Publicidade
Logística e Transporte

Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde histórico em junho e alcançam US$ 16,6 bilhões

Soja, carnes, café e farelo de soja impulsionam o melhor resultado da história para o mês de junho; primeiro semestre também registra recorde e confirma a força do agro nas exportações brasileiras.


Publicado em: 15/07/2026 às 10:50hs

Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde histórico em junho e alcançam US$ 16,6 bilhões

O agronegócio brasileiro voltou a demonstrar sua força no comércio internacional e alcançou um novo recorde histórico. Em junho de 2026, as exportações do setor somaram US$ 16,6 bilhões, o maior valor já registrado para o mês, representando crescimento de 14% em relação a junho de 2025. O desempenho consolidou o agronegócio como principal responsável pelo saldo comercial do país, respondendo por 45,7% de todas as exportações brasileiras no período.

O resultado foi impulsionado principalmente pelo avanço das vendas externas de soja em grãos, carne bovina, carne de frango e farelo de soja, além da valorização média dos produtos exportados. O volume embarcado também cresceu, refletindo a forte demanda internacional pelos produtos brasileiros.

Primeiro semestre também estabelece novo recorde

O desempenho de junho reforçou um semestre histórico para o comércio exterior do agronegócio.

Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil exportou US$ 87,1 bilhões em produtos do agronegócio, estabelecendo o maior valor da série histórica para o período e registrando crescimento de 6,2% sobre os seis primeiros meses de 2025.

No acumulado do ano, o agronegócio respondeu por 47,1% de todas as exportações brasileiras, mantendo sua posição como principal gerador de divisas do país.

Soja lidera exportações e reforça protagonismo brasileiro

A soja permaneceu como o principal produto da pauta exportadora brasileira.

Somente em junho, os embarques da oleaginosa alcançaram US$ 6,3 bilhões, crescimento de 17,3% sobre igual mês do ano anterior. O volume exportado atingiu 14,5 milhões de toneladas, o maior já registrado para um mês de junho.

A combinação entre aumento dos preços internacionais e maior volume embarcado foi determinante para o resultado. A China manteve-se como principal compradora da soja brasileira, respondendo por mais de 70% das aquisições, seguida por União Europeia, Irã, Turquia, Tailândia e Paquistão.

No acumulado do primeiro semestre, a soja movimentou US$ 29,1 bilhões, representando aproximadamente um terço de todas as exportações do agronegócio brasileiro. O volume embarcado atingiu o recorde de 69,6 milhões de toneladas.

Carne bovina registra maior faturamento da história

Outro grande destaque foi a carne bovina in natura.

As exportações alcançaram US$ 1,8 bilhão em junho, crescimento de 39,2%, estabelecendo recordes tanto em valor quanto em volume comercializado.

O Brasil embarcou 279,7 mil toneladas, enquanto o preço médio da proteína aumentou aproximadamente 20% em relação ao mesmo mês de 2025.

A China continuou liderando as compras, seguida por Estados Unidos, Chile, México, União Europeia e Arábia Saudita.

No acumulado de janeiro a junho, a carne bovina também atingiu um marco histórico, somando US$ 9,1 bilhões, com embarques de 1,5 milhão de toneladas, ambos recordes para o período.

Carne de frango amplia presença internacional

A carne de frango também viveu um dos melhores momentos da história das exportações brasileiras.

Em junho, as vendas externas cresceram 57,3%, alcançando US$ 871,6 milhões, impulsionadas pela combinação de preços elevados e aumento expressivo no volume embarcado.

O Brasil exportou para 145 mercados, tendo Japão, China e Emirados Árabes Unidos como principais compradores.

No primeiro semestre, as exportações atingiram US$ 5 bilhões, com crescimento de 17,8%, estabelecendo novo recorde histórico para o período.

Farelo de soja cresce quase 50%

O processamento da soja também contribuiu para os resultados positivos.

As exportações de farelo de soja totalizaram US$ 907,2 milhões em junho, avanço de 47,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O aumento refletiu tanto o crescimento da demanda internacional quanto o maior volume embarcado, beneficiando mercados como União Europeia, Indonésia, Irã, Bangladesh e Turquia.

No semestre, o produto acumulou US$ 4,6 bilhões, também registrando crescimento expressivo.

Café mantém receita elevada mesmo com preços menores

O café verde apresentou comportamento distinto.

Embora o preço médio internacional tenha recuado mais de 20% em junho, o forte aumento do volume exportado garantiu receita recorde para o mês, que atingiu US$ 935,6 milhões.

Os principais destinos continuaram sendo União Europeia, Estados Unidos, Japão, Turquia, Colômbia e Reino Unido.

No acumulado do semestre, entretanto, as exportações de café apresentaram retração em função da menor disponibilidade de estoques internos, reflexo das limitações de produção observadas nos últimos anos.

Açúcar perde receita, mas permanece entre os principais produtos

O açúcar bruto foi um dos poucos produtos relevantes a registrar queda nas exportações em junho.

As vendas externas somaram US$ 951,5 milhões, redução de 25,5%, consequência da combinação entre menor preço internacional e redução no volume embarcado.

Mesmo assim, o produto permaneceu entre os cinco principais itens da pauta exportadora do agronegócio brasileiro.

Algodão, milho e celulose reforçam diversificação da pauta

Além dos produtos tradicionais, outras cadeias importantes também contribuíram para o desempenho do agronegócio.

O algodão registrou recordes históricos em valor e volume exportado durante junho e também no acumulado do semestre.

A celulose manteve forte participação nas vendas externas, sustentada pela valorização dos preços internacionais, mesmo com redução no volume embarcado.

Já o milho apresentou crescimento superior a 20% nas exportações entre janeiro e junho, impulsionado principalmente pelo aumento da demanda de mercados como Vietnã, Egito e Malásia.

China continua sendo o principal destino do agro brasileiro

A China permaneceu como maior compradora dos produtos do agronegócio brasileiro.

Somente em junho, o mercado chinês importou US$ 6,5 bilhões, respondendo por cerca de 39% das exportações do setor.

Além da soja, destacaram-se as compras de carne bovina e celulose.

A União Europeia consolidou-se como o segundo maior destino das exportações brasileiras, impulsionada principalmente pelo aumento das aquisições de soja, farelo de soja e carne de frango.

Os Estados Unidos permaneceram na terceira posição, embora tenham registrado redução nas importações de alguns produtos importantes, como café verde e celulose.

Diversos produtos alcançam recordes históricos

Além dos principais segmentos, junho foi marcado por uma série de recordes em diferentes cadeias produtivas.

Entre os destaques estão bovinos vivos, café solúvel, algodão, farelo de soja, óleo essencial de laranja, amendoim, DDG de milho, mel natural, mangas, feijões, limões e outros produtos que ampliam a diversificação da pauta exportadora brasileira.

Agronegócio mantém protagonismo na economia brasileira

Os números da balança comercial confirmam que o agronegócio continua sendo um dos principais pilares da economia nacional.

A combinação entre produção competitiva, diversificação dos mercados compradores, forte demanda internacional e ganhos de produtividade mantém o Brasil em posição de destaque no comércio mundial de alimentos, fibras e produtos florestais.

Com o primeiro semestre encerrado em nível recorde e perspectivas favoráveis para importantes cadeias produtivas, o setor chega à segunda metade de 2026 mantendo sua relevância para a geração de divisas, crescimento econômico e fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias