Solo, clima, manejo e objetivo produtivo devem ser avaliados em conjunto para garantir desempenho e longevidade", destaca Dantas.

Sistema de produção influencia escolha da cultivar

A estratégia de manejo adotada pelo pecuarista também interfere diretamente na escolha da forrageira.

Em sistemas extensivos, o produtor geralmente busca materiais com maior rusticidade, resistência e capacidade de persistência, como:

  • Brachiaria Marandu;
  • Brachiaria Piatã.

Já em sistemas intensivos ou de pastejo rotacionado, a preferência costuma ser por cultivares com maior capacidade de rebrota, produção de massa e resposta à adubação, como:

  • Panicum Zuri;
  • Panicum Tamani;
  • Brachiaria Piatã.

Nos sistemas de integração lavoura-pecuária, a produção de biomassa e formação de palhada também ganham importância, favorecendo materiais com maior potencial de produção vegetal.

Categoria animal deve orientar escolha da pastagem

O objetivo da produção pecuária também é determinante na definição da semente.

Animais destinados à cria, recria ou engorda apresentam necessidades nutricionais diferentes, exigindo estratégias específicas de produção de forragem.

De forma geral:

  • sistemas de cria priorizam forrageiras com maior persistência e qualidade nutricional, como Marandu e Piatã;
  • sistemas de recria e engorda buscam maior potencial de ganho de peso, favorecendo cultivares como Tamani e Zuri.

Uma escolha alinhada ao perfil do rebanho permite melhor aproveitamento da pastagem e maior eficiência produtiva por hectare.

Escolha inadequada pode acelerar degradação do pasto

Quando a seleção da semente é feita sem critérios técnicos, os problemas podem surgir rapidamente.

Entre os principais impactos estão:

  • menor produção de forragem;
  • redução da capacidade de lotação;
  • aumento da presença de plantas daninhas;
  • degradação antecipada da área;
  • necessidade de reforma da pastagem;
  • aumento dos custos de recuperação.

Segundo especialistas, uma falsa economia na compra da semente pode resultar em prejuízos elevados no futuro.

"Muitas vezes o produtor busca reduzir o custo inicial, mas uma escolha inadequada diminui a vida útil da pastagem e exige novos investimentos para recuperar a área", alerta Dantas.

Implantação correta aumenta potencial produtivo do pasto

Além da escolha da cultivar, o sucesso da formação da pastagem depende de um conjunto de práticas agronômicas.

Entre os principais cuidados estão:

  • análise e correção da fertilidade do solo;
  • preparo adequado da área;
  • adubação de implantação;
  • profundidade correta de semeadura;
  • plantio no início do período chuvoso;
  • primeiro pastejo realizado no momento adequado.

Essas etapas garantem melhor estabelecimento das plantas, maior uniformidade e aproveitamento do potencial produtivo da forrageira.

Assistência técnica melhora tomada de decisão no campo

Com o avanço da pecuária tecnificada, o planejamento da formação de pastagens passou a exigir cada vez mais conhecimento técnico.

Empresas especializadas auxiliam o produtor desde o diagnóstico da propriedade até a escolha da cultivar, planejamento da implantação e acompanhamento do desenvolvimento da área.

Segundo Dantas, o trabalho técnico vai além do fornecimento de sementes.

"O objetivo é entender a realidade de cada produtor, avaliar as condições da propriedade e indicar a solução mais adequada. Esse acompanhamento aumenta as chances de transformar o investimento em produtividade e rentabilidade", afirma.

Pastagem bem formada é investimento estratégico para a pecuária

Em um cenário de busca por maior eficiência e redução de custos na produção animal, a escolha da semente de pastagem deixou de ser uma decisão simples de compra e passou a representar uma estratégia de longo prazo.

Uma pastagem bem implantada melhora o desempenho do rebanho, amplia a produção por hectare e reduz a necessidade de intervenções futuras.

Para o pecuarista, investir em uma cultivar adequada significa construir uma base produtiva mais sustentável, eficiente e preparada para gerar resultados ao longo dos anos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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