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Fazenda em Minas Gerais alcança 99,7% de sobrevivência em reflorestamento e redefine eficiência na restauração ambiental

Projeto de recuperação da Mata Atlântica no Sul de Minas reduz mortalidade de mudas a quase zero com uso de tecnologia, rastreabilidade e manejo especializado.


Publicado em: 16/07/2026 às 12:30hs

Fazenda em Minas Gerais alcança 99,7% de sobrevivência em reflorestamento e redefine eficiência na restauração ambiental

Uma iniciativa de restauração florestal no Sul de Minas Gerais está elevando o padrão de eficiência dos projetos ambientais no Brasil. A Fazenda Copaíba, localizada em Pouso Alegre (MG), alcançou uma taxa de 99,7% de sobrevivência das árvores plantadas, índice muito superior ao considerado satisfatório pelo setor, que tradicionalmente trabalha com metas próximas a 75%.

O resultado transforma a recuperação da Mata Atlântica em uma operação de alta precisão, combinando tecnologia, monitoramento individual das mudas e práticas de manejo voltadas para aumentar a eficiência da compensação ambiental.

Reflorestamento supera padrões tradicionais do mercado ambiental

A sobrevivência das mudas após o plantio é um dos principais indicadores de sucesso em projetos de restauração florestal. Conforme referências técnicas utilizadas pelo setor e normas da ABNT, índices próximos a 75% são considerados adequados para iniciativas ambientais.

Na Fazenda Copaíba, entretanto, a taxa de sobrevivência registrada chegou a 99,7%, reduzindo a mortalidade das árvores para apenas 0,3%.

Desde 2024, o projeto já possibilitou o plantio de mais de 22 mil árvores, utilizando o método chamado Pé de Árvore Saudável (PAS), desenvolvido pelo proprietário da fazenda e engenheiro industrial Fábio Garcia Filho.

Método aumenta eficiência da compensação ambiental

O desempenho obtido pela propriedade representa uma redução significativa de perdas de mudas, insumos e mão de obra.

Contratos ambientais firmados com empresas, órgãos públicos e instituições como a Prefeitura de Pouso Alegre e o Ministério Público de Minas Gerais estabelecem, em geral, exigências de sobrevivência mínima de 75% das árvores plantadas.

Com uma entrega próxima da totalidade das mudas, a Fazenda Copaíba amplia a segurança dos projetos e reduz os riscos associados a fatores naturais como estiagens, geadas, ventos fortes e ataques de formigas.

Segundo Fábio Garcia Filho, a propriedade realizou auditorias completas da área, contabilizando cada árvore individualmente, em vez de utilizar apenas avaliações por amostragem.

"Passamos por períodos críticos, como outono e inverno, mantendo perdas muito abaixo dos índices normalmente observados no mercado. Isso demonstra que o processo de plantio foi desenvolvido com foco em eficácia biológica e eficiência operacional", afirma.

Tecnologia permite rastreamento individual das árvores

Um dos diferenciais do projeto está no uso de tecnologia para acompanhar o desenvolvimento de cada muda.

A Fazenda Copaíba utiliza uma plataforma de rastreabilidade desenvolvida em parceria com a startup Arboriza, da Universidade de Itajubá (MG). Cada árvore recebe uma identificação física exclusiva, semelhante a um "brinco", permitindo o acompanhamento individual desde o plantio.

O monitoramento combina diferentes ferramentas:

  • identificação física das mudas;
  • registros fotográficos em campo;
  • imagens captadas por drones;
  • georreferenciamento;
  • acompanhamento por satélite.

A integração desses dados permite gerar informações confiáveis sobre a evolução da área restaurada, aumentando a transparência dos projetos ambientais.

Modelo une preservação ambiental e impacto social

Além da tecnologia, o modelo desenvolvido pela Fazenda Copaíba também aposta na valorização das equipes envolvidas no reflorestamento.

Segundo a propriedade, os contratos realizados com empresas, órgãos públicos e projetos de compensação ambiental garantem a sustentabilidade financeira da operação, enquanto parte da receita obtida no varejo é direcionada para bonificações aos trabalhadores de campo e melhorias na comunidade local.

Para Fábio Garcia Filho, a restauração florestal precisa gerar benefícios para todos os envolvidos.

"O plantio de árvores só se torna sustentável quando beneficia o meio ambiente, os clientes, os colaboradores e a comunidade. O cuidado com cada muda é o que permite entregar um ativo ambiental rastreável e seguro", destaca.

Reflorestamento ganha espaço como ativo ambiental estratégico

A Fazenda Copaíba vem se posicionando como uma referência na chamada "indústria da preservação" no Sul de Minas, transformando áreas antes consideradas de baixa produtividade, como encostas e regiões alagadas, em ativos ambientais de alto valor.

Além da recuperação da biodiversidade, o projeto contribui para a conservação de espécies nativas ameaçadas, como o sassafrás, conciliando restauração ecológica, geração de renda e novas oportunidades econômicas ligadas ao mercado ambiental.

O resultado de 99,7% de sobrevivência reforça uma tendência crescente no setor: projetos de reflorestamento com maior controle técnico, rastreabilidade e capacidade de comprovar resultados ambientais.

Fonte: Portal do Agronegócio

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