Publicado em: 11/06/2026 às 13:30hs
A China consolidou sua posição como principal destino das exportações brasileiras em maio de 2026, ampliando sua relevância para a balança comercial do país. Os embarques para o mercado chinês cresceram 9,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto as vendas para Argentina e Estados Unidos registraram retração.
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e mostram mudanças importantes no fluxo comercial brasileiro com seus principais parceiros internacionais.
As exportações brasileiras para a China somaram US$ 10,50 bilhões em maio, crescimento de 9,5% em relação ao mesmo mês de 2025.
As importações de produtos chineses também avançaram, registrando alta de 24,2% e alcançando US$ 6,80 bilhões.
Com isso, o Brasil encerrou o mês com superávit comercial de US$ 3,70 bilhões na relação bilateral. A corrente de comércio entre os dois países atingiu US$ 17,30 bilhões, avanço de 14,8% na comparação anual.
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, os números reforçam a força do mercado chinês para o comércio exterior brasileiro:
O desempenho confirma a importância da China para setores estratégicos do agronegócio brasileiro, especialmente soja, carnes, celulose, minério de ferro e outros produtos de base exportadora.
A Argentina apresentou o movimento oposto e registrou forte retração nas compras de produtos brasileiros.
As exportações para o país vizinho totalizaram US$ 1,33 bilhão em maio, queda de 21,7% na comparação anual. Já as importações brasileiras provenientes da Argentina cresceram 2,8%, somando US$ 1,19 bilhão.
O saldo comercial permaneceu positivo para o Brasil em US$ 130 milhões.
A corrente de comércio entre os dois países alcançou US$ 2,52 bilhões, representando retração de 11,8%.
No acumulado de janeiro a maio de 2026:
A desaceleração da economia argentina continua impactando o desempenho das exportações brasileiras, especialmente nos setores industrial e automotivo.
Os Estados Unidos também registraram redução nas operações comerciais com o Brasil durante maio.
As exportações brasileiras para o mercado norte-americano somaram US$ 3,09 bilhões, queda de 14% em relação ao mesmo mês de 2025.
As importações recuaram 11%, totalizando US$ 3,21 bilhões.
O resultado foi um déficit comercial de US$ 120 milhões para o Brasil, enquanto a corrente de comércio ficou em US$ 6,30 bilhões, retração de 12,5%.
Entre janeiro e maio de 2026, o desempenho acumulado aponta:
Os números refletem um ambiente de menor dinamismo nas trocas comerciais entre as duas maiores economias do continente.
A União Europeia apresentou desempenho positivo e manteve trajetória de crescimento nas relações comerciais com o Brasil.
Em maio, as exportações brasileiras para o bloco europeu atingiram US$ 4,91 bilhões, avanço de 8,8% na comparação anual.
As importações provenientes da Europa recuaram 6,9%, totalizando US$ 4,01 bilhões.
O resultado gerou superávit de US$ 900 milhões para o Brasil, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 8,92 bilhões, crescimento de 1,2%.
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano:
O desempenho da balança comercial brasileira em 2026 evidencia a crescente dependência dos mercados asiáticos, especialmente da China, para a sustentação das exportações nacionais.
Ao mesmo tempo, os resultados mostram um cenário mais desafiador nas relações comerciais com Argentina e Estados Unidos, enquanto a União Europeia mantém trajetória de crescimento gradual.
Para o agronegócio, que responde por parcela significativa das exportações brasileiras, o fortalecimento da demanda chinesa continua sendo um dos principais fatores de sustentação da geração de divisas e do saldo positivo da balança comercial do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
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