Exportações de insumos agrícolas batem recorde e somam US$ 188 milhões no 1º trimestre de 2026, impulsionadas por sementes
Crescimento de 8,7% no período reflete expansão do comércio exterior do agronegócio brasileiro, com destaque para sementes agrícolas e diversificação de mercados internacionais
Publicado em: 24/04/2026 às 11:05hs
Exportações de insumos agrícolas registram melhor desempenho da série histórica
As exportações brasileiras de insumos agrícolas, incluindo defensivos químicos, bioinsumos e sementes, alcançaram US$ 188 milhões no 1º trimestre de 2026, o maior valor já registrado para o período.
Em volume, o país embarcou cerca de 30,9 mil toneladas no trimestre, representando crescimento de 8,7% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados do CropLife Brasil por meio do sistema CropData.
O resultado reforça a consolidação do Brasil como exportador relevante de tecnologias e insumos para a agricultura global.
Sementes lideram crescimento e representam um terço das exportações
O segmento de sementes agrícolas se destacou no período, com exportações de US$ 63 milhões, equivalentes a cerca de um terço do total exportado.
Esse é o melhor desempenho já registrado para o segmento no primeiro trimestre e reforça uma tendência de expansão contínua observada nos últimos anos.
Para o gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides, o setor vive um momento de diversificação e fortalecimento internacional.
“O Brasil consolidou sua posição como exportador de insumos agrícolas e os números do primeiro trimestre de 2026 comprovam expansão e diversificação do portfólio exportador”, afirmou.
Defensivos e bioinsumos também contribuem para o avanço do setor
Além das sementes, os defensivos químicos e bioinsumos também tiveram participação relevante no desempenho das exportações.
No trimestre:
- Defensivos químicos: US$ 105 milhões
- Bioinsumos: US$ 21 milhões
O avanço é atribuído à ampliação de mercados e à maior competitividade dos produtos brasileiros no cenário internacional.
Brasil amplia destinos e diversifica portfólio de sementes
A estrutura do comércio exterior de sementes também vem passando por transformação.
Em 2022, cerca de 92% das exportações estavam concentradas em forrageiras, milho e hortaliças. Em 2026, essa participação caiu para 82%, abrindo espaço para novos produtos e mercados.
Entre os destaques recentes estão exportações de:
- Nabo para o Uruguai
- Ricino para Congo e Quênia
- Sorgo para a Bolívia
- Melão para os Estados Unidos
Esses novos produtos já representam cerca de 14% das exportações do segmento, indicando maior diversificação da pauta exportadora.
Importações de defensivos recuam e indicam mudança no perfil de compras
No sentido oposto, as importações de defensivos químicos somaram US$ 2,3 bilhões no trimestre, com queda de 11% em relação ao mesmo período de 2025.
Também houve redução de 8% no volume importado, refletindo ajustes no mercado e maior participação de produtos genéricos, o que contribuiu para a redução dos preços médios.
Registro de produtos cresce e amplia portfólio tecnológico
O primeiro trimestre de 2026 registrou avanço na oferta de tecnologias agrícolas no país.
No período, foram contabilizados:
- 186 produtos com registros ativos de defensivos químicos
- 107 produtos formulados
- 79 produtos técnicos
- 19 registros ativos de bioinsumos, incluindo:
- 12 agentes microbiológicos
- 4 agentes macrobiológicos
- 3 bioquímicos
Os dados têm como base registros oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Bioinsumos mantêm crescimento e ampliam área tratada no Brasil
O mercado de bioinsumos seguiu em expansão no início de 2026, após desempenho recorde no ano anterior.
Em janeiro:
- R$ 445 milhões em valor de mercado (+3%)
- 12 milhões de hectares tratados (+18%)
O segmento de bioinseticidas liderou o mercado, com:
- R$ 264 milhões em valor
- 5,3 milhões de hectares tratados
Brasil fortalece posição global no mercado de insumos agrícolas
Os dados do trimestre reforçam o avanço do agronegócio brasileiro na cadeia global de insumos agrícolas, com crescimento consistente das exportações, diversificação de produtos e expansão de mercados.
A tendência indica maior inserção internacional do setor e fortalecimento do Brasil como fornecedor estratégico de tecnologias para a agricultura mundial.
Fonte: Portal do Agronegócio
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