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Bovinos de Corte

Abate de bovinos supera 10,7 milhões de cabeças no segundo trimestre de 2026, aponta IBGE

Produção brasileira de carne bovina cresce acima do número de animais abatidos, impulsionada pelo maior peso médio das carcaças; suínos avançam e frangos recuam na comparação trimestral


Publicado em: 25/08/2026 às 19:40hs

Abate de bovinos supera 10,7 milhões de cabeças no segundo trimestre de 2026, aponta IBGE

O abate de bovinos no Brasil manteve trajetória de crescimento no segundo trimestre de 2026. Entre abril e junho, os frigoríficos submetidos a algum tipo de inspeção sanitária processaram 10,72 milhões de cabeças, conforme os resultados preliminares divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O volume representa aumento de 1,3% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com os primeiros três meses de 2026, a expansão foi mais significativa, alcançando 4,2%.

Produção de carne bovina cresce 3%

O peso acumulado das carcaças bovinas chegou a 2,76 milhões de toneladas no segundo trimestre. O resultado corresponde a um crescimento de 3% frente ao mesmo intervalo do ano passado e de 4,7% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.

A produção de carne bovina avançou, portanto, em ritmo superior ao número de animais abatidos. Os dados preliminares indicam que o peso médio das carcaças ficou próximo de 257,5 quilos por bovino, acima dos aproximadamente 253,3 quilos registrados entre abril e junho de 2025.

Esse desempenho sugere que animais mais pesados chegaram aos frigoríficos, movimento que pode estar associado à melhoria dos sistemas de terminação e à maior participação da pecuária intensiva. Uma análise mais precisa, entretanto, dependerá da divulgação da composição dos abates por categoria, especialmente entre machos e fêmeas.

Oferta de bovinos cresce sem aceleração expressiva

Embora o abate bovino tenha aumentado nas comparações anual e trimestral, os números não apontam uma expansão acelerada na disponibilidade de animais.

O crescimento da produção de carne foi sustentado principalmente pelo maior peso das carcaças, e não apenas pela ampliação do número de bovinos processados. Essa diferença é relevante para a formação dos preços do boi gordo e para a avaliação da oferta pecuária no mercado brasileiro.

A participação de fêmeas nos abates será um dos indicadores mais importantes nas próximas divulgações. O dado ajuda a identificar o estágio do ciclo pecuário e os possíveis efeitos sobre a reposição de animais e a oferta futura de carne bovina.

Abate de suínos mantém crescimento em 2026

A suinocultura também apresentou resultado positivo no segundo trimestre. O Brasil abateu 15,58 milhões de suínos, quantidade 3,2% superior à registrada no mesmo período de 2025.

Em relação ao primeiro trimestre de 2026, houve avanço de 2%.

O peso total das carcaças suínas alcançou 1,49 milhão de toneladas, com crescimento de 4,8% na comparação anual e de 4,5% frente aos três primeiros meses do ano.

Assim como ocorreu na bovinocultura, a produção de carne suína cresceu acima do número de animais abatidos, indicando aumento no peso médio das carcaças enviadas ao mercado.

Abate de frangos recua frente ao primeiro trimestre

No setor avícola, foram abatidos 1,69 bilhão de frangos entre abril e junho de 2026. O resultado representa crescimento de 2,8% em relação ao segundo trimestre do ano passado, mas queda de 1,2% diante do primeiro trimestre deste ano.

Apesar da redução no número de aves processadas na comparação trimestral, o peso acumulado das carcaças chegou a 3,74 milhões de toneladas.

A produção aumentou 5,1% frente ao mesmo período de 2025 e permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior, com leve avanço de 0,1%.

Captação de leite cai 2,5% no trimestre

Os estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária adquiriram 6,61 bilhões de litros de leite cru no segundo trimestre de 2026.

O volume ficou 1% acima do registrado entre abril e junho de 2025, mas apresentou redução de 2,5% na comparação com os primeiros três meses deste ano.

A retração trimestral acompanha a dinâmica sazonal da produção leiteira, embora os resultados consolidados do IBGE ainda sejam necessários para uma avaliação detalhada do comportamento da oferta nacional.

Produção brasileira de ovos avança

A produção de ovos de galinha somou 1,25 bilhão de dúzias no segundo trimestre. O resultado representa crescimento de 0,3% na comparação anual e de 2,6% frente ao primeiro trimestre de 2026.

Os números integram os primeiros resultados das pesquisas trimestrais do IBGE sobre abate de animais, aquisição de leite, produção de couro e produção de ovos.

Como os dados são preliminares, os volumes ainda poderão passar por ajustes nas próximas divulgações do instituto.

Fonte: Portal do Agronegócio

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