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Bovinos de Corte

Confinamento sem antibióticos ganha força no Brasil e coloca pecuária nacional na vanguarda da produção sustentável

Unidade da MFG Agropecuária em Mato Grosso opera há cinco anos sem antibióticos promotores de crescimento, conquista certificação internacional e antecipa tendências exigidas pelos mercados globais da carne bovina.


Publicado em: 04/08/2026 às 13:30hs

Confinamento sem antibióticos ganha força no Brasil e coloca pecuária nacional na vanguarda da produção sustentável

A pecuária brasileira vive uma transformação impulsionada pelas novas exigências dos consumidores e dos mercados internacionais. Nesse cenário, modelos de produção que reduzem ou eliminam o uso de antibióticos promotores de crescimento começam a ganhar espaço e posicionam o Brasil como referência em sustentabilidade e inovação na cadeia da carne bovina.

Uma das iniciativas mais avançadas está na unidade da MFG Agropecuária, em Tangará da Serra (MT), que há cinco anos opera integralmente sem antibióticos e antimicrobianos promotores de crescimento. O sistema pioneiro no país tornou-se referência técnica e recentemente garantiu à planta a certificação Fair Food, reconhecimento internacional voltado às boas práticas de produção de alimentos e ao bem-estar animal.

Projeto serve como modelo para expansão da estratégia

Embora apenas uma das seis unidades da companhia adote atualmente o sistema livre de antibióticos promotores de crescimento, a MFG informa que o projeto funciona como uma plataforma de validação tecnológica para ampliar gradativamente esse modelo às demais operações do grupo.

Como parte dessa estratégia, a empresa retirou completamente o uso da virginiamicina, substância proibida na União Europeia, e desenvolve estudos para substituir também a monensina sódica nas dietas de alto desempenho, utilizando alternativas nutricionais consideradas seguras e eficientes.

A iniciativa acompanha a evolução das exigências internacionais e fortalece o compromisso da empresa com sistemas produtivos mais sustentáveis, eficientes e alinhados às demandas do mercado global de proteína animal.

Mercado internacional impulsiona mudanças na pecuária

Nos principais países importadores da carne bovina brasileira, a monensina não é classificada como antibiótico de uso humano restrito. A principal exceção é a União Europeia, que adota regras mais rigorosas para esse tipo de molécula.

Apesar disso, especialistas apontam que a tendência mundial é de maior controle sobre o uso de antimicrobianos na produção animal, impulsionando investimentos em manejo, biossegurança, nutrição de precisão e rastreabilidade.

Segundo Adriano Umezaki, gerente técnico de Nutrição da MFG Agropecuária, o setor passa por uma mudança estrutural.

"As novas exigências internacionais vêm acelerando mudanças importantes na pecuária brasileira. Na MFG esse processo ocorre por meio de estratégias nutricionais modernas e sustentáveis, priorizando rastreabilidade, eficiência produtiva e menor dependência de antibióticos e antimicrobianos."

Nutrição de precisão garante desempenho sem antibióticos

Eliminar os antibióticos promotores de crescimento exige muito mais do que retirar determinados produtos da dieta dos animais.

O modelo adotado pela empresa envolve protocolos rigorosos de manejo, formulação nutricional de alta precisão, monitoramento constante da saúde dos bovinos e controle completo dos processos produtivos.

De acordo com Umezaki, o objetivo é reduzir gradualmente a utilização de moléculas tradicionalmente empregadas para melhorar o desempenho dos animais, preservando elevados índices de produtividade, eficiência alimentar e qualidade da carne.

"O desafio atual da pecuária não é apenas produzir mais carne, mas produzir com responsabilidade sanitária, sustentabilidade e capacidade de atender às exigências dos mercados consumidores", afirma o especialista.

Certificação Fair Food reforça compromisso com sustentabilidade

A conquista da certificação Fair Food representa um importante reconhecimento das práticas implementadas na unidade de Tangará da Serra.

Além da eliminação dos antibióticos promotores de crescimento, a certificação considera critérios relacionados ao bem-estar animal, responsabilidade socioambiental, segurança dos alimentos e transparência dos processos produtivos.

Para analistas do setor, certificações desse tipo devem ganhar importância crescente nos próximos anos, especialmente diante da pressão exercida por consumidores, varejistas e importadores por sistemas pecuários mais sustentáveis e rastreáveis.

Grupo já confinou milhões de animais no Brasil

Com 18 anos de atuação, a MFG Agropecuária possui seis unidades distribuídas entre Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo.

Ao longo de sua trajetória, o grupo já realizou o abate de aproximadamente 3,5 milhões de bovinos, operando como extensão das propriedades rurais por meio de diferentes modalidades de parceria para terminação em confinamento, incluindo remuneração por diária, arroba produzida e consumo de matéria seca.

O modelo também oferece acesso a bonificações por qualidade de carcaça e mecanismos de proteção de preços no mercado futuro, agregando competitividade aos pecuaristas parceiros.

Pecuária brasileira acelera adaptação às exigências globais

A experiência desenvolvida pela MFG Agropecuária evidencia uma tendência que deve ganhar força nos próximos anos: a produção de carne bovina baseada em inovação, rastreabilidade, bem-estar animal e redução do uso de antibióticos promotores de crescimento.

Com mercados cada vez mais exigentes e consumidores atentos à origem dos alimentos, sistemas produtivos sustentáveis deixam de ser um diferencial e passam a representar um requisito estratégico para ampliar a competitividade da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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