Publicado em: 22/06/2026 às 13:00hs
O AptaHub se consolidou como o maior ecossistema de inovação científica aplicada ao agronegócio em São Paulo. Com mais de 280 membros ativos e seis espaços físicos distribuídos no estado, a iniciativa chega ao seu terceiro ano reforçando a conexão entre a ciência produzida nos institutos de pesquisa e as demandas reais do mercado.
Os resultados estão consolidados no Relatório de Impacto 2022–2025, que reúne dados de dezembro de 2022 a novembro de 2025 e evidencia a evolução de um modelo colaborativo voltado à transformação do conhecimento científico em soluções aplicadas ao campo e à indústria.
Idealizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) e pela Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), o AptaHub foi estruturado a partir de um modelo de governança colaborativa considerado inédito no país.
A iniciativa reúne a atuação pública com a expertise de organizações da sociedade civil ligadas à inovação, como Cietec, Wylinka e Impact Hub São Paulo. O objetivo é acelerar a transferência de tecnologia dos laboratórios para o setor produtivo, fortalecendo o ecossistema de deep techs no agro.
Segundo pesquisadores envolvidos, o ambiente criado pelo hub permite que pesquisas avancem além da bancada e se transformem em soluções aplicadas ao produtor rural e à indústria.
Em três anos de operação, o AptaHub consolidou uma rede integrada com base nos principais institutos de pesquisa agropecuária do estado de São Paulo, incluindo IAC, IB, IEA, IP, ITAL, IZ e APTA Regional.
O ecossistema reúne atualmente:
Essa estrutura garante capilaridade e proximidade com diferentes cadeias produtivas do agronegócio paulista.
O AptaHub desenvolveu uma trilha estruturada para apoiar a evolução de tecnologias científicas até sua inserção no mercado.
O programa AptaHub Impulsiona capacitou 83 pesquisadores, estimulando a atuação como cientistas empreendedores. A iniciativa também inclui o programa Multiplicadores, voltado aos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e ICTs.
O AptaHub Acelera impulsionou 35 startups científicas e tecnológicas, distribuídas em:
O programa contou com mais de 90 horas de mentorias individuais e conexão direta com mais de 60 pesquisadores da rede APTA.
O AptaHub Conecta promoveu a aproximação com o setor corporativo, resultando em:
Além dos números, o relatório destaca projetos que ilustram a aplicação prática da ciência no agronegócio.
Em Ribeirão Preto, a startup AQUi9, em parceria com o Instituto de Zootecnia (IZ), desenvolveu uma solução para transformar efluentes da piscicultura em fertilizantes líquidos de alta eficiência. O projeto foi aprovado pelo PIPE/FAPESP em julho de 2025.
A startup Quality in Lab firmou contrato com a Italac para consultoria em normas internacionais (ISO 17025), fortalecendo processos de qualidade em laboratórios da indústria de laticínios.
Um consórcio formado por Agropixel, IDEGeo, Prometeus e Sea Carbon, em parceria com o IZ e o IAC, viabilizou projeto do CCD/FAPESP para monitoramento e recuperação de pastagens degradadas com uso de inteligência artificial e drones.
Com resultados expressivos em três anos, o AptaHub se consolida como referência nacional na integração entre ciência e mercado no agronegócio.
A plataforma conecta pesquisadores, startups e empresas em um ambiente estruturado para acelerar soluções tecnológicas, reduzir a distância entre laboratório e produção e ampliar a competitividade do agro paulista.
O modelo reforça o papel da ciência pública como vetor de inovação, geração de valor econômico e desenvolvimento sustentável no setor agroindustrial brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias