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Logística e Transporte

TCP supera marca de 1 milhão de TEUs em 2026 e reforça liderança logística do Porto de Paranaguá

Terminal de Contêineres de Paranaguá alcança volume histórico 10 dias antes do registrado em 2025, impulsionado por exportações de carnes, cargas refrigeradas e investimentos em infraestrutura


Publicado em: 13/08/2026 às 08:30hs

TCP supera marca de 1 milhão de TEUs em 2026 e reforça liderança logística do Porto de Paranaguá

A TCP, empresa responsável pela administração do Terminal de Contêineres de Paranaguá, alcançou nesta semana a marca de 1 milhão de TEUs movimentados em 2026, antecipando em 10 dias o resultado obtido no ano anterior. O desempenho representa crescimento de 4% na comparação anual e reforça a expansão das operações portuárias no Paraná.

O contêiner que marcou o novo recorde foi movimentado durante a operação do navio VALOR, do armador MSC, embarcação com 300 metros de comprimento e 48 metros de largura, integrante da rota marítima entre o Brasil e a Europa.

Segundo a TCP, o resultado reflete o avanço da capacidade operacional do terminal, sustentado por investimentos em infraestrutura, modernização de equipamentos e aprimoramento dos processos logísticos.

“Este resultado demonstra o compromisso da TCP em oferecer eficiência e capacidade operacional para atender ao crescimento da demanda do mercado”, destacou Fabio Mattos, gerente comercial da empresa.

Julho registra melhor desempenho mensal de 2026

O avanço na movimentação de contêineres ocorre após um resultado histórico em julho, quando a TCP registrou o maior volume mensal do ano.

Foram movimentados 147,9 mil TEUs no mês, crescimento de 5% em relação aos 140,9 mil TEUs registrados em julho de 2025.

O desempenho confirma a trajetória de expansão do terminal e fortalece a posição do Porto de Paranaguá como um dos principais corredores logísticos para o comércio exterior brasileiro.

Contêineres refrigerados impulsionam exportações do agronegócio

Entre janeiro e julho de 2026, um dos principais destaques da operação foi o crescimento da movimentação de contêineres refrigerados, conhecidos como reefer, utilizados principalmente para o transporte de carnes, congelados e produtos agroindustriais.

O volume avançou 10% no período, passando de 80,3 mil unidades em 2025 para 88,4 mil em 2026.

O crescimento está diretamente relacionado ao aumento das exportações brasileiras de proteína animal, especialmente carne de frango e carne suína, setores que demandam alta capacidade de armazenamento refrigerado e regularidade nas escalas marítimas.

A TCP informou que segue ampliando sua estrutura para cargas refrigeradas e prevê elevar sua capacidade de tomadas para contêineres reefer de 5.280 para 5.500 unidades ainda em 2026.

Terminal amplia conexão ferroviária e movimentação de cargas

Até o final de julho, a TCP registrou a passagem de:

  • 379 mil contêineres pelo acesso rodoviário (gate);
  • 62 mil contêineres pelo modal ferroviário;
  • 774 operações ferroviárias realizadas.

O Terminal de Contêineres de Paranaguá é o único terminal do Sul do Brasil com conexão direta entre o ramal ferroviário e o pátio operacional, ampliando as alternativas logísticas para exportadores e importadores.

No cais, foram realizadas 597 atracações de navios no período.

Atualmente, a TCP concentra o maior número de serviços marítimos regulares entre os terminais portuários brasileiros, com 22 linhas semanais de cabotagem e longo curso, conectando Paranaguá aos mercados da América, África, Europa e Ásia.

Exportações de carnes lideram crescimento da movimentação

O desempenho comercial da TCP também apresentou avanço significativo nos primeiros sete meses de 2026.

O terminal embarcou 4,913 milhões de toneladas de cargas, volume 10% superior aos 4,465 milhões de toneladas registrados no mesmo período de 2025.

O principal fator de crescimento foi o segmento de carnes e congelados, que aumentou de 2,047 milhões para 2,344 milhões de toneladas, impulsionado pelo avanço dos embarques de carne de frango e suína.

A estrutura logística especializada para cargas refrigeradas tornou Paranaguá uma rota estratégica para exportadores brasileiros de proteína animal.

Além das carnes, o segmento de papel e celulose também apresentou crescimento, alcançando 623 mil toneladas movimentadas, alta de 9% frente às 569 mil toneladas registradas no ano anterior.

Importações são impulsionadas pelo setor automotivo

No fluxo de importações, o destaque ficou com o setor automotivo.

A movimentação de veículos elétricos, peças e componentes somou 346 mil toneladas em 2026, crescimento de 8% sobre as 319 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025.

O resultado acompanha o aumento da entrada de tecnologias automotivas e componentes utilizados pela indústria brasileira.

Paranaguá amplia capacidade com operação de grandes navios

A evolução da infraestrutura portuária também permitiu avanços na operação de grandes embarcações.

No dia 31 de julho, a TCP recebeu o porta-contêineres MSC Iris, com 366 metros de comprimento, 51 metros de largura e capacidade aproximada para transportar 16 mil TEUs.

A operação marcou a primeira utilização de um navio dessa categoria com o calado máximo de 13,30 metros autorizado no Porto de Paranaguá.

Desde novembro de 2025, quando o porto passou a operar com essa profundidade, mais de 30 navios já utilizaram o limite máximo permitido.

Segundo a TCP, a ampliação do calado aumenta a capacidade operacional, melhora a eficiência dos embarques e desembarques e contribui para reduzir custos logísticos, oferecendo maior previsibilidade às cadeias de abastecimento.

Terminal reforça papel estratégico para o agronegócio brasileiro

Com o crescimento das exportações agroindustriais, especialmente de proteínas animais, a TCP consolida sua posição como um dos principais hubs logísticos para o comércio exterior brasileiro.

A combinação entre infraestrutura moderna, conexão ferroviária, capacidade para cargas refrigeradas e maior eficiência operacional fortalece a competitividade dos exportadores nacionais.

A expectativa da empresa é encerrar 2026 com o melhor desempenho histórico da série, acompanhando o avanço da movimentação de cargas e o crescimento da demanda internacional por produtos brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

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