Porto Seco de Dionísio Cerqueira bate recorde histórico de movimentação de caminhões e fortalece comércio no Mercosul
Unidade catarinense registrou alta de 22,4% no fluxo de veículos em junho e impulsionou resultado da Multilog, que movimentou mais de 214 mil caminhões nas fronteiras no primeiro semestre de 2026
Publicado em: 20/07/2026 às 13:30hs
O Porto Seco de Dionísio Cerqueira (SC) alcançou um novo recorde de movimentação de caminhões em junho de 2026, consolidando a importância estratégica da estrutura logística catarinense para o comércio exterior brasileiro e as operações do Mercosul.
Administrada pela Multilog, uma das principais empresas de logística integrada do país, a unidade registrou a entrada de 2.725 caminhões no mês, sendo 1.801 veículos destinados à importação e 924 à exportação. O resultado representa crescimento de 22,4% em comparação com junho do ano anterior, estabelecendo o maior volume mensal já registrado pela operação.
Movimentação nas fronteiras supera 214 mil caminhões no primeiro semestre
O desempenho de Dionísio Cerqueira contribuiu para o crescimento das operações de fronteira da Multilog ao longo dos primeiros seis meses de 2026.
Entre janeiro e junho, as cinco unidades alfandegadas administradas pela companhia contabilizaram a movimentação de 214.092 caminhões, alta de 2,3% frente ao mesmo período de 2025.
Somente o Porto Seco de Dionísio Cerqueira recebeu 14.441 veículos no semestre, sendo:
- 8.811 caminhões de importação;
- 5.630 caminhões de exportação.
O resultado representa avanço de 11,1% na comparação anual, reforçando o papel da unidade como corredor estratégico para as relações comerciais entre Brasil e países do Mercosul.
Investimentos em infraestrutura impulsionam eficiência logística
Segundo a Multilog, o aumento da movimentação está relacionado aos investimentos realizados na ampliação e modernização das instalações, além do cenário de maior dinamismo nas operações internacionais.
Outro fator apontado pela empresa foi a alteração na política fiscal de Santa Catarina. Desde 9 de junho, a obrigatoriedade de desembaraço das importações terrestres pela aduana passou de 30% para 50% para empresas que utilizam o Tratamento Tributário Diferenciado (TTD), considerando cargas provenientes do Mercosul, com exceção de Uruguai e Paraguai.
Para Francisco Damilano, gerente geral de Operações das Fronteiras da Multilog, o crescimento reflete a combinação entre maior integração comercial regional, desempenho do agronegócio e eficiência operacional.
“O crescimento no fluxo de caminhões nos portos secos da Multilog no primeiro semestre de 2026 se deu pela intensificação das trocas no Mercosul, pelo forte desempenho do agronegócio e pela eficiência operacional que atraiu maiores volumes de carga”, afirma.
Foz do Iguaçu lidera movimentação entre unidades da Multilog
Além de Dionísio Cerqueira, outras unidades administradas pela empresa também registraram movimentação expressiva no primeiro semestre.
O Porto Seco de Foz do Iguaçu (PR), considerado o maior do Brasil e um dos principais corredores logísticos do Mercosul, recebeu 101.585 caminhões entre janeiro e junho, sendo:
- 58.194 veículos de importação;
- 43.391 veículos de exportação.
O volume representa crescimento de 3,9% em relação ao primeiro semestre de 2025.
No Rio Grande do Sul, a unidade de Santana do Livramento movimentou 6.583 caminhões, alta de 16,9%, enquanto o Porto Seco de Jaguarão registrou 17.269 veículos, crescimento de 3,7%.
Já o Porto Seco de Uruguaiana, um dos principais pontos de passagem terrestre da América do Sul, contabilizou 74.214 caminhões no período, com leve retração de 2,6% frente ao primeiro semestre do ano passado.
Agronegócio e comércio regional sustentam avanço da logística
A Multilog avalia que a expansão das operações está diretamente ligada ao fortalecimento das relações comerciais no Mercosul e ao desempenho de setores estratégicos da economia brasileira, especialmente o agronegócio.
A expectativa para o segundo semestre é de aceleração no fluxo de cargas, impulsionada pelo escoamento da safra de inverno, pelo aumento da demanda industrial e pela preparação do varejo para períodos de maior consumo, como Black Friday e festas de fim de ano.
“Para o segundo semestre, nossa projeção é de uma aceleração ainda mais acentuada nas operações de fronteira”, destaca Damilano.
Segundo o executivo, a inauguração do novo Porto Seco de Foz do Iguaçu, prevista para dezembro, também deve ampliar a capacidade logística regional e atrair novos volumes de cargas para a malha de comércio internacional.
Portos secos ganham relevância na integração comercial do Mercosul
O avanço da movimentação nas unidades de fronteira reforça o papel da infraestrutura logística terrestre como elemento fundamental para a competitividade do comércio exterior brasileiro.
Com maior demanda por agilidade, segurança e eficiência no transporte internacional, os portos secos passam a ocupar posição estratégica para o fluxo de mercadorias entre Brasil, Argentina, Paraguai e demais mercados parceiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
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