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Gestão

Grupo Casa Bugre destaca inovação e novos desafios do agro durante Congresso Andav

Realizado de 11 a 13 de agosto, em São Paulo, encontro reuniu lideranças da cadeia de distribuição de insumos para discutir economia, crédito, gestão, tecnologia, inovação e os desafios para a competitividade do agro nacional


Publicado em: 17/08/2026 às 14:10hs

Grupo Casa Bugre destaca inovação e novos desafios do agro durante Congresso Andav

O futuro do agronegócio brasileiro esteve no centro das discussões do 15º Congresso Nacional da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), realizado de 11 a 13 de agosto, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Com o tema “Agroeconomia brasileira: reflexões para o futuro”, o encontro reuniu representantes da distribuição de insumos, indústria, produtores, especialistas e lideranças do setor para analisar os movimentos que devem influenciar os negócios e a produção agropecuária nos próximos anos.

Ao longo dos três dias, mais de 18 mil participantes circularam pelos quatro pavilhões do evento, que ocupou mais de 24 mil metros quadrados de área de exposição e reuniu mais de 250 marcas. A programação combinou debates sobre agroeconomia, crédito, inovação, bioenergia, mercado, gestão e reforma tributária com oportunidades de relacionamento e geração de negócios.

Mais do que um espaço de exposição, a Andav se consolidou como um dos principais pontos de encontro da cadeia de distribuição de insumos no país. Entre palestras, painéis, encontros e networking, o evento colocou em evidência o papel estratégico dos distribuidores na conexão entre indústria, tecnologia e produtor rural, além da necessidade de preparar empresas e profissionais para um ambiente de negócios cada vez mais complexo e competitivo.

Ciência move inovação

No ano em que completa 45 anos, o Grupo Casa Bugre participou da Andav ao lado de Krilltech, Agrilife Solutions e Terrus Regeneração, apresentando um portfólio voltado a uma agricultura mais eficiente, sustentável e orientada por ciência, com soluções em nutrição vegetal, bioinsumos, eficiência fisiológica e agricultura regenerativa.

Para o CEO do Grupo Casa Bugre, Flavio Maia, a participação no evento representou uma oportunidade de aproximar inovação e as necessidades concretas do campo. “A Andav é um dos principais pontos de encontro da distribuição agrícola e, mais uma vez, mostrou a força e a relevância desse setor para o agro brasileiro”, pontuou. Ele assegurou que “foi uma oportunidade para apresentar novas soluções, fortalecer conexões e mostrar como a união entre ciência e inovação pode transformar os resultados no campo e moldar o futuro da distribuição”.

Entre os destaques apresentados esteve a atuação da Agrilife Solutions na área de nutrição vegetal. A empresa levou ao Congresso o conceito de Nutrifisiologia, apresentado como uma nova abordagem para integrar fisiologia vegetal e nutrição, com o objetivo de ampliar o aproveitamento dos nutrientes e tornar o manejo mais eficiente.

De acordo com Everton Molina, sócio e diretor de Marketing e Inovação do Grupo Casa Bugre, a proposta combina a plataforma C-Dot Drive, desenvolvida com a Krilltech, à experiência da Agrilife Solutions em formulações para aplicação via solo e foliar. “Essa tecnologia utiliza a fisiologia da planta como base para uma nutrição mais inteligente, eficiente e sustentável”, explicou.

A Agrilife Solutions também apresentou soluções à base de microalgas, desenvolvidas para atuar como biopotencializadores e bioestimulantes, além do VacStress, voltado ao preparo das culturas de soja e milho para enfrentar situações de estresse abiótico. A proposta, segundo a empresa, é contribuir para maior estabilidade produtiva e redução de perdas.

Na área de eficiência fisiológica, a Krilltech apresentou tecnologias baseadas em nanopartículas de carbono, solução que atua sobre processos do metabolismo vegetal e busca potencializar mecanismos relacionados à fotossíntese e à geração de energia. “O trabalho da solução está relacionado à potencialização de processos da planta, com absorção da luz UV e reflexão da frequência de luz azul”, explicou Marcelo Rodrigues, CEO da Krilltech.

A Terrus Regeneração ampliou a abordagem do grupo ao apresentar uma plataforma de agricultura regenerativa baseada na análise da tipologia de argila. “A ferramenta busca transformar informações sobre o solo em recomendações práticas para apoiar decisões no campo”, explica Gustavo Pollo, sócio-fundador .

Rentabilidade e sustentabilidade

A necessidade de conciliar produtividade, rentabilidade e responsabilidade ambiental foi outro ponto ressaltado pelo Grupo Casa Bugre durante o Congresso. Para Everton Campos, as demandas do mercado estão mudando e exigem soluções capazes de gerar valor para diferentes elos da cadeia. “O mercado não busca apenas produtividade. Hoje, eficiência precisa estar associada à rentabilidade para o produtor e para a distribuição, além de soluções com baixo ou zero impacto ambiental”, afirmou.

Nesse contexto, o Grupo Casa Bugre apresentou tecnologias que caminham nessa direção, como sinalizadores fisiológicos, soluções em nutrifisiologia, microalgas e mitigadores de estresse. A estratégia, segundo ele, acompanha uma transformação do próprio conceito de eficiência no campo, que passa a considerar não apenas o volume produzido, mas também o retorno econômico e os impactos ambientais.

Agrifor Life Talks amplia debate na Andav

Além da apresentação de tecnologias, o Grupo Casa Bugre aproveitou a Andav para ampliar a discussão sobre questões que vêm transformando a gestão e o financiamento do agronegócio. Uma edição especial do podcast AgriforLife Talks  foi gravada durante o Congresso, reunindo convidados para discutir temas como geração de caixa, crédito, barter, mercado de capitais, inovação e novos modelos de relacionamento entre os diferentes elos da cadeia.

Comunicação também ganha papel estratégico no agro

A transformação do agronegócio também passa pela forma como empresas do setor apresentam suas soluções, traduzem conhecimento técnico e constroem relacionamento com produtores e demais públicos. O tema foi abordado no AgriforLife Talks por Diogo Luchiari, sócio e vice-presidente de Operações e Atendimento da Macfor, que discutiu os desafios da comunicação em um setor reconhecido pela capacidade de produção, inovação e desenvolvimento tecnológico, mas que ainda encontra dificuldades para comunicar todo o valor gerado dentro e fora do campo.

Durante a conversa, Luchiari destacou que comunicar no agro exige compreender as particularidades do produtor, as diferenças entre culturas e regiões e os diferentes momentos da jornada de decisão. Nesse contexto, dados, conhecimento de mercado e tecnologia passam a ter papel importante na definição de públicos, conteúdos, canais e formatos, permitindo uma comunicação mais próxima das necessidades de quem está no campo.

O executivo também abordou a importância de transformar informações técnicas e científicas em conteúdos claros e relevantes, sem perder profundidade ou credibilidade. A construção de marcas fortes no agronegócio, segundo a discussão apresentada no podcast, passa justamente pela capacidade de aproximar conhecimento técnico, posicionamento e realidade do produtor, ao mesmo tempo em que amplia o diálogo do setor com outros públicos da sociedade.

A experiência do Grupo Casa Bugre também esteve entre os temas da conversa. A Macfor vem trabalhando na estratégia de comunicação do grupo com o desafio de traduzir uma trajetória de 45 anos, seu conhecimento técnico e a ampliação de seu portfólio de inovação em uma narrativa capaz de dialogar com produtores rurais, distribuidores, parceiros, pesquisadores e demais agentes da cadeia.

“O trabalho busca dar maior visibilidade não apenas às soluções oferecidas pelo Grupo Casa Bugre, mas também à sua atuação na difusão de tecnologia e conhecimento para o agronegócio. A estratégia acompanha a própria transformação do grupo, que vem ampliando sua atuação em áreas como nutrição vegetal, bioinsumos, eficiência fisiológica e agricultura regenerativa”, explica William Maia, diretor de Marketing do Grupo.

Gestão sustenta crescimento

No AgriforLife Talks, Ezequiel Wilbert, CEO da Safegold, levou para a conversa um dos temas que mais ganharam espaço nesta edição da Andav: a pressão financeira sobre empresas e produtores do agronegócio, em um ambiente de crédito mais caro, margens mais apertadas e maior necessidade de capital de giro.

“Esse foi, inclusive, um dos assuntos do podcast que gravei com a Casa Bugre. Achei a conversa muito bem direcionada, especialmente porque eles trouxeram a percepção de quem está inserido na cadeia. A Casa Bugre atua com bioinsumos atendendo distribuidores, cooperativas e produtores rurais e também vem percebendo uma maior pressão financeira sobre seus clientes, especialmente distribuidores que estão enfrentando ciclos mais longos e maior necessidade de capital de giro.”

A discussão se conecta, segundo Wilbert, a um movimento que apareceu com frequência ao longo do Congresso: o crescimento das recuperações judiciais no setor.

“Um tema que apareceu com bastante força nesta edição foi o ambiente financeiro do agro e o crescimento das recuperações judiciais. Esse assunto permeou não apenas os painéis, mas também muitas das conversas ao longo da feira".

Embora o número de recuperações judiciais tenha crescido significativamente, é importante colocar isso em perspectiva: ainda representa uma parcela pequena diante da dimensão do agronegócio brasileiro. Por outro lado, é um termômetro que não pode ser desprezado. O avanço das RJs sinaliza que existem empresas e produtores operando com ciclos financeiros mais apertados, crédito mais caro e menor margem para absorver erros de gestão ou mudanças de mercado.”

Para o executivo, esse cenário aumenta a importância de uma gestão mais próxima dos fundamentos financeiros da operação.

“Nesse ambiente, entendo que o empresário precisa voltar aos fundamentos: conhecer profundamente seus custos e margens, melhorar a qualidade das informações, administrar o ciclo financeiro e, principalmente, entender quanto do seu EBITDA está sendo consumido pelo custo da dívida. Não basta olhar crescimento ou faturamento; é preciso saber se a operação efetivamente gera caixa suficiente para sustentar o capital de giro e o endividamento.”

Ao avaliar a Andav como um todo, Wilbert destacou a presença desses temas tanto na programação quanto nas conversas entre os participantes.

“Foi uma experiência muito interessante participar da ANDAV, acompanhar as plenárias, visitar os estandes e conversar com diferentes agentes da cadeia do agronegócio. Os painéis trouxeram discussões importantes sobre perspectivas econômicas, crédito, acesso a mercado e os desafios que o setor vem enfrentando.”

Para ele, o cenário não elimina as oportunidades do agro, mas torna a qualidade da gestão ainda mais determinante.

“Por isso, minha principal percepção da ANDAV é que o agro continua apresentando inúmeras oportunidades, mas o cenário atual exige mais gestão, mais informação e mais disciplina financeira. Em momentos de crédito caro e margens pressionadas, liderança e capacidade de tomar decisões rapidamente passam a fazer ainda mais diferença.”

Agro busca novas conexões

Também convidado do podcast durante a Andav, Francisco Martinez, diretor-executivo do Broto, abordou as mudanças nas relações entre crédito, tecnologia e comercialização dentro do agronegócio.

Entre as novidades apresentadas por ele esteve o Barter Broto, solução que digitaliza a tradicional operação de troca de grãos por insumos. A ferramenta permite que o produtor adquira insumos para a safra e utilize parte da produção futura como forma de pagamento. “A operação é integrada ao Banco do Brasil, que assume o risco de crédito, enquanto a plataforma proporciona maior agilidade e rastreabilidade ao processo, aproximando tecnologia, crédito e distribuição”, completou.

Novos arranjos financeiros

Em outra conversa da programação, Ruy de Toledo Piza, sócio do FAS Advogados, analisou as transformações que vêm ocorrendo no financiamento do agronegócio e a aproximação crescente entre diferentes agentes da cadeia.

“Apesar da crise que tem batido duro no agro, foi um congresso muito forte. Talvez um pouco menos pujante do que o ano passado, mas continua sendo um congresso com uma presença maciça de público e participantes”, afirmou.

Na avaliação do advogado, um dos movimentos mais evidentes foi a aproximação entre fabricantes, fornecedores de insumos, revendas, financiadores e empresas especializadas em soluções financeiras, visando a encontrar mecanismos capazes de atender às necessidades de uma cadeia que convive, simultaneamente, com crédito mais caro, inadimplência elevada e necessidade crescente de capital de giro.

Piza observa que o mercado vem buscando estruturas mais sofisticadas para financiar o agro, com participação de instituições financeiras, gestoras, securitizadoras, fintechs e agtechs. “A gente percebe ali nas conversas um aumento cada vez maior da interação e das relações entre os players, das cadeias”, disse. Essa aproximação tem estimulado a criação de políticas de crédito mais adequadas às características de cada negócio e de produtos financeiros desenvolvidos sob medida.

Nesse cenário, a capacidade de adaptação e a construção de novas alternativas financeiras ganham importância. Para o executivo, o momento exige acelerar o aprendizado da interação entre o mercado de capitais e todos os elos da cadeia, aperfeiçoando instrumentos e relações.

Além das discussões financeiras, o Congresso também evidenciou a velocidade da transformação tecnológica no campo. Piza destaca o avanço de soluções biológicas e a crescente integração da inteligência artificial às atividades do agronegócio. “Fora, claro, muitos avanços tecnológicos, tanto nas soluções de biodefensivos, nos bioprodutos e nas biossoluções, cada vez mais sofisticadas, quanto na interação com a IA”, afirmou.

A combinação desses debates reforçou uma das questões que atravessaram a Andav deste ano: a competitividade do agronegócio dependerá cada vez mais da capacidade de integrar inovação tecnológica, eficiência produtiva, gestão financeira e novas formas de financiamento. Para o Grupo Casa Bugre, esse movimento também amplia o papel da distribuição, que deixa de ser apenas um elo comercial para assumir uma posição cada vez mais estratégica na conexão entre ciência, indústria, crédito e produtor rural.

Fonte: Assessoria de Imprensa Casa Bugre

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