Publicidade
Logística e Transporte

Marrocos zera tarifas de importação para carnes e amplia oportunidades para exportações brasileiras até 2026

Medida reduz custos de entrada no mercado marroquino para bovinos vivos e carnes bovina, ovina, caprina e camelídea, fortalecendo perspectivas para o agronegócio brasileiro.


Publicado em: 07/08/2026 às 14:10hs

Marrocos zera tarifas de importação para carnes e amplia oportunidades para exportações brasileiras até 2026

O Marrocos ampliou a abertura para o comércio internacional de proteínas animais ao suspender temporariamente as tarifas de importação sobre ovinos vivos e carnes bovina, ovina, caprina e camelídea. A medida, válida até 31 de dezembro de 2026, cria novas oportunidades para exportadores brasileiros em um mercado que busca reforçar o abastecimento interno de carnes vermelhas.

A decisão foi oficializada pelo Governo do Reino do Marrocos por meio do Decreto nº 2.26.584 e da Circular nº 6762/211, publicada pela Administração das Alfândegas e Impostos Indiretos do país. A suspensão entrou em vigor em 27 de julho de 2026 e contempla produtos originários de todos os países fornecedores.

A iniciativa deve favorecer a competitividade da carne brasileira no mercado marroquino, especialmente diante da redução do rebanho local e da necessidade de ampliar a oferta doméstica de proteína animal.

Marrocos enfrenta redução do rebanho e busca ampliar oferta de carnes

Segundo o governo marroquino, a suspensão das tarifas tem como objetivo aumentar a disponibilidade interna de carnes vermelhas e reduzir impactos sobre o abastecimento.

O censo pecuário realizado em 2025 apontou uma redução aproximada de 30% do rebanho bovino do país. Entre os principais fatores apontados estão os períodos prolongados de seca e o aumento dos custos de alimentação animal, que pressionaram produtores locais e reduziram a capacidade de oferta.

Com menor produção interna, o Marrocos passou a ampliar a busca por fornecedores internacionais, abrindo espaço para países com maior capacidade exportadora, como o Brasil.

Exportações brasileiras de bovinos vivos ao Marrocos crescem

A relação comercial entre Brasil e Marrocos já apresenta forte expansão no segmento de bovinos vivos destinados ao abate.

Desde o final de 2022, os animais brasileiros importados pelo país contam com suspensão do direito de importação dentro de contingentes tarifários anuais estabelecidos pelo governo marroquino. Para 2026, o limite autorizado foi fixado em 300 mil cabeças.

Os resultados mostram o avanço da participação brasileira nesse mercado.

Em 2025, as exportações brasileiras de bovinos vivos para o Marrocos alcançaram US$ 213,5 milhões, crescimento expressivo em comparação aos US$ 41 milhões registrados em 2024.

No período, o Brasil respondeu por 46,7% das importações marroquinas de bovinos vivos, consolidando-se como um dos principais fornecedores do país africano.

Já no primeiro quadrimestre de 2026, o Marrocos ocupou a segunda posição entre os principais destinos das exportações brasileiras de bovinos vivos.

Suspensão tarifária amplia espaço para carnes brasileiras

Além dos bovinos vivos, a nova medida beneficia as exportações de carnes bovina, ovina, caprina e camelídea, produtos que passam a entrar no mercado marroquino sem a cobrança do direito de importação até o final de 2026.

A decisão representa uma oportunidade estratégica para o Brasil ampliar sua presença em um mercado com demanda crescente por proteína animal e necessidade de complementar a produção doméstica.

Apesar da suspensão geral, as miudezas de animais das espécies bovina, ovina, caprina e camelídea, classificadas na posição tarifária Ex 02.06, continuam sujeitas à tarifa de importação de 30%.

Brasil ganha vantagem competitiva no mercado internacional de proteínas

A abertura comercial do Marrocos ocorre em um momento positivo para o setor pecuário brasileiro, marcado pela expansão das exportações de carne bovina, oferta competitiva e reconhecimento internacional da qualidade da proteína produzida no país.

Com a redução temporária das barreiras tarifárias, frigoríficos e produtores brasileiros passam a contar com uma oportunidade adicional para ampliar negócios, diversificar destinos e fortalecer a participação do Brasil no mercado global de carnes.

A expectativa do setor é que a medida contribua para aumentar os fluxos comerciais entre os dois países e consolide o Marrocos como um importante parceiro estratégico para o agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias