Publicado em: 31/03/2026 às 13:00hs
O Programa Touro Jovem, promovido pela Conexão Delta G, utiliza o teste de progênie como base para identificar reprodutores com desempenho superior. A iniciativa começou no início dos anos 2000 e passou a disponibilizar os primeiros touros em 2006, dentro do programa de melhoramento genético da entidade.
A cada ano, cerca de quatro touros são escolhidos entre todos os machos avaliados. O sêmen desses animais é distribuído entre os rebanhos participantes, permitindo a avaliação do desempenho da progênie em diferentes ambientes e sistemas de produção.
Até o momento, 22 touros do programa já atuam como reprodutores em centrais de inseminação no Brasil. Aqueles que apresentam desempenho superior são direcionados para uso ampliado na reprodução.
De acordo com o presidente da Conexão Delta G, Bernardo Pötter, o programa não tem caráter de seleção, mas sim de validação genética. “O que interessa em um touro não é ele, é o que ele produz. Por isso, avaliamos o desempenho dos filhos em diferentes rebanhos”, explica.
Ele destaca que o modelo reduz o tempo e amplia a escala da avaliação. “Quando o teste é feito isoladamente, um touro pode levar até quatro anos para ter um número limitado de filhos avaliados em um único rebanho. No programa, ele pode ter centenas de filhos distribuídos em diferentes propriedades, aumentando a confiabilidade dos resultados”, afirma.
Com a distribuição ampla do sêmen e a análise detalhada da progênie, é possível identificar de forma antecipada touros com desempenho superior, acelerando sua entrada em centrais de inseminação.
Para participar, os candidatos precisam estar entre o 1% superior dos machos com CEIP (Coeficiente de Eficiência de Inseminação Programada) e apresentar os melhores resultados no programa de acasalamentos dirigidos da entidade. Essa ferramenta simula acasalamentos com todas as novilhas da safra mais recente, apontando os animais com maior potencial de melhoria genética da progênie.
Após a definição dos touros jovens, o sêmen é distribuído entre os rebanhos da Conexão Delta G, ampliando o número de filhos avaliados em diferentes propriedades dentro de um mesmo ciclo de avaliação e garantindo maior confiabilidade nos resultados do programa.
Fonte: Portal do Agronegócio
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