Publicidade
Gestão

Extensão rural completa 70 anos no Paraná com atendimento a mais de 115 mil agricultores

Trajetória iniciada em 1956 reúne assistência técnica, pesquisa e apoio à agricultura familiar; balanço do IDR-Paraná aponta retorno de R$ 7,10 à sociedade para cada real investido


Publicado em: 06/11/2026 às 07:30hs

Extensão rural completa 70 anos no Paraná com atendimento a mais de 115 mil agricultores

A extensão rural do Paraná completa 70 anos em 2026 com uma trajetória ligada à transformação produtiva do estado. Iniciada em pequenas comunidades, a atuação hoje integra assistência técnica, pesquisa e inovação, com uma estrutura de mais de 1,4 mil profissionais presentes nos 399 municípios paranaenses.

Em artigo sobre a data, o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, destaca a contribuição desse trabalho para ampliar a renda no campo, fortalecer a agricultura familiar e consolidar a presença dos alimentos paranaenses em mais de 185 países.

Segundo os números apresentados pelo secretário, mais de 115 mil agricultores foram atendidos no último ano, com 106 mil visitas às propriedades rurais.

Da produção de subsistência à integração com a pesquisa

A história da extensão rural paranaense começou em 1956, com o Escritório Técnico de Agricultura (ETA). Naquele período, os primeiros extensionistas atuavam em comunidades onde predominava a produção de subsistência, levando orientações para melhorar as condições de cultivo e a organização das propriedades.

A estrutura evoluiu com a Associação de Crédito e Assistência Rural do Paraná (Acarpa) e, posteriormente, com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Paraná (Emater-Paraná).

Uma nova etapa ocorreu com a criação do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), reunindo a experiência da Emater, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) e do Centro de Produção Organizada e Agroecologia (CPRA).

Na avaliação de Souza, a integração aproximou a pesquisa científica das necessidades dos agricultores, favorecendo a aplicação de tecnologias nas propriedades.

Balanço aponta retorno de R$ 7,10 para cada real investido

Os resultados econômicos estão entre os principais destaques do artigo. Conforme o Balanço Social do IDR-Paraná citado pelo secretário, cada R$ 1 aplicado no instituto proporciona retorno de R$ 7,10 à sociedade.

O levantamento aponta mais de R$ 7,7 bilhões em riquezas geradas em parceria, dos quais mais de R$ 3,1 bilhões são atribuídos diretamente à atuação técnica.

Para Souza, esses indicadores demonstram como a combinação de pesquisa, orientação e acompanhamento das propriedades contribui para o desenvolvimento rural e para o fortalecimento da produção de alimentos.

Assistência técnica apoia agroindústrias e cooperativas

Além do atendimento aos agricultores, o trabalho relatado pelo secretário alcançou mais de 1,3 mil agroindústrias e 80 cooperativas.

A atuação também envolve 110 projetos de pesquisa e a facilitação do acesso a R$ 285 milhões em crédito rural. Essas frentes conectam a produção de conhecimento ao apoio técnico e financeiro necessário para desenvolver as atividades no campo.

No artigo, Souza associa a presença dos profissionais nos municípios à capacidade de compreender as diferentes realidades das famílias rurais e oferecer orientações compatíveis com suas necessidades.

Extensão rural contribui para pavimentação de estradas

O trabalho dos extensionistas também participa de iniciativas de infraestrutura. Segundo os dados apresentados, foram elaborados 1.329 Relatórios Técnicos de Vistoria (RTVs), documentos necessários para viabilizar a pavimentação de estradas rurais.

Entre 2025 e 2026, foram assinados convênios para pavimentar 472 estradas. A presença das equipes nos municípios, inclusive nas localidades mais distantes, contribuiu para a elaboração da documentação técnica dessas intervenções.

Clima, conectividade e sucessão rural orientam os próximos desafios

Ao abordar o futuro da extensão rural, o secretário aponta as mudanças climáticas e o avanço da inteligência artificial como fatores que exigem novas formas de assistência aos produtores.

Entre as prioridades estão ampliar a conectividade no campo, estimular uma produção com menor emissão de carbono e proteger o solo e a água.

Souza também defende a continuidade do apoio aos jovens e o fortalecimento do protagonismo das mulheres rurais. Em sua avaliação, os próximos avanços devem combinar inovação tecnológica com atendimento próximo às famílias, mantendo a sustentabilidade e a inclusão como parte do desenvolvimento agropecuário do Paraná.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias